Viagens baratas no Brasil: 5 lugares imperdíveis para conhecer ainda esse ano

Quais lugares do nosso país você tem vontade de conhecer? Sabia que fazer viagens baratas e sem perrengues pelo Brasil é totalmente possível?

É verdade que há muita estrada ruim e alguns destinos bem salgados… mas, existem muitos outros, perto de você, que você pode conhecer já.

Vamos combinar que, a menos que você tenha dinheiro sobrando e (tempo!), não dá para fazer viagens longas e nem ao exterior o tempo todo. E, não sei vocês, mas viajar só nas férias pra mim, não dá…

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Pôr do sol, sem filtro, em um dos passeios nos Lençóis Maranhenses

Por que então, não dar uma chance ao nosso Brasil, descobrir vários lugares incríveis, com ótimo custo x benefício e deixar aquela trip pra Paris para quando for possível e menos caro, ein?

Nosso país tem opções para todos os gostos e bolsos claro, mas, como o foco do blog é mais voltado à natureza, ecoturismo e botar o corpinho para trabalhar, vou me concentrar nesses destinos aqui nesse post.

Mas não se preocupe, todos os destinos aqui são indicados para todas as pessoas!

Listei aqui 5 viagens baratas e imperdíveis para você fazer no Brasil ainda esse ano:

  1. Carrancas/ MG

O meu crush do mundo é Minas Gerais, falo isso sempre, mas eu garanto que quem der uma (ou várias chances) a esse estado tão rico, não vai se decepcionar.

Para começar, não há nada mais barato nesse país, principalmente para quem já está no Sudeste. E, para quem não sabe, poucos lugares escondem tantas belezas naturais e cachoeiras quanto a terra do pão de queijo.

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Uma das locações favoritas da Globo, a Cachoeira da Fumaça é perigosa. O banho é proibido por lá, mas é linda!

Carrancas é daquelas cidades que você vê nas novelas da Globo, algumas das novelas de época foram filmadas por lá, inclusive.

São oito complexos para visitação, sendo que cinco são pagos (não passam de R$25) e muitas, muitas cachoeiras… além de trechos originais da Estrada Real – quem ai também ama história?

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Banho no poço esmeralda… GRÁTIS!

Dica 1: Vá de carro e reserve, pelo menos, 3 dias inteiros.

Dica 2: Se hospede na Pousada Céu e Serra… que amor. Lógico, você pode se hospedar onde quiser, mas se você conhecer essa pousada, duvido você querer procurar outra.

Não é a mais barata – então, fique em outra se isso for um problema, desde que você vá – mas, valeu cada centavo a experiência de um chalé no alto do morro, com vista para o por do sol.

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Nossa carta… S2

Além de ser um lugar lindo e aconchegante, eles ainda nos serviram, de presente, um pavê – pelo aniversário de um amigo e o meu – com direito a um cartão. Fizemos um mini piquenique, no deck do chalé, vendo o por do sol. Inesquecível pra mim!

Visite: O Complexo da Zilda, a Cachoeira da Fumaça, o Poço Esmeralda, o Complexo Grão Mogol – o único que exige entrada com guia e que SUPER vale a pena,  a Cachoeira do Moinho, que fica ao lado da Pousada e custa apenas R$5 para entrar e o por do sol no Pico da Teta.

Três dias na cidade, fazendo várias coisas,  nos custou cerca de R$500 (Abril/ 2018) – considerando gastos com gasolina, hospedagem, uma diária do guia e entrada dos locais visitados. Como há vários campings e outras pousadas, esse custo pode ficar ainda menor.

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Lugar ideal para bancar a Jane – Complexo Grão Mogol
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E o poço verde, lindo, ao final da caminhada no Grão Mogol

Alguns restaurantes que indico: Uai Tchê, Cataguas Brasil e o lindinho Viradas do Largo (rende umas boas fotos ein).

2. Urubici/ SC

Eu nem sei falar, só sentir… foi o meu lugar favorito de 2018. É uma cidade de serra, fria, linda e perfeita para família, casal, amigos, todo mundo. Urubici serve de base para o início da viagem que terminará no final da Serra do Rio do Rastro, na cidade de Lauro Miller.

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Uma vista privilegiada, incrível e perigosinha (de derrapar o carro) – o Morro do Campestre, é ideal para uma tarde e um por do sol

Para essa viagem eu diria que quatro dias é bom, mas se você for de carro, como eu, dependendo de onde você partir, vai ser um pouquinho cansativo.

