Viagens baratas no Brasil: 5 lugares imperdíveis para conhecer ainda esse ano

Quais lugares do nosso país você tem vontade de conhecer? Sabia que fazer viagens baratas e sem perrengues pelo Brasil é totalmente possível?

É verdade que há muita estrada ruim e alguns destinos bem salgados… mas, existem muitos outros, perto de você, que você pode conhecer já.

Vamos combinar que, a menos que você tenha dinheiro sobrando e (tempo!), não dá para fazer viagens longas e nem ao exterior o tempo todo. E, não sei vocês, mas viajar só nas férias pra mim, não dá…

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Pôr do sol, sem filtro, em um dos passeios nos Lençóis Maranhenses

Por que então, não dar uma chance ao nosso Brasil, descobrir vários lugares incríveis, com ótimo custo x benefício e deixar aquela trip pra Paris para quando for possível e menos caro, ein?

Nosso país tem opções para todos os gostos e bolsos claro, mas, como o foco do blog é mais voltado à natureza, ecoturismo e botar o corpinho para trabalhar, vou me concentrar nesses destinos aqui nesse post.

Mas não se preocupe, todos os destinos aqui são indicados para todas as pessoas!

Listei aqui 5 viagens baratas e imperdíveis para você fazer no Brasil ainda esse ano:

  1. Carrancas/ MG

O meu crush do mundo é Minas Gerais, falo isso sempre, mas eu garanto que quem der uma (ou várias chances) a esse estado tão rico, não vai se decepcionar.

Para começar, não há nada mais barato nesse país, principalmente para quem já está no Sudeste. E, para quem não sabe, poucos lugares escondem tantas belezas naturais e cachoeiras quanto a terra do pão de queijo.

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Uma das locações favoritas da Globo, a Cachoeira da Fumaça é perigosa. O banho é proibido por lá, mas é linda!

Carrancas é daquelas cidades que você vê nas novelas da Globo, algumas das novelas de época foram filmadas por lá, inclusive.

São oito complexos para visitação, sendo que cinco são pagos (não passam de R$25) e muitas, muitas cachoeiras… além de trechos originais da Estrada Real – quem ai também ama história?

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Banho no poço esmeralda… GRÁTIS!

Dica 1: Vá de carro e reserve, pelo menos, 3 dias inteiros.

Dica 2: Se hospede na Pousada Céu e Serra… que amor. Lógico, você pode se hospedar onde quiser, mas se você conhecer essa pousada, duvido você querer procurar outra.

Não é a mais barata – então, fique em outra se isso for um problema, desde que você vá – mas, valeu cada centavo a experiência de um chalé no alto do morro, com vista para o por do sol.

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Nossa carta… S2

Além de ser um lugar lindo e aconchegante, eles ainda nos serviram, de presente, um pavê – pelo aniversário de um amigo e o meu – com direito a um cartão. Fizemos um mini piquenique, no deck do chalé, vendo o por do sol. Inesquecível pra mim!

Visite: O Complexo da Zilda, a Cachoeira da Fumaça, o Poço Esmeralda, o Complexo Grão Mogol – o único que exige entrada com guia e que SUPER vale a pena,  a Cachoeira do Moinho, que fica ao lado da Pousada e custa apenas R$5 para entrar e o por do sol no Pico da Teta.

Três dias na cidade, fazendo várias coisas,  nos custou cerca de R$500 (Abril/ 2018) – considerando gastos com gasolina, hospedagem, uma diária do guia e entrada dos locais visitados. Como há vários campings e outras pousadas, esse custo pode ficar ainda menor.

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Lugar ideal para bancar a Jane – Complexo Grão Mogol
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E o poço verde, lindo, ao final da caminhada no Grão Mogol

Alguns restaurantes que indico: Uai Tchê, Cataguas Brasil e o lindinho Viradas do Largo (rende umas boas fotos ein).

2. Urubici/ SC

Eu nem sei falar, só sentir… foi o meu lugar favorito de 2018. É uma cidade de serra, fria, linda e perfeita para família, casal, amigos, todo mundo. Urubici serve de base para o início da viagem que terminará no final da Serra do Rio do Rastro, na cidade de Lauro Miller.

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Uma vista privilegiada, incrível e perigosinha (de derrapar o carro) – o Morro do Campestre, é ideal para uma tarde e um por do sol

Para essa viagem eu diria que quatro dias é bom, mas se você for de carro, como eu, dependendo de onde você partir, vai ser um pouquinho cansativo.

Saímos de SP e rodamos cerca de 2.400 km em quatro dias, nas estradas mais lindas que eu já vi no Brasil. Não nos arrependemos nem um pouco.

Urubici fica a 172 km de Florianópolis e do lado de São Joaquim – a cidade onde, às vezes, neva no inverno e de Bom Jardim da Serra, onde fica a famosa Serra do Rio do Rastro. Que lugar!

