Pedra da Gávea e Mirante Dona Marta/ RJ – Como é a subida?

Você também tem aquele local que é quase uma necessidade conhecer? Pois é, subir a Pedra da Gávea era isso para mim até uma semana atrás. Quase como a Disney para muitos! rsrs

Não tinha ido ainda por falta de oportunidade – ano passado até entrei em um grupo, mas por motivos de falta de forças físicas, desisti da viagem no dia. E sinceramente, ainda bem que não fui.

Chegar até a Gávea, que fica na praia de São Conrado, é fácil – você chega facilmente de carro (há um bolsão para estacionar), de ônibus ou ainda, táxi. A Pedra fica no Parque Nacional da Tijuca, onde há uma guarita e o horário para visitas é das 8h às 17h. O ideal é começar a subida o quanto antes, tanto por causa do calor carioca, quanto pelo risco de muvucas, comum aos fins de semana. E sim, vá com um guia! Tem economias que não valem o risco ou riscos que não valem a economia, não sei.

A Gávea é a maior trilha à beira mar do MUNDO (chupa mundo!). Tem 843 m de altitude e tem, com certeza, uma das melhores vistas da cidade. Ela é temida por muitos por causa da famosa Carrasqueira, um paredão de 30 m onde é essencial usar as mãos para continuar. Subi-la com medo é até bom, um pouco de medo nos coloca no devido lugar, sejamos aventureiros sim, idiotas jamais. Para quem não quiser arriscar, o Seu Jorge está lá todo dia, com seu equipamento de rapel, pronto para encarar a subida ou a descida da Carrasqueira com segurança – R$40 (dois trechos) ou R$30 (apenas um dos trechos).

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Eu acredito que todos conseguem subir, porém, além de superar o medo de altura (muitos trechos são verdadeiros abismos), é preciso um bom condicionamento físico. Há quem suba em 1h30 e há quem faça em mais de 3h – nós subimos em 2h14, parando pouco para descansar. Nosso guia disse que eu sou “sinixtra” e que eu devia subir correndo haha, combinamos de voltar para melhorar nosso tempo. O importante é subir, afinal ninguém está competindo, né non?!

O início da trilha é basicamente subida pela mata – e coloca subida nisso. O trecho de pedras começa mesmo na Carrasqueira e vai até o fim, no famoso platô. Você usa todos os músculos do corpo e não há uma pessoa que não se sinta realizada depois de ver o seu feito ao chegar lá em cima. As fotos você pode guardar para o fim, se concentre em subir e não desmaiar 🙂

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Qual é a melhor subida?

São dois os caminhos que levam ao topo – a Carrasqueira e a P4. Como não conheci a P4, fico com a opinião de quem a subiu – ela é mais arriscada, mas tem a vista da Garganta do Céu (Google it!).

Mas não se preocupe, por onde quer que vá, você chega lá! Cada parada é um queixo caído diferente. É vista da Barra da Tijuca, da Rocinha, do Leblon, da rampa de voo livre, de vários outros picos irados da cidade… é coisa demais para apreciar.

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Chegada

No platô você tem a vista 360º da cidade, é onde você pode descansar, comer algo e tirar as duas fotos mais clássicas da trilha.

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À esquerda do platô, depois do merecido descanso, os corajosos – e que vão com guia – também podem conhecer a Orelha do Imperador. O trecho é, na minha opinião, tão lindo quanto perigoso, qualquer deslize pode se tornar um problemão, então só desça se tiver certeza.

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A Orelha é uma caverna – dá até para acampar nela – e tem, também, parte da linda vista. Rende um bom descanso e fotos à sombra.

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As famosas fotos

Nós brincamos na viagem que, em alguns anos, as selfies matarão mais do que muitas doenças. Nós rimos, mas é de nervoso. Não se brinca com coisa séria, mas com um pouco de cuidado e moderação, você vai ter fotos incríveis e instagrâmicas (essa palavra existe?!)

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Ao final, lá no topo, ficam os trechos mais perigosos: a Cadeirinha e a Pedra do Raio. Qualquer descuido pode ser fatal! Na Cadeirinha eu nem sentei, já na Pedra do Raio… Ainda bem que minha mãe não gosta de internet!

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Agora saiba que se os bombeiros tiverem que subir ou mandar um helicóptero pra socorrer alguém, esse alguém vai ter que aguentar o maior esculacho e com toda a razão.

O que levar?