Saímos de SP e rodamos cerca de 2.400 km em quatro dias, nas estradas mais lindas que eu já vi no Brasil. Não nos arrependemos nem um pouco.

Urubici fica a 172 km de Florianópolis e do lado de São Joaquim – a cidade onde, às vezes, neva no inverno e de Bom Jardim da Serra, onde fica a famosa Serra do Rio do Rastro. Que lugar!

Dica: Alugue uma casinha de montanha ou chalé com lareira. Eu indico a Pousada e Casa de Campo Doce Vida. Casa linda, de madeira, com lareira e fogão a lenha e vista para o verde e os cavalinhos, soltos. Eles têm quartos e casas inteiras para alugar.

Visite: a Serra do Corvo Branco, o Morro do Campestre, a Cachoeira do Avencal, a Cascata Véu de Noiva, alguns mirantes pela cidade, além do Mirante da Serra do Rio do Rastro, e por favor, desça a Serra de mesmo nome (e haja freio!), sem pressa e ouvindo um som bem marcante, porque essa serra é uma EXPERIÊNCIA à parte. Ouvíamos “I CAN´T STOP LOVIN YOU”, mas teve Chiclete com Banana, Cher e Will Smith também rsrs.

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A Cascata do Avencal é vista de longe, na estrada, mas podemos chegar bem pertinho nesse parque.

Uma frustração: Não ter conseguido chegar na base da Cachoeira do Avencal e nem fazer o rapel nela, por falta de informações. Faça pelo menos a trilha, se puder.

Com um carro a diesel, nosso gasto com combustível saiu por cerca de R$250, pasmem. No total, gastamos cerca de R$500. Nossa refeição mais cara foi a pizza HEHE, porque não há muita opção na região, à noite.

3. Ilha Grande/ RJ

O Rio de Janeiro é lindo, acho que todo mundo ou quase todo mundo concorda, né? Mas, a Ilha Grande… poxa vida, que visu. Ela é a maior ilha da Baía de Angra dos Reis.

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A Praia do Bananal Pequeno era só nossa e só piscina…

Fica a 47 km de Angra dos Reis, onde deixamos o carro e seguimos de lancha, pois carros não entram na ilha. Há vários estacionamentos onde você pode deixar o veículo por quantos dias quiser – pago, claro. A Ilha Grande tem 193 km² e acreditam que, no passado, essa beleza era um lugar para receber presos?

Normalmente, a maioria das pessoas fica na Vila do Abraão, que é mais movimentada. Porém, se você puder, se hospede em outras praias mais desertas. Há opções de aluguel pelo AirBnb e pousadas, além de hostels também.

Dica: Se for em grupo, feche uma lancha só para vocês, por pelo menos, dois dias inteiros. Fica mais cômodo e mais barato. Negocie com os moradores da Ilha ao invés de negociar com o pessoal no continente, é mais barato e mais justo não? Afinal, eles vivem na Ilha Grande e dela tiram a sobrevivência.

Se o orçamento estiver muito curto, vá mesmo assim, se hospede no Abraão ou mesmo em camping, e faça tudo o que puder a pé. Aproveite as trilhas e as praias próximas.

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A maioria das praias é assim: piscina e água clarinha. Uma das mais bonitas é a Praia do Aventureiro.

Visite: Faça o passeio que contorna a ilha e para em diversas praias lindas – Dentista, Ilhas Botinas, Dois Rios, Parnaioca, entre outras. Visite também a Praia do Aventureiro, onde você pode até acampar, lá está o famoso coqueiro deitado. Não suba nele, please! E nela mesmo você toma o melhor sacolé (geladinho) do mundo, por R$6. Visite também, o mangue e praia Saco do Céu e almoce por lá. Que paraíso!

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O famoso coqueiro… não suba nele, mas pode aproveitar as pedras por lá

Quatro dias é o mínimo para não sair de lá frustrado, mas, a gente sabe que sempre pode voltar. Há muito o que fazer, mesmo. Nossos gastos por lá, foram de cerca de R$700, porque levamos comida para fazer na nossa cabana exclusiva, na Praia do Bananal Pequeno. Não, não procure essa cabana, a praia é incrível, mas a casa, só por Deus…rsrs uma longa história, que fica pra outro post.