Dica: Alugue uma casinha de montanha ou chalé com lareira. Eu indico a Pousada e Casa de Campo Doce Vida. Casa linda, de madeira, com lareira e fogão a lenha e vista para o verde e os cavalinhos, soltos. Eles têm quartos e casas inteiras para alugar.

Visite: a Serra do Corvo Branco, o Morro do Campestre, a Cachoeira do Avencal, a Cascata Véu de Noiva, alguns mirantes pela cidade, além do Mirante da Serra do Rio do Rastro, e por favor, desça a Serra de mesmo nome (e haja freio!), sem pressa e ouvindo um som bem marcante, porque essa serra é uma EXPERIÊNCIA à parte. Ouvíamos “I CAN´T STOP LOVIN YOU”, mas teve Chiclete com Banana, Cher e Will Smith também rsrs.

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A Cascata do Avencal é vista de longe, na estrada, mas podemos chegar bem pertinho nesse parque.

Uma frustração: Não ter conseguido chegar na base da Cachoeira do Avencal e nem fazer o rapel nela, por falta de informações. Faça pelo menos a trilha, se puder.

Com um carro a diesel, nosso gasto com combustível saiu por cerca de R$250, pasmem. No total, gastamos cerca de R$500. Nossa refeição mais cara foi a pizza HEHE, porque não há muita opção na região, à noite.

3. Ilha Grande/ RJ

O Rio de Janeiro é lindo, acho que todo mundo ou quase todo mundo concorda, né? Mas, a Ilha Grande… poxa vida, que visu. Ela é a maior ilha da Baía de Angra dos Reis.

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A Praia do Bananal Pequeno era só nossa e só piscina…

Fica a 47 km de Angra dos Reis, onde deixamos o carro e seguimos de lancha, pois carros não entram na ilha. Há vários estacionamentos onde você pode deixar o veículo por quantos dias quiser – pago, claro. A Ilha Grande tem 193 km² e acreditam que, no passado, essa beleza era um lugar para receber presos?

Normalmente, a maioria das pessoas fica na Vila do Abraão, que é mais movimentada. Porém, se você puder, se hospede em outras praias mais desertas. Há opções de aluguel pelo AirBnb e pousadas, além de hostels também.

Dica: Se for em grupo, feche uma lancha só para vocês, por pelo menos, dois dias inteiros. Fica mais cômodo e mais barato. Negocie com os moradores da Ilha ao invés de negociar com o pessoal no continente, é mais barato e mais justo não? Afinal, eles vivem na Ilha Grande e dela tiram a sobrevivência.

Se o orçamento estiver muito curto, vá mesmo assim, se hospede no Abraão ou mesmo em camping, e faça tudo o que puder a pé. Aproveite as trilhas e as praias próximas.

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A maioria das praias é assim: piscina e água clarinha. Uma das mais bonitas é a Praia do Aventureiro.

Visite: Faça o passeio que contorna a ilha e para em diversas praias lindas – Dentista, Ilhas Botinas, Dois Rios, Parnaioca, entre outras. Visite também a Praia do Aventureiro, onde você pode até acampar, lá está o famoso coqueiro deitado. Não suba nele, please! E nela mesmo você toma o melhor sacolé (geladinho) do mundo, por R$6. Visite também, o mangue e praia Saco do Céu e almoce por lá. Que paraíso!

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O famoso coqueiro… não suba nele, mas pode aproveitar as pedras por lá

Quatro dias é o mínimo para não sair de lá frustrado, mas, a gente sabe que sempre pode voltar. Há muito o que fazer, mesmo. Nossos gastos por lá, foram de cerca de R$700, porque levamos comida para fazer na nossa cabana exclusiva, na Praia do Bananal Pequeno. Não, não procure essa cabana, a praia é incrível, mas a casa, só por Deus…rsrs uma longa história, que fica pra outro post.

4. Sengés/ PR

Esse tem até post completo aqui. Fui conhecer essa cidadezinha no interior do Paraná, no Carnaval/ 2019. Mas, ninguém no grupo sabia o que era, onde era e o que veríamos lá, mas, grazaDeus, confiaram em mim.

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O cânion do Jaguaricatú tem uma das vistas mais chocantes que já vi no meu Brasil

Seguimos de carro por 361 km em busca de sossego e cachoeiras. Achamos muito, dos dois!

A cidade é bem pequena, tem cerca de 20 mil habitantes, zero vida noturna e muita natureza – gratuita – para curtir. Não pagamos uma atração sequer.

Dica: Ir de carro ou alugar um ao chegar no aeroporto de Curitiba, o mais próximo. Assim, fica bem fácil conhecer tudo, sem precisar pagar um guia.

Todos os detalhes dessa linda viagem, a mais econômica dessa lista, clique aqui.