Essa é a lista do que levei:

  • Água
  • Lanchinhos (não há nada por lá)
  • Protetor solar
  • Bota de trilha
  • Roupa confortável
  • Óculos de sol

O ideal é começar a descida cedo, já que o tempo de descer é quase igual ao da subida, mas agora com o cansaço. Ao fim da trilha, quase na entrada, à esquerda, há uma queda d´água para um banho bem refrescante, finalizando a aventura.

Acesso

O acesso à trilha é livre e gratuito. Caso queira subir com o guia, é preciso contratá-lo antes. Eu super indico nosso guia, Beto (@beethovennorberto) que conheci no nosso amado Instagram. Além de super paciente e responsável, tira fotos lindas! Se falar com ele, fala que leu aqui =)

Na volta, tomamos aquele açaí maravilhoso e voltamos para o apartamento. Depois da Gávea, duvido você querer qualquer outra coisa rsrs

Mirante Dona Marta

Para aproveitar o domingo, já que estávamos na cidade, acordamos às 3h30 para ver o nascer do sol no mirante. Por motivos de força maior, acabamos chegando tarde e vimos só o amanhecer, o que já foi bem legal. A vista da esquerda é da Baía de Guanabara e Pão de Açúcar e a da direita, o Cristo. Dali se vê também o Maracanã, a Gávea e o morro Dois Irmãos.

A estrada que leva até o mirante é asfaltada e sinalizada. A entrada do mirante é à direita e o da comunidade, à esquerda, ou seja, você não precisa ficar com medo de entrar em local desconhecido. Eu também indico que você vá com um morador que conheça o lugar ou guia, garante mais tranquilidade à sua visita.

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Quanto antes você subir, mais chances de ter exclusividade nas fotocas e também, pode apreciar com calma o céu se abrindo lindamente.

O local, que abriga um heliponto, foi usado na gravação do DVD do Natiruts “Acústico no Rio de Janeiro”, que todo mundo ficava tentando descobrir onde era; agora eu entendo o motivo.

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O mirante e o estacionamento também são gratuitos, não tem desculpas, vai?!

Só sei dizer que me senti mega realizada, há 3 anos namorando aquela rocha, pensando na vista. E ainda é melhor saber que todas as trilhas anteriores têm me preparado para as maiores e melhores. Rumo ao Everest haha! Vá com tudo galera, o céu é o limite!

E aí, gostou? Vai encarar? Se for me conta.

Obrigada pela companhia na leitura, espero que aproveitem as dicas.

Bjão, Thaise

@toindoatoaoficial

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

5 dicas para sair da rotina sem jogar tudo para o alto

Você acha incrível esse papo de ‘larguei tudo e caí no mundo’? Acha que isso é maravilhoso, mas não pra você?

Nem todas as pessoas querem ser nômades, viajantes compulsivos ou viver dormindo em camas que não as suas, certo? Então, aprender a administrar melhor a sua rotina e fazer dela sua aliada sem ter que largar tudo para isso é algo que você precisa começar a fazer. Assim, viajar mais e melhor poderá ser possível, sem que você tenha que mudar toda a sua vida.

Comecei a fazer pequenas viagens um mês após perder meu pai em 2016 – isso com 30 anos, ok? Foi uma época extremamente difícil de encarar, minha saúde não estava em dia – especialmente a emocional – e eu sentia a necessidade de fazer algo novo, mas que me permitisse continuar cumprindo com as minhas responsabilidades. Viajar se tornou uma espécie de terapia e foi juntamente com a bondade de Deus, que pude passar pela fase do luto com certa “paz”.

Um dia resolvi jogar no Google – “trilhas de um dia em SP”, porque eu já havia feito algumas pequenas antes e achei que fosse boa ideia. Entrei em vários sites e depois de um tempo encontrei uma empresa que levaria à uma trilha de um dia, em Extrema/ MG, cujo valor cabia no meu orçamento. Eu não tinha companhia, também não tinha nem ideia de como seria a caminhada, além de estar bem sedentária.

Dica 1 – Não se prenda à falta de companhia se você sabe falar e se locomover!

No dia marcado, encontrei todos no metrô em São Paulo e seguimos em um carro só. Éramos o guia e mais cinco mulheres aventureiras, ah! e um cachorro. Me senti em casa! Conversamos muito sobre natureza, viagens e estilo de vida e ali já fui percebendo o quanto aquilo era bom. A Thaís (à direita da foto abaixo) se preparava para subir o monte Kilimanjaro, na Tanzânia, aos 61 anos. Pasmem!