4. Sengés/ PR

Esse tem até post completo aqui. Fui conhecer essa cidadezinha no interior do Paraná, no Carnaval/ 2019. Mas, ninguém no grupo sabia o que era, onde era e o que veríamos lá, mas, grazaDeus, confiaram em mim.

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O cânion do Jaguaricatú tem uma das vistas mais chocantes que já vi no meu Brasil

Seguimos de carro por 361 km em busca de sossego e cachoeiras. Achamos muito, dos dois!

A cidade é bem pequena, tem cerca de 20 mil habitantes, zero vida noturna e muita natureza – gratuita – para curtir. Não pagamos uma atração sequer.

Dica: Ir de carro ou alugar um ao chegar no aeroporto de Curitiba, o mais próximo. Assim, fica bem fácil conhecer tudo, sem precisar pagar um guia.

Todos os detalhes dessa linda viagem, a mais econômica dessa lista, clique aqui.

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Por onde você for, sempre haverá uma Véu da Noiva pra visitar… e essa é demais!

5. Lençóis Maranhenses/ MA

Se você ainda acha que para conhecer um dos maiores paraísos do Brasil, os Lençóis Maranhenses, precisa de MUITO dinheiro, está errado.

O gasto é maior que o das opções acima, claro, mas totalmente viável e por isso, quis colocá-lo aqui.

Dica: Vá fora de temporada, mas não esqueça de conferir o nível de água das lagoas antes. Eu visitei em Outubro/ 2018, vi água, comi bem, fiz passeios e NÃO vi muvuca. Quem me conhece sabe que eu fujo mesmo dos lugares cheios.

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Adoro fazer o coração rs… um dos vários lugares privilegiados para ver o por do sol

Quatro dias são suficientes para que você conheça a região, se hospedando em Barreirinhas. Eu escrevi todos os detalhes da minha viagem nesse post, e o melhor, gastei cerca de R$1000 em tudo – o que descobri com outras pessoas que foram que eu fiz milagre – ou seria planejamento? rs

A dica maior é: se hospedar bem, mas sem frescuras, fugir da alta temporada e aproveitar as promoções de passagens com dinheiro ou pontos.

O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses tem muitas atrações, inclusive uma travessia de 2 ou 3 dias, se hospedando com as famílias locais, mas quatro dias já é bom para começar. Ainda volto para essa travessia, Quem vamos comigo?

Todo brasileiro devia visitar esses paraísos pelo menos uma vez na vida! E muitos outros que ainda vamos descobrir.

Infelizmente, o Norte e o Centro-Oeste do Brasil não estão aqui ainda, porque preciso, URGENTEMENTE, conhecer. Planos? Sempre tenho…

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Foto por Jonny Lew em Pexels.com

#TurismoNoBrasil

Se animou de visitar algum? Viu alguma novidade nesse post? Comenta aí embaixo e deixe suas dúvidas também, vou adorar ajudar nos seus planos de viagens.

Bjs

Thaise

 

 

Work & Travel: Já pensou em trabalhar nos Estados Unidos, ganhar em dólares e ainda viajar?

Mas o que é esse Work & Travel, Thaise?

Ganhar em dólares? QUEREMOS! E quando queremos?  Já! 

Para dar início à esse assunto e deixar uma pulga atrás da sua orelha (que papo de velha!), convidei a Tarsila, do blog Travelover e Youtube Tarsila Travelover (@tarsilatravel), que está indo para seu terceiro Work & Travel, aos 24 aninhos, para falar mais sobre isso.

Antes, o porque desse assunto:

Aos 32 anos eu vi que, apesar de ter feito muita coisa bacana e interessante – contrariando as previsões pessimistas de quem acha que nascer “pobre” e morrer “pobre” é sinal de honra e de que, algumas coisas são apenas para pessoas ricas de dinheiros – eu nunca fui muito “esperta” ou corajosa o suficiente para descobrir um mundo além das minhas quatro paredes.

Comecei a descobrir esse mundo novo mais tarde, por volta dos 28, 29 anos. Hoje vejo a importância de sermos incentivados a ir além da escola, da faculdade e do bate cartão empresa… Hoje, me arrependo de não ter tentado uma oportunidade como essa quando eu pude.

Parece exagero, mas gostaria que ao menos uma pessoa se inspirasse com essa e outras possibilidades que trarei aqui no blog, e percebesse que se pode fazer bem mais do que apenas aquilo nos é oferecido. Busque você algo novo!