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Por onde você for, sempre haverá uma Véu da Noiva pra visitar… e essa é demais!

5. Lençóis Maranhenses/ MA

Se você ainda acha que para conhecer um dos maiores paraísos do Brasil, os Lençóis Maranhenses, precisa de MUITO dinheiro, está errado.

O gasto é maior que o das opções acima, claro, mas totalmente viável e por isso, quis colocá-lo aqui.

Dica: Vá fora de temporada, mas não esqueça de conferir o nível de água das lagoas antes. Eu visitei em Outubro/ 2018, vi água, comi bem, fiz passeios e NÃO vi muvuca. Quem me conhece sabe que eu fujo mesmo dos lugares cheios.

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Adoro fazer o coração rs… um dos vários lugares privilegiados para ver o por do sol

Quatro dias são suficientes para que você conheça a região, se hospedando em Barreirinhas. Eu escrevi todos os detalhes da minha viagem nesse post, e o melhor, gastei cerca de R$1000 em tudo – o que descobri com outras pessoas que foram que eu fiz milagre – ou seria planejamento? rs

A dica maior é: se hospedar bem, mas sem frescuras, fugir da alta temporada e aproveitar as promoções de passagens com dinheiro ou pontos.

O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses tem muitas atrações, inclusive uma travessia de 2 ou 3 dias, se hospedando com as famílias locais, mas quatro dias já é bom para começar. Ainda volto para essa travessia, Quem vamos comigo?

Todo brasileiro devia visitar esses paraísos pelo menos uma vez na vida! E muitos outros que ainda vamos descobrir.

Infelizmente, o Norte e o Centro-Oeste do Brasil não estão aqui ainda, porque preciso, URGENTEMENTE, conhecer. Planos? Sempre tenho…

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Foto por Jonny Lew em Pexels.com

#TurismoNoBrasil

Se animou de visitar algum? Viu alguma novidade nesse post? Comenta aí embaixo e deixe suas dúvidas também, vou adorar ajudar nos seus planos de viagens.

Bjs

Thaise

 

 

Voo de asa delta no Rio de Janeiro

Voar de asa delta? E aí galera, já sentiram vontade de curtir um voo desses? E se for no Rio de Janeiro?

Aliás, não existe sensação melhor e de mais liberdade do que a de voar, você concorda?

Então, veja nesse post todas as dicas para a sua experiência ser incrível.

Com toda a certeza, você aventureiro já pensou, pelo menos uma vez, em voar. Não importa como: Parapente, paraquedas, parasail, asa delta, balão… wingsuit (esse eu passo), ser jogado de uma catapulta HA HA Quem nunca?

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Foto por Ekrulila em Pexels.com

Se bem que isso não é regra, há todo tipo de aventureiro: os da terra, os da água e os do ar, os do sofá…cada um na sua. Eu, definitivamente, sou do ar.

Eu já tive o prazer de experimentar quase todos, falta só o parasail. e posso dizer, definitivamente, é impossível não amar.

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@instanaviagem me deu uma saudade vendo seu voo de balão ein?! 📌 Itú/ SP (Kaparóça) Acordei numa sexta, olhei a “brack friday” e lá estava, voo de balão com direito a pouso na fazenda, com café da manhã (e champagne! Cuidado AA! Rs) Fui no dia seguinte, sozinha e sem a menor preocupação por isso. O café nem foi lá essas coisas, mas o voo, ah o voo!! 1h30 de ventos perfeitos e pouso com adrenalina 😳 Voei com a @ecoturbr e tivemos aula de história, conhecendo a charmosa Itú. Super indico!! #trilheirosdobrasil #tireabundadosofa #jornadasincriveis #blogtevejoporai #loucosporgopro #viajenaviagem #destinosimperdiveis #wanderlusts #shootoftheday #goodvibes🍀 #eaiquetalviajar #viajeiviciei #prefiroviajar️ #goworld #globetrotters #vibenaviagem #viajarėpreciso #sejogacomigo #gentequetrilha #itstraveltime #roadtrip #trilhandolitoral #braroundtheworld #melhoresdestinos #conexao_eco #trilhasetravessias #trilhandotrilhas #goprobr

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Meu primeiro salto de paraquedas ainda está no YouTube (ignorem o tamanho da testa):

Por onde começar?

Primeiramente, você precisa pensar em onde quer voar. Não sei ao certo, mas existem pelo menos 5 lugares incríveis para esse voo de asa delta, aqui no Brasil.

E escolhemos, claro, o Rio de janeiro… S2

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Topo da Pedra da Gávea – outro pico lindo do Rio

Sobre a Pedra da Gávea, visite esse post.