Fiz duas novas amigas nesse dia e agora, estamos planejando a viagem de férias de 2019, que será digna de um filme de Hollywood! Pega essa dica…

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Dica 2 – Não espere o dia perfeito, condicionamento perfeito, diversão perfeita ou guarda roupa perfeito para começar a fazer algo novo.

Fui super preparada para a subida, tinha bota e mochila – e mesmo que eu não as tivesse, eu teria ido; comidinhas, água, pau de selfie ha ha. Foi muito mais “fácil” do que eu imaginei, mas muito mais delicioso do que eu esperava. Nesse dia eu vi que estava fazendo um bem enorme ao meu corpo, ao meu coração e à minha mente e Deus sabe o quanto eu precisava.

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Dica 3 – Não espere encorajamento de fora para mudar certas rotas

Ter escolhido a trilha para reiniciar meu corpo foi um instinto, por algum tempo, por mais lindo que fosse, eu achava um peso subir montanha, carregar mochila, torrar ao sol, mas de alguma forma, eu me adaptei e hoje não sei ficar muito tempo sem isso.

Acho que todos nós conseguimos eleger um hobby se quisermos, não precisa ser algo grande, difícil ou que demande muito dinheiro. Para mim, vale mais a disposição do que qualquer outra coisa. O desejo de sair da inércia de trabalhar – reclamar – comer – dormir – repete tem que partir de nós.

Dica 4 – Faça alguma coisa pela primeira vez sem ter que agendar

O foco desse primeiro texto não é falar da trilha em si, mas do ato de levantar do sofá e dar um basta na mesmice. Acredito que nós somos infelizes e sabemos, sim! Imagina que perfeito você conseguir se organizar, trabalhar, estudar, comer bem, dormir o necessário, pagar as contas, ver filmes e ainda por cima, conseguir se divertir mesmo sem estar de férias?

“Ah Thaise, você por acaso faz isso tudo?”. Sim, eu faço. Sou perfeita na regra? Não tenho regras. Eu criei um hábito de não aceitar que minha vida seja só o círculo vicioso e ao longo do tempo, consegui levar isso para muitos amigos que queriam, mas também não conseguiam. E se eu consegui, todo mundo consegue, porque sempre fui a rainha da indisciplina.

Hoje, com a internet, a gente encontra lazer e companhia a qualquer hora do dia e da noite, em quase todo lugar do mundo. Você já pensou em sair de casa de patins – aquele encostado – e conhecer o parque que fica na sua rua? Já pensou em acordar mais cedo só pra passar naquela padaria maravilhosa e comer sem pressa? E por acaso, já parou para se testar em uma corrida de 5 km que seja? E já foi fotografar os grafites do seu bairro?

Dica 5 – Se não tem quem faça, faça você!

Depois dos pequenos passos, fui gostando tanto disso que não queria mais só conhecer o que tinha por perto, não queria só o “bate e volta” mais. Eu percebi que as agências de viagens e excursões, além de cobrar mais caro por tudo, levavam pessoas demais e isso acabava com a experiência (e com o descanso também). Era tanta gente envolvida que era difícil manter um relacionamento com mais de uma ou duas pessoas e se organizar quanto ao tempo necessário para aproveitar tudo.

Percebi que moro numa região privilegiadíssima – Sudeste – e que, se eu quisesse, poderia me divertir só por aqui mesmo, por um bom tempo.

Foi aí que comecei a criar meus roteiros por conta própria – em SP, MG e RJ – pesquisar todos os custos envolvidos e apresentar isso para as pessoas que eu conhecia. Daí surgiram diversas viagens, muitos novos amigos, gastos bem menores – porque dividir um carro por cinco pessoas é bem melhor melhor do que em uma só – e mais do que isso, experiências de viagem e parcerias que dinheiro não paga.

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Hoje já são 8 países, mais de 20 cidades e quatro viagens sozinha – isso em apenas dois anos. Tudo porque em um dia ruim eu resolvi mudar de postura. Portanto, pode trabalhar, estudar, não precisa vender tudo o que você tem para ser feliz. Basta saber dar um basta no que não te serve mais!

Essa trilha eu fiz com a Bioventura Ecoturismo e as fotos são deles também. Recomendo!

Se quiser mais dicas de viagem, economia, aventura, encorajamento curiosidades e afins, fica de olho aqui no blog e no meu instagram.

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Obrigada por ler até aqui 🙂

Thaise (@toindoatoaoficial)