Voltando ao assunto, vamos à conversa:

Thaise: Tarsila, vamos começar explicando o que é o Work & Travel, o que comem, onde vivem? rsrs
Tarsila: Ha Ha o Work & Travel é um programa remunerado, regulamentado pelo governo americano, que promove contato entre empregadores e possíveis empregados, para trabalharem temporariamente no país, nas férias da faculdade.

Thaise: Por que fazer um intercâmbio como o Work & Travel?
Tarsila: Um intercâmbio de trabalho como esse traz inúmeros benefícios: Desenvolvimento pessoal como responsabilidade, auto confiança, aprimoramento de língua inglesa, além do dinheiro ($$$$) e da experiência profissional estrangeira no currículo.

Thaise: Muitas pessoas querem saber como estudar ou trabalhar nos Estados Unidos. Você acredita que talvez essa seja a opção mais fácil?
Tarsila: Acredito que seja a opção de intercâmbio com melhor custo-benefício. Só não digo que é a mais fácil porque existem alguns pré-requisitos.

Thaise: Para quem é esse tipo de intercâmbio?
Tarsila: Todas as pessoas que tenham entre 18 e 28 anos, que estejam cursando alguma graduação e que já consigam se comunicar mesmo que com dificuldade, em inglês.

Thaise: Então, por onde começar?

Tarsila: Começa na hora em que você decide se esse tipo de intercâmbio é pra você. Ele exige muito, são muitas situações desafiadoras. Além da língua, você precisa se adaptar à uma cultura diferente, cuidar das suas próprias coisas, como onde morar e fazer suas refeições, organizar seu próprio dinheiro e trabalhar muito. Não é um trabalho “coxa” não, são, no mínimo, 32 horas por semana.

Thaise: Qual o investimento médio de um curso desse?

Tarsila: Bom, sem contar passagens aéreas e visto, o custo do programa é de USD 2000 e, as agências costumam facilitar o pagamento. Quanto antes você começar a pagar, mais tempo tem de se programar com as parcelas.

Thaise: Há algumas opções onde o inglês não seja tão necessário no primeiro momento?

Tarsila: Você precisa garantir o mínimo da comunicação, especialmente porque você precisa lidar, antes de ir, com a entrevista de emprego com a empresa e a do visto que são ambas em inglês. As agências recomendam que você tenha inglês intermediário e fazem um teste de inglês para checar sua aptidão, antes de fechar o programa.

Thaise: Você acha ideal fazer no início da faculdade ou deixar para o último ano?

Tarsila: Quanto antes melhor, porque assim, você pode pode tentar aproveitar e ir em todas as suas férias da faculdade, melhorando cada vez mais o inglês e também, seus horizontes. No fim do curso, as pessoas já estão mais voltadas a buscar oportunidades de trabalho na sua própria área.

Thaise: Tem descontos para quem vai pela segunda ou terceira vez?

Tarsila: Sim, a cada ano você pode conseguir um desconto no valor do programa.

Thaise: As vagas estão relacionadas aos cursos de graduação?

Tarsila: Não. Eu estudo Biologia, mas as vagas são para trabalhos operacionais – cozinheiro, atendente, recepcionista, caixa, garçom, entre outras.

Thaise: Qual o período mínimo de permanência?

Tarsila: Varia de 03 a 04 meses, sendo um mês de férias, o que eles chamam de ‘grace period’, onde você está proibido de trabalhar e, então, você tem esse mês para curtir o país. Mas também dá para fazer algumas viagens mais curtas durante o período do trabalho.

Thaise: Como escolher pra qual cidade ir e qual trabalho fazer?

Tarsila: Importante conversar com uma agência de intercâmbio, lá eles podem te passar uma lista de cidades, empregadores e vagas. Importante pensar no que você gosta e/ ou tem habilidade. Gosta de frio ou calor? Prefere público ou números?

Assim você consegue encaixar algum lugar e trabalho mais facilmente. Dentro de um mesmo local, há diversas funções que você pode exercer.

As vagas não estão relacionadas à sua formação. Importante também pensar quanto vai custar morar naquela cidade. O site Quanto custa viajar pode te ajudar nessa pesquisa.

Thaise: Quais países oferecem esse tipo de intercâmbio?

Tarsila: Atualmente somente Estados Unidos (importante consultar as agências sobre outros países).