Em seguida, escolher a dedo com quem você vai voar. Depois de muitas pesquisas, minha amiga Jenni – mochileira com 35 carimbos no passaporte – clica aí e vai conhecê-la – e eu, escolhemos voar com a @asadeltainrio01

ALERTA: O voo de asa delta é, inegavelmente,  um esporte radical de ALTO RISCO. Tenha certeza de encontrar um profissional, afim de que você entenda como tudo funciona.  Desconfie de preços muito baixos, porque é uma baita estrutura por trás do clube e dos voos. Acima de tudo, sempre fique atento às instruções e ao clima.

Saiba mais sobre como funciona a asa delta

Cuidados

Antes de mais nada, de falar quão f*** foi essa experiência, eu não vou esconder que é sim super tranquilo e suave voar, mas que há sempre algum risco.

Sempre prefiro dizer toda a verdade, por mais que doa. Um dos esportes no ar com maior número de acidentes que existe é o voo de asa delta. É verdade esse “bilete”!

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Foto por Pixabay em Pexels.com

Imagina contar apenas com o vento? Óbvio que existe um trabalho mega profissional por trás, por isso, o esporte ainda é praticado.

Apesar disso, tenha em mente que pode dar tudo certo – e dá na maioria das vezes – como pode acontecer algo errado. A responsabilidade ainda é sua!

Os instrutores têm conhecimento e preparo para isso, e voam, na sua maioria, há muitos anos – dessa maneira podem levar outras pessoas com eles.

No Rio de Janeiro, pelo menos, o Clube de Voo Livre de São Conrado cede a estrutura para os voos e as aulas, tanto de alunos quanto de turistas, controla toda a movimentação e monitora todos os serviços. Isso garante um pouco de paz para quem voa.

Onde fica?

O ponto de encontro no Rio de Janeiro é na praia de São Conrado – que aliás, eu não conhecia e já considero pacas.

Há um quiosque, cheio de asa delta ao lado, onde os instrutores buscam os clientes.

 

 

 

 

 

De lá vamos direto ao Clube de Voo, que fica em frente, para fazer um cadastro online com dados básicos e para aceitar os termos de voo. Eu só não consegui ler, mas tudo bem… na dúvida, leia.

Ali pagamos a taxa do clube que é de R$60, recebidos em dinheiro. Obrigatório!

Como chegar?

A estação de metrô São Conrado (R$4,60) fica à 15 minutos de caminhada.

Você pode usar táxis de aplicativo também, do centro do Rio até o Clube custa cerca de R$30, dependendo do dia e da hora.

Você pode usar, ainda, o app de ônibus do RJ ‘Vá de ônibus’ para descobrir um que te sirva. Pode compensar muito dependendo de onde estiver hospedado.

Rampa de Voo Livre 

O instrutor nos leva do Clube, de carro, até a Rampa de Voo Livre, que fica na Pedra Bonita, no mesmo bairro. É de lá que saem todos os voos, inclusive os voos de parapente.

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É lá de cima, nas nuvens, que saem os voos

A subida é um pouco cansativa, ainda bem que dessa vez subimos de carro. Falo mais sobre ela nesse post. Ainda que você não vá voar, vale muito a pena conhecê-la e apreciar mais essa vista incrível do RJ, especialmente no fim de tarde.

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E… além disso, é um ótimo lugar para fotos! 🙂

Você pode ir com seu carro, há estacionamento no local, pago. Basta combinar isso com o instrutor. Ah, e não tem sinal de celular por lá, ok?

O Voo 

Nosso instrutor confirmou o voo no fim da noite de sábado e só teríamos aquele domingo para aproveitar. Ufa! Achávamos que não ia mais rolar…

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Checando se não tinha nada solto hehe

De fato, eu vi o significado da expressão “se joga”. Confesso que apesar de ser um sonho e de estar bem animada, dessa vez, estava morrendo de medo. Em resumo, eu torci, na noite anterior, para que ele cancelasse o voo. Que coisa, não?

Na rampa mesmo, eu pedi para desistir… mas não conta pra ninguém, tá? rs

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Ao fundo, o Morro Dois Irmãos

Nos preparamos para o voo vestindo a roupa, como se fosse um macacão, que envolve só nosso tronco. As pernas vão soltinhas, presas só nos joelhos por um fecho e usamos capacete.

O treino é ensaiar a posição correta da corrida e durante o voo – eles não te deixam segurar na estrutura da asa. Como precisamos correr com o instrutor, na rampa, é bom alinhar com ele qual a velocidade. Essa corridinha é de, no máximo, três passadas.

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Momento manobra, chamamos de Mulher Maravilha

O monitor do clube checa os equipamentos (o auxiliar do instrutor já montou e deixou tudo pronto só para o voo). Todo instrutor assina uma ficha alegando que tudo está em perfeitas condições, ficha essa que o clube arquiva.

Você pode levar alguém para tirar fotos de antes do voo, se quiser, tem um auditório embaixo da rampa, cuja vista é bem maneira. Enquanto você voa, ela/ ele pode ficar apreciando a linda vista. Rende fotos boas!

Experiência do voo

A sensação de correr na rampa é deliciosa e ao mesmo tempo, tensa. Você se atira no abismo… e quer uma dica? Olhe pro horizonte e não para a rampa, funciona.

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A experiência é linda… é incrível. Dinheiro não paga ver aquela cidade linda do alto, voando como um pássaro, vendo a praia, o Morro Dois Irmãos, a favela da Rocinha, as casas dos ricos e famosos… E assim, depois que decola é só alegria e calmaria.

Uma coisa que eu adorei: tem manobras, se você quiser. Para quem já saltou de paraquedas, sabe, é muito bom dar vários mortais no ar, brincar de montanha russa (amooo!). É massa!

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Eu não me arrependo de ter voado na cidade mais linda do mundo – e pra mim, tinha que ser lá! E que bom que eu não desisti. Foi meu presente de aniversário, 33 aninhos S2.

E o pouso? É suave, na areia da Praia de São Conrado, facinho para ir embora ou pegar aquela praia delícia. Leve a mochilinha preparada, você pode usar os banheiros do clube de voo, se precisar.

Eu não só recomendo como os encorajo: se joguem! Quantas pessoas você conhece que podem dizer que comeram nuvem?

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Foto por Pixabay em Pexels.com

Ah, e se aceitam uma sugestão, voem pela manhã… muita luz, tempo aberto e menos gente na rampa.

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Aquele momento em que você pode pilotar e vê que não é tão simples assim

“Dá mais medo do que saltar de paraquedas?”

A pergunta que mais ouvi foi: “Dá mais medo do que saltar de paraquedas?” ORRA! Muito mais.

No paraquedas o instrutor está acoplado à você, literalmente, e basicamente faz tudo sozinho, você só curte…

Só para ilustrar: Você além de correr em uma rampa, não apenas com neblina, mas também com medo, cuidando para não atrapalhar o instrutor, ainda lida com o fato de DEPENDER só do vento.

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Não foca na testa! Ha Ha Ha #WhatATesta . O céu NÃO é + o limite! 🎯 Qdo foi a última vez que vc fez algo pela 1a vez?! . Quem vê pensa que eu nem tava com medo, curti demais, saltamos já com acrobacia! E gostei tanto, que já saltei de novo. Uma das coisas que quero fazer nas viagens futuras – saltar em todos os lugares possíveis, até chegar em #Dubai ❤️. . Escolha um medo hoje e mostre quem é que manda! 👊🏻 Fica a dica que tem alguns cupons de desconto pra saltar no @peixeurbano | 🇺🇸 When was the last time you did sth for first time? Gnarly, so gnarly. . #toindoatoa #paraquedasboituva #gnarlygirl #nofearnogain #theskyisntthelimit #parachuting #adventuresports #goforit #gnarlylifestyle #prefiroviajar

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Mas é por isso que eu amo a ADRENALINA!

Adrenalina: hormônio secretado pela medula das glândulas suprarrenais e fundamental no mecanismo da elevação da pressão sanguínea; importante na produção de respostas fisiológicas rápidas do organismo aos estímulos externos

Não há nenhum equipamento envolvido. De tudo o que eu já fiz na vida, isso foi o que mais me deixou nervosa e apreensiva.

Ele nos contou que há um paraquedas para a asa e um para nós, caso aconteça algum acidente. Menos mal, eu acho.

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E sobre o medo na hora do voo: se você não se sentir bem ou preparado, você pode pedir para sair da fila de asas e voltar assim que se sentir melhor. No seu tempo!

Quanto tempo dura o voo de asa delta?

O meu voo durou quase 9 minutos. Isso depende do peso das pessoas e do vento. Foi um bom tempo! Passou voando – tum tum pá! 😀

Eles não costumam prometer tempo de voo, o que vimos é uma média de 7 a 20 minutos. Se alguém voar 20 minutos, por favor, me conta. Sério!

Preço do voo de asa delta no Rio de Janeiro

Pagamos R$500 pelo voo, que inclui:

  • Taxa do Clube de Voo – R$60
  • Instrutor + fotos e vídeos (lateral e frontal) – R$440 (choramos desconto, porque esse valor era para ter apenas um ângulo de fotos)

O valor pode ser pago no cartão, porém, com adicional de 10% – seja débito ou crédito.

Ano passado falei com muitos instrutores e recebi valores entre R$350 a R$600. Acredito que depende da experiência, da fama, da agenda, dos equipamentos em si. Vale a pena conversar.

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Empresa

Eu indico o trabalho do Giovani do @asadeltainrio01, que foi super correto, profissional, gente fina e nos tranquilizou, claro. Você pode falar com ele no whatsapp também, o que garante comunicação o tempo todo antes do voo.