Thaise: Qual o visto exigido para esse programa?

Tarsila: Para esse programa é o J1 – que também é exigido para Au Pairs (babás). O valor hoje é USD 160, mesmo valor do visto comum de turista, mas com formulários diferentes. Dá uma lida no post abaixo e entenda mais sobre o visto.

https://travelover.com.br/blog/visto-j1

Thaise: E sobre a hospedagem?

Tarsila: Alguns empregadores oferecem o ‘housing’. Todos os ‘internacionais’ ficam nessa casa. Se não estiver disponível, as agências e/ou os empregadores auxiliam na busca por um.

Lembrando que os aluguéis são pagos pelo intercambista, com seu próprio salário durante o programa. Existe a opção de alugar um espaço privado, e também é possível trocar, caso haja interesse.

Thaise: E sobre os salários?

Tarsila: Os valores variam de USD 7 a 12/ hora. Importante que você veja isso no momento de fechar o programa. É bom lembrar que a conta entre o que você vai receber e o que você vai pagar de aluguel, por exemplo, é o que define o melhor negócio para você.

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Foto por Pixabay em Pexels.com

Thaise: Como são pagos os salários?

Tarsila: Pode ser em pagamento direto na conta – e você tem direito a abrir uma conta em um banco americano e sem taxas. Antes de voltar pra casa, você saca seu dinheiro e traz de volta.

A parte boa de não fechar essa mesma conta é que, se eu for novamente para os EUA, posso mandar esses mesmos dólares para o banco onde tenho conta e não pagar o IOF (imposto sobre operações financeiras), porque o cartão já é americano.

Com o holerite, você pode sacar o seu dinheiro no banco, pessoalmente.

Thaise: Como escolher a melhor agência?

Tarsila: No site da Belta (http://www.belta.org.br/), que reúne as principais empresas de intercâmbio do Brasil, você encontra todas as agências cadastradas e seus programas.

Procure pessoas que tenham feito o programa e peça referências, isso ajuda muito. Tem que ter o melhor custo x benefício.

Thaise: E sobre aproveitar o local de trabalho de ‘graça’?

Tarsila: Existe a opção de curtir o local de trabalho de graça ou por valores menores do que os cobrados aos turistas. Sobre o snowboard, por exemplo, um esporte muito caro, eu aproveitava a estação de esqui em que trabalhava, de graça.

E as estações vizinhas por metade do preço ou menos. Um day-pass pode custar mais de USD 100. Dependendo de onde você trabalha, a economia com a diversão pode ser bem alta.

Thaise: Dicas para economizar na viagem?

Tarsila: Para começar, cozinhar. A hospedagem hoje significa 25% do orçamento dos viajantes brasileiros. Eu viajei, comprei, saia para jantar de vez em quando e mesmo assim, essa foi a forma que me fez economizar mais. Você é quem decide entre o ‘só se vive uma vez’ ou ‘prefiro investir e curtir mais depois’.

Thaise: Dá para economizar e trazer $$ de volta?

Tarsila: Sim. E muito!!! A questão é se organizar. O custo-benefício é incrível. Fiz um post no blog e um vídeo no YouTube, mostrando até o contracheque, para mostrar como vale a pena.

https://travelover.com.br/blog/work-experience-vale-a-pena

Thaise: Dica sobre escolha de lugares famosos?

Tarsila: O ideal é escolher um local que fique próximo ao local famoso do seu interesse. Se você tem interesse em conhecer NYC, por exemplo, onde o custo de vida da cidade é muito mais caro, você pode optar por trabalhar e se hospedar em uma cidade menor.

Deixa para curtir a cidade famosa nos dias de folga, os custos serão muito menores.

Thaise: É possível receber os impostos pagos de volta?

Tarsila: O contracheque mostra os valores pagos de cada imposto: um federal, um estadual e um municipal. Existem empresas que cobram para assessorar quem quer resgatar esses valores.

Eu descobri outra forma, muito mais barata, e em breve, vou lançar um guia de como resgatar 100% desse valor de volta, sem gastar muito.

Thaise: Gostaria de comentar mais algum detalhe, outra dica?

Tarsila: Sim, claro. O governo americano solicita que seja preenchido uma avaliação mensal, onde você explica as condições em que se encontra, o que tem feito em seu tempo livre, se está tudo correto com o empregador, hospedagem, se está bem de saúde, etc. Depois disso tudo é só aproveitar a viagem e os lucro$!