Importante agendar porque, por depender do tempo, nem sempre será possível encontrar um instrutor livre em um dia bom, sem agendamento.

Antes de viajar

Seguro Viagem – Se você não tem plano de saúde com cobertura nacional, faça a cotação de um seguro viagem. É um investimento e claro que sempre torcemos para não usar, mas se precisar, estará à mão. Você pode usar meu cupom TOINDOATOA e ganhar 5% de desconto e mais 5% se pagar no boleto. Clique aqui!

Booking – Já pensou na hospedagem da próxima viagem? Usando meu link você ganha uma recompensa de R$40 e eu também.

99 Taxi – Se você ainda não usa o app, use esse código promocional BR9AG558 e ganhe R$10 na sua primeira corrida e eu ganho também… economizando sempre para viajar mais 😉

E aí me conta? Curtiu essa experiência e esse post? Teria coragem?!

Comenta aqui embaixo, curte se gostou e help the blog a crescer 😉

Sempre bom receber sua visita… todas as minhas aventuras estão no instagram, acompanha lá?!

Beijo

Thaise

 

 

 

Pedra da Gávea e Mirante Dona Marta/ RJ – Como é a subida?

Você também tem aquele local que é quase uma necessidade conhecer? Pois é, subir a Pedra da Gávea era isso para mim até uma semana atrás. Quase como a Disney para muitos! rsrs

Não tinha ido ainda por falta de oportunidade – ano passado até entrei em um grupo, mas por motivos de falta de forças físicas, desisti da viagem no dia. E sinceramente, ainda bem que não fui.

Chegar até a Gávea, que fica na praia de São Conrado, é fácil – você chega facilmente de carro (há um bolsão para estacionar), de ônibus ou ainda, táxi. A Pedra fica no Parque Nacional da Tijuca, onde há uma guarita e o horário para visitas é das 8h às 17h. O ideal é começar a subida o quanto antes, tanto por causa do calor carioca, quanto pelo risco de muvucas, comum aos fins de semana. E sim, vá com um guia! Tem economias que não valem o risco ou riscos que não valem a economia, não sei.

A Gávea é a maior trilha à beira mar do MUNDO (chupa mundo!). Tem 843 m de altitude e tem, com certeza, uma das melhores vistas da cidade. Ela é temida por muitos por causa da famosa Carrasqueira, um paredão de 30 m onde é essencial usar as mãos para continuar. Subi-la com medo é até bom, um pouco de medo nos coloca no devido lugar, sejamos aventureiros sim, idiotas jamais. Para quem não quiser arriscar, o Seu Jorge está lá todo dia, com seu equipamento de rapel, pronto para encarar a subida ou a descida da Carrasqueira com segurança – R$40 (dois trechos) ou R$30 (apenas um dos trechos).

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Eu acredito que todos conseguem subir, porém, além de superar o medo de altura (muitos trechos são verdadeiros abismos), é preciso um bom condicionamento físico. Há quem suba em 1h30 e há quem faça em mais de 3h – nós subimos em 2h14, parando pouco para descansar. Nosso guia disse que eu sou “sinixtra” e que eu devia subir correndo haha, combinamos de voltar para melhorar nosso tempo. O importante é subir, afinal ninguém está competindo, né non?!

O início da trilha é basicamente subida pela mata – e coloca subida nisso. O trecho de pedras começa mesmo na Carrasqueira e vai até o fim, no famoso platô. Você usa todos os músculos do corpo e não há uma pessoa que não se sinta realizada depois de ver o seu feito ao chegar lá em cima. As fotos você pode guardar para o fim, se concentre em subir e não desmaiar 🙂

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Qual é a melhor subida?

São dois os caminhos que levam ao topo – a Carrasqueira e a P4. Como não conheci a P4, fico com a opinião de quem a subiu – ela é mais arriscada, mas tem a vista da Garganta do Céu (Google it!).

Mas não se preocupe, por onde quer que vá, você chega lá! Cada parada é um queixo caído diferente. É vista da Barra da Tijuca, da Rocinha, do Leblon, da rampa de voo livre, de vários outros picos irados da cidade… é coisa demais para apreciar.

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Chegada

No platô você tem a vista 360º da cidade, é onde você pode descansar, comer algo e tirar as duas fotos mais clássicas da trilha.

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À esquerda do platô, depois do merecido descanso, os corajosos – e que vão com guia – também podem conhecer a Orelha do Imperador. O trecho é, na minha opinião, tão lindo quanto perigoso, qualquer deslize pode se tornar um problemão, então só desça se tiver certeza.

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A Orelha é uma caverna – dá até para acampar nela – e tem, também, parte da linda vista. Rende um bom descanso e fotos à sombra.

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As famosas fotos

Nós brincamos na viagem que, em alguns anos, as selfies matarão mais do que muitas doenças. Nós rimos, mas é de nervoso. Não se brinca com coisa séria, mas com um pouco de cuidado e moderação, você vai ter fotos incríveis e instagrâmicas (essa palavra existe?!)

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Ao final, lá no topo, ficam os trechos mais perigosos: a Cadeirinha e a Pedra do Raio. Qualquer descuido pode ser fatal! Na Cadeirinha eu nem sentei, já na Pedra do Raio… Ainda bem que minha mãe não gosta de internet!

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Agora saiba que se os bombeiros tiverem que subir ou mandar um helicóptero pra socorrer alguém, esse alguém vai ter que aguentar o maior esculacho e com toda a razão.

O que levar?

Essa é a lista do que levei:

  • Água
  • Lanchinhos (não há nada por lá)
  • Protetor solar
  • Bota de trilha
  • Roupa confortável
  • Óculos de sol

O ideal é começar a descida cedo, já que o tempo de descer é quase igual ao da subida, mas agora com o cansaço. Ao fim da trilha, quase na entrada, à esquerda, há uma queda d´água para um banho bem refrescante, finalizando a aventura.

Acesso

O acesso à trilha é livre e gratuito. Caso queira subir com o guia, é preciso contratá-lo antes. Eu super indico nosso guia, Beto (@beethovennorberto) que conheci no nosso amado Instagram. Além de super paciente e responsável, tira fotos lindas! Se falar com ele, fala que leu aqui =)

Na volta, tomamos aquele açaí maravilhoso e voltamos para o apartamento. Depois da Gávea, duvido você querer qualquer outra coisa rsrs

Mirante Dona Marta

Para aproveitar o domingo, já que estávamos na cidade, acordamos às 3h30 para ver o nascer do sol no mirante. Por motivos de força maior, acabamos chegando tarde e vimos só o amanhecer, o que já foi bem legal. A vista da esquerda é da Baía de Guanabara e Pão de Açúcar e a da direita, o Cristo. Dali se vê também o Maracanã, a Gávea e o morro Dois Irmãos.

A estrada que leva até o mirante é asfaltada e sinalizada. A entrada do mirante é à direita e o da comunidade, à esquerda, ou seja, você não precisa ficar com medo de entrar em local desconhecido. Eu também indico que você vá com um morador que conheça o lugar ou guia, garante mais tranquilidade à sua visita.

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Quanto antes você subir, mais chances de ter exclusividade nas fotocas e também, pode apreciar com calma o céu se abrindo lindamente.

O local, que abriga um heliponto, foi usado na gravação do DVD do Natiruts “Acústico no Rio de Janeiro”, que todo mundo ficava tentando descobrir onde era; agora eu entendo o motivo.

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O mirante e o estacionamento também são gratuitos, não tem desculpas, vai?!

Só sei dizer que me senti mega realizada, há 3 anos namorando aquela rocha, pensando na vista. E ainda é melhor saber que todas as trilhas anteriores têm me preparado para as maiores e melhores. Rumo ao Everest haha! Vá com tudo galera, o céu é o limite!

E aí, gostou? Vai encarar? Se for me conta.

Obrigada pela companhia na leitura, espero que aproveitem as dicas.

Bjão, Thaise

@toindoatoaoficial

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

5 dicas para sair da rotina sem jogar tudo para o alto

Você acha incrível esse papo de ‘larguei tudo e caí no mundo’? Acha que isso é maravilhoso, mas não pra você?

Nem todas as pessoas querem ser nômades, viajantes compulsivos ou viver dormindo em camas que não as suas, certo? Então, aprender a administrar melhor a sua rotina e fazer dela sua aliada sem ter que largar tudo para isso é algo que você precisa começar a fazer. Assim, viajar mais e melhor poderá ser possível, sem que você tenha que mudar toda a sua vida.

Comecei a fazer pequenas viagens um mês após perder meu pai em 2016 – isso com 30 anos, ok? Foi uma época extremamente difícil de encarar, minha saúde não estava em dia – especialmente a emocional – e eu sentia a necessidade de fazer algo novo, mas que me permitisse continuar cumprindo com as minhas responsabilidades. Viajar se tornou uma espécie de terapia e foi juntamente com a bondade de Deus, que pude passar pela fase do luto com certa “paz”.

Um dia resolvi jogar no Google – “trilhas de um dia em SP”, porque eu já havia feito algumas pequenas antes e achei que fosse boa ideia. Entrei em vários sites e depois de um tempo encontrei uma empresa que levaria à uma trilha de um dia, em Extrema/ MG, cujo valor cabia no meu orçamento. Eu não tinha companhia, também não tinha nem ideia de como seria a caminhada, além de estar bem sedentária.

Dica 1 – Não se prenda à falta de companhia se você sabe falar e se locomover!