Agradeço muito à Tarsila por ter topado fazer essa live no Instagram e depois me ajudado a montar esse post. Essa conversa NÃO substitui uma visita à uma agência, nela, você pode tirar todas as suas dúvidas.

Outro detalhe importante: NÃO se esqueça do seguro viagem, com certeza as agências vão falar dele com você! É imprescindível ter um, especialmente nas terras do Trump.

Se quiser saber mais sobre seguro viagem, tem desconto disponível, é só clicar aqui: https://linktr.ee/toindoatoa

Se ainda ficou alguma dúvida, sugestão ou emojis, coloca aí nos comentários que eu ‘vou estar ficando feliz’.

Espero que tenha sido  inspirado com essa ideia!

Thaise 🙂

 

Como juntar pontos Multiplus e viajar mais em 2019?

Juntar pontos e milhas parece difícil, não? Mas, com um pouquinho de paciência e algumas leituras ou vídeos, você consegue e ainda tira onda ensinando os amigos e a família.

Por que vou falar só de Multiplus? O fato de eu apenas usar esse programa é o maior motivo, não curto falar de algo que eu não conheço.

Afinal, o que é esse tal de Multiplus?

É o programa de pontos e milhas da Latam. Esse programa consiste em converter os seus ‘dinheiros’ gastos as suas compras do dia a dia, nos parceiros do programa e até na própria Latam, em pontos, que juntos podem ser trocados por diversos produtos e serviços. Entre eles, os mais queridos e motivos desse post – passagens aéreas, hotéis e tudo relacionado à viagem.

Por onde começo?

Simples. só acessar o site do programa – http://www.pontosmultiplus.com.br e se cadastrar. O seu CPF será o seu número Multiplus, o que facilita a vida na hora de informar o mesmo no final de cada compra.

O site solicita apenas sua data de nascimento, nacionalidade e número do CPF, em seguida, os dados pessoais básicos, como endereço, e pede que você leia o regulamento (vê se lê né?!)

Como começo a juntar os pontos?

O segredo para juntar todos os pontos possíveis é SEMPRE acessar o site da Multiplus e dentro dele buscar o site do parceiro que procura. Vou colocar aqui o meu exemplo real de hoje:  Quero comprar uma mochila de hidratação de 2L, para trilhas e sei que a Netshoes e a Centauro vendem esse tipo de produto e são parceiras do programa (você pode consultar todos os parceiros em: https://www.pontosmultiplus.com.br/junte/busca)

Pesquiso o nome da loja na barra de pesquisas do site:

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Veja que lindo: hoje, cada real gasto vale 4 pontos no programa e isso é muito bom, normalmente essas lojas oferecem 1 ou 2 pontos, no máximo.

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Ao clicar sobre o banner (esse que mostra a pontuação), o site da Multiplus te levará ao site da empresa – no caso, a Centauro – e lá você pode fazer suas pesquisas e efetuar sua compra:

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Se você prestar atenção às informações da esquerda, vai poder conferir até quando aquela pontuação é válida, porque como falei ali em cima, as empresas costumam oferecer uma pontuação padrão e, às vezes, faz uma promoção ou ação para quem é cliente Multiplus. Para esse caso, posso fazer a compra até 22/11/2018 e ganhar os 4 pontos por Real. No mesmo lugar também, tem a informação do prazo para que os pontos sejam creditados na sua conta.

O cadastro na loja em questão continua sendo válido e necessário, o site da compra vai solicitar independente de estar logado no site da Multiplus 😉

Fiz a pesquisa do produto e efetuei a compra. No caso desse site, ele já leu meu cpf lá no momento do meu login para compra. Em alguns sites é necessário, fique de olho ao finalizar a sua compra.

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Para essa compra então, eu ganhei 650 pontos – o arredondamento é para mais ou menos, de acordo com as regras da matemática haha.

Lembrando que, os pontos são multiplicados pelo valor do produto e isso não inclui valor pago por frete, ok? Não se esqueça 🙂

Será que vale a pena mesmo, Thaise?

Bom, minha indicação é que tudo que a gente faça nessa vida seja ‘friamente calculado’, já alertava Chapolin. Por exemplo, se você já precisa ou vai comprar algo de qualquer jeito, porque não aproveitar essa compra e ter um bônus com ela?