No dia marcado, encontrei todos no metrô em São Paulo e seguimos em um carro só. Éramos o guia e mais cinco mulheres aventureiras, ah! e um cachorro. Me senti em casa! Conversamos muito sobre natureza, viagens e estilo de vida e ali já fui percebendo o quanto aquilo era bom. A Thaís (à direita da foto abaixo) se preparava para subir o monte Kilimanjaro, na Tanzânia, aos 61 anos. Pasmem!

Fiz duas novas amigas nesse dia e agora, estamos planejando a viagem de férias de 2019, que será digna de um filme de Hollywood! Pega essa dica…

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Dica 2 – Não espere o dia perfeito, condicionamento perfeito, diversão perfeita ou guarda roupa perfeito para começar a fazer algo novo.

Fui super preparada para a subida, tinha bota e mochila – e mesmo que eu não as tivesse, eu teria ido; comidinhas, água, pau de selfie ha ha. Foi muito mais “fácil” do que eu imaginei, mas muito mais delicioso do que eu esperava. Nesse dia eu vi que estava fazendo um bem enorme ao meu corpo, ao meu coração e à minha mente e Deus sabe o quanto eu precisava.

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Dica 3 – Não espere encorajamento de fora para mudar certas rotas

Ter escolhido a trilha para reiniciar meu corpo foi um instinto, por algum tempo, por mais lindo que fosse, eu achava um peso subir montanha, carregar mochila, torrar ao sol, mas de alguma forma, eu me adaptei e hoje não sei ficar muito tempo sem isso.

Acho que todos nós conseguimos eleger um hobby se quisermos, não precisa ser algo grande, difícil ou que demande muito dinheiro. Para mim, vale mais a disposição do que qualquer outra coisa. O desejo de sair da inércia de trabalhar – reclamar – comer – dormir – repete tem que partir de nós.

Dica 4 – Faça alguma coisa pela primeira vez sem ter que agendar

O foco desse primeiro texto não é falar da trilha em si, mas do ato de levantar do sofá e dar um basta na mesmice. Acredito que nós somos infelizes e sabemos, sim! Imagina que perfeito você conseguir se organizar, trabalhar, estudar, comer bem, dormir o necessário, pagar as contas, ver filmes e ainda por cima, conseguir se divertir mesmo sem estar de férias?

“Ah Thaise, você por acaso faz isso tudo?”. Sim, eu faço. Sou perfeita na regra? Não tenho regras. Eu criei um hábito de não aceitar que minha vida seja só o círculo vicioso e ao longo do tempo, consegui levar isso para muitos amigos que queriam, mas também não conseguiam. E se eu consegui, todo mundo consegue, porque sempre fui a rainha da indisciplina.

Hoje, com a internet, a gente encontra lazer e companhia a qualquer hora do dia e da noite, em quase todo lugar do mundo. Você já pensou em sair de casa de patins – aquele encostado – e conhecer o parque que fica na sua rua? Já pensou em acordar mais cedo só pra passar naquela padaria maravilhosa e comer sem pressa? E por acaso, já parou para se testar em uma corrida de 5 km que seja? E já foi fotografar os grafites do seu bairro?

Dica 5 – Se não tem quem faça, faça você!

Depois dos pequenos passos, fui gostando tanto disso que não queria mais só conhecer o que tinha por perto, não queria só o “bate e volta” mais. Eu percebi que as agências de viagens e excursões, além de cobrar mais caro por tudo, levavam pessoas demais e isso acabava com a experiência (e com o descanso também). Era tanta gente envolvida que era difícil manter um relacionamento com mais de uma ou duas pessoas e se organizar quanto ao tempo necessário para aproveitar tudo.

Percebi que moro numa região privilegiadíssima – Sudeste – e que, se eu quisesse, poderia me divertir só por aqui mesmo, por um bom tempo.

Foi aí que comecei a criar meus roteiros por conta própria – em SP, MG e RJ – pesquisar todos os custos envolvidos e apresentar isso para as pessoas que eu conhecia. Daí surgiram diversas viagens, muitos novos amigos, gastos bem menores – porque dividir um carro por cinco pessoas é bem melhor melhor do que em uma só – e mais do que isso, experiências de viagem e parcerias que dinheiro não paga.

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Hoje já são 8 países, mais de 20 cidades e quatro viagens sozinha – isso em apenas dois anos. Tudo porque em um dia ruim eu resolvi mudar de postura. Portanto, pode trabalhar, estudar, não precisa vender tudo o que você tem para ser feliz. Basta saber dar um basta no que não te serve mais!

Essa trilha eu fiz com a Bioventura Ecoturismo e as fotos são deles também. Recomendo!

Se quiser mais dicas de viagem, economia, aventura, encorajamento curiosidades e afins, fica de olho aqui no blog e no meu instagram.

Se gostou, acaricia a estrela aí embaixo e deixe seu comentário pra mim!

Obrigada por ler até aqui 🙂

Thaise (@toindoatoaoficial)