Eu não recomendo comprar o produto mais caro nos parceiros só para ganhar pontos. Eu sempre pesquiso em várias lojas antes de fazer a compra, muitas vezes consegui os melhores preços nesse programa – como essa mochila, a geladeira, o cooktop e o micro-ondas. Também consegui um smartphone ano passado, com bom preço, em um dos parceiros.

Você só mostrou a parte fácil e boa, qual a ruim?

Todos sabemos no Brasil da fama da Latam, não é mesmo? Pois bem, esse programa é apenas para troca de passagens Latam. Essa é a parte ruim (vê-se que não estou ganhando nada com esse post, a não ser ver você viajando mais ano que vem!).

De fato, é complicado ficar ‘preso’ à apenas uma empresa, mas considerando que o queremos mesmo e queremos agora é viajar, o que importa? Pense que eles tem mais de 1000 rotas e isso é muito bom para quem quer rodar o mundo.

Sendo assim, você também acumula pontos comprando suas passagens aéreas pelo site da Latam – não esqueça de entrar pelo site da Multiplus ein!

Comprei uma passagem antes de me cadastrar, e agora?

Não tem problema bebê! No site da Latam você encontra uma forma de solicitar os pontos dos seus voos recentes.

  • Você precisa esperar 7 dias após o voo
  • Você precisa informar o número dos seus voos (a cia aérea sempre envia para nosso e-mail, fique calmo)

Basta acessar: https://www.latam.com/pt_br/latam-fidelidade/como-ganhar-mais-pontos/pontos-em-voos/como-solicitar-pontos-de-voo/ e solicitar.

Depois é só aguardar 7 dias úteis para os pontos serem creditados.

E eu posso acelerar o processo?

Se você é ansioso como eu rsrs e tem planos mirabolantes para o futuro próximo e quer usar esses pontos mas, não pretende comprar tanto para juntar os mesmos, você pode aderir ao Clube Multiplus.

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Nada mais é do que uma mensalidade, paga no cartão de crédito, para que você possa receber mais pontos mensalmente – digamos que pode ser uma ‘poupança’ para pessoas que não tem a disciplina de investir sempre para viajar depois.

Se eu recomendo? Só posso dizer que eu prefiro investir bem meu dinheiro e então, aproveitar qualquer promoção que apareça no caminho. Uma coisa importante a se pensar é: se eu comprar os pontos que ainda preciso para completar os que já tenho para a viagem ‘x’, sai mais ou menos caro do que assinar o Clube por um ano todo? Será que vou viajar tanto assim para gastar 120 mil pontos por ano, por exemplo (para quem comprar o Clube 10.000)?

Não pretendo dar dicas de finanças aqui hihihi, mas fica a dica pra quem quiser…

Outra forma de ganhar mais pontos sem comprar nada é o Game Multiplus. Quando você acessa sua conta, no perfil mesmo, você pode encontrar quais games o programa está oferecendo. Você executa a tarefa e ganha os pontos. Hoje, tem disponível:

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São alguns games e costumam ficar bastante tempo no ar. Para quem vai se cadastrar agora, o game da direita é justamente um ganha pontos muito simples – baixe o app e faça login e ganhe 100 pontos. Baba, vai?!

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Os banners dos jogos mostram a validade da brincadeira e ao clicar em PARTICIPAR, você consegue ler as regras do jogo e aí é só começar.

Eu já fiz todos!! Afinal, não me custou nada rsrsrs Só nos games disponíveis hoje, você já pode ganhar até 4100 pontos.

Validade dos pontos

Para quem não é parte do Clube Multiplus ou Multiplus Itaúcard, onde os pontos duram para sempre, os mesmos valem por 2 anos, à partir da data do crédito dos pontos.

Você até pode renovar seus pontos, mas o programa cobra uma taxa e aí deixa de ser vantajoso. Se programe! “Não deixe o ponto morrer, não deixe o ponto acabar”

Vou fazer mais dois posts sobre esse assunto, para não ficar insuportável de ler. Enquanto isso, vai lá, se cadastra, conheça os parceiros e planeje as próximas compras pensando nisso. No próximo post, vou falar sobre os pontos gerados pelo cartão de crédito e Km de vantagens do Posto Ipiranga e por fim, no terceiro post da saga, falarei de detalhes das viagens com esses pontos.

Gostou?! Curte, comenta, deixe uma sugestão, xinga não e compartilha.

Bjs e até a próxima!