Sengés-PR: 4 dias de cachoeiras e belezas naturais

Quer passar 4 dias de cachoeiras e belezas naturais gastando pouco? Então, está na hora de conhecer Sengés, no Paraná.

Foi lá que decidi passar o carnaval 2019, tentando fugir dessa festa que não é nada minha cara.

Então… como estou focada nas férias esse ano, reforma, cursos (vida adulta é isso!), os rolês do primeiro semestre TÊM que ser baratos. Vocês me entendem?!

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Mas, aliás, como dizem por aí, vamos parar de choradeira com esses problemas de branco e vamos à luta! Quer dizer, viagem.

Eu queria um lugar barato, fora de São Paulo e sem carnaval, afinal não é minha data favorita. Pensei em 10 lugares antes de decidir ir pra lá. Arrependida?! Não mesmo.

Portanto, se você curte lugar bonito, natureza e ama viajar de carro como eu, essa viagem é pra você!

Por onde começar?

Ter pelo menos 3 dias inteiros é a pedida.

Importante escolher o lugar mais estratégico para se hospedar, para não se cansar tanto nos trajetos, bem como não gastar tanto combustível.

Além disso, escolher uma boa época, por causa do clima. A região sul é mais fria em boa parte do ano.

Recomendo ir de carro, a menos que queira contratar algum guia e na minha opinião, não há necessidade.

Como chegar?

O aeroporto mais próximo é o de Curitiba, mas você vai precisar de carro mesmo assim.

Saindo de SP, seguimos por cerca de 400 km até Jaguariaíva, uma cidade depois de Sengés, onde nos hospedamos.

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A cidade grande mais próxima é Itararé, ainda em São Paulo e Ponta Grossa, essa já no Paraná. Lugares bacanas e baratos para visitar também!

Hospedagem

Em Sengés, pelo menos pela internet, encontrei apenas uma hospedagem e estava lotada. Mas, me informaram, que há mais opções sim, a luta é encontrá-las se não estão on-line.

A opção mais fácil e econômica que achei foi em Jaguariaíva. Há opções em Itararé também.

Ficamos no Hotel Conde Matarazzo, reservei pelo Booking – reserve através do programa Multiplus e ganhe pontos que viram milhas – falo sobre isso nesse post aqui. Mas você pode reservar por telefone também.

O wi-fi não é dos melhores nos quartos, mas quem viaja comigo sabe, não faço questão alguma, então eu nem me atento à isso nas reservas.

É mais uma pousadinha do que um hotel, tudo na região é bem simples. Tem café da manhã, muito básico, com duas frutas, suco artificial, bolo, pães e frios, café e leite.

As 4 diárias saíram por R$150/ pessoa – quarto triplo ou R$165 em quarto duplo. Pechincha! Para o nosso tipo de viagem, achamos suficiente, fomos apenas para dormir.

Essa é a mascotinha do hotel…

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Mas também, vimos dois outros lugares muito bons também, que serão minhas opções nas próximas visitas – Pousada San Juan e Hotel Conde Alemão.

Roteiro

Vimos que se ficássemos uma semana toda teríamos o que fazer, mas tínhamos os quatro dias do carnaval apenas, sendo que o último dia é só aquela correria para voltar pra casa.

Encontramos pouca informação em blogs – e não conhecíamos ninguém que tinha ido – e um que ajudou muito foi o da Aline do Blog Uma Sulamericana.

Enfim, decidimos fazer assim:

Dia 1 – Cachoeira do Lago Azul + Cachoeira da Andorinha

Dia 2 – Trilha das 7 Cachoeiras – 14 km

Dia 3 – Cachoeira do Navio, Cachoeira do Erva Doce, Cachoeira do Sobradinho (Véu da Noiva) e Cânion de Jaguaricatu

Dia 4 – Mirante da Cachoeira do Corisco

Refeições em Jaguá (íntima já!)

Gente, pense em um lugar BBB? Ficamos impressionados e animados com os precinhos camaradas – o que certamente não significa má qualidade.

Um curitibano me disse que são preços normais e que nós, paulistas, somos ricos mesmo rs enfim, eu achei muito em conta.

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Aliás, em Sengés eu me lembro de ter visto apenas uma padaria aberta nos dias que passamos por lá, tudo bem simples mesmo.

Em Jaguá, comemos em buffet à vontade por R$22,90. Jantamos lanches fartos – x-tudo, x-salada – por R$10. Comemos pizza bem recheada por R$20. Vi até mega coxinha por R$5. Meu Deus!!! HA HA

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Foto por Pixabay em Pexels.com

E aí? Barato ou não?

Detalhes

Em resumo, a cidade de Jaguariaíva possui apenas uma farmácia 24h, a farmácia dos Trabalhadores. A cidade tem Bradesco, Caixa Econômica e Itáu e não existe vida noturna, então, quem gosta de sair costuma ir à Itararé, que fica a cerca de 56 km.

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Foto por Chad Kirchoff em Pexels.com

Internet por lá, se 4G, só a TIM funcionou – testamos Vivo, Tim e Nextel.

Há uma borracharia na cidade e outra na rodovia, essa 24h. Nós precisamos! Um parafuso furou o pneu do carro e só vimos antes de pegar estrada.

E todos os lugares que visitamos aceitam cartão.

Sobre os proibidos

Com certeza você vai ver fotos do Poço do Encanto e do Pontilhão Parque da Barreira. Sim, você vai querer tirar fotos, entretanto, estão proibidos e fechados.

O Poço fica dentro de uma propriedade particular, que pertence à uma empresa chilena e não há acesso. Além disso, soubemos que a água também não está própria para banho.

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Foto do blog Uma Sul Americana

Não lembro bem do relato dela sobre o poço, mas podem conferir no blog. Na cidade fomos avisados que agora há vigilantes por lá. Eu não estava muito afim de tomar tiro dessa vez HAHAHA

Comentário: andei vendo umas propagandas de Itararé usando esse poço como se fosse deles. Estamos de olho!

Cachoeira do Lago Azul + Cachoeira da Andorinha

Se eu contar ninguém acredita rs fica há apenas 20 min do centro de Jaguá e ainda assim, conseguimos nos perder.

Embora placas na cidade sejam coisa quase rara, para não dizer inexistente… erramos a entrada que dava acesso ao estacionamento, MAS, como sempre, o erro deu bom. Postei no stories do instagram e deixei nos destaques.

Não fosse isso, não teríamos encontrado uma linda estrada de terra cheia de eucaliptos e outras cheias de pinheiros. Claro que teve sessão de fotos!

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Nossa sorte foi que não estava chovendo, o carro era mais alto e que, tínhamos o drone.

Não há necessidade de ser um veículo 4×4, mas os carros baixos sofrem um pouco naquelas bandas.

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Vou contar no stories (Instagram) o segredo por trás desse céu 🙂

Sim, precisamos colocá-lo no ar para achar o que queríamos e ainda assim, quase não deu.

No fim, paramos no fim do percurso, sentido contrário, onde pelo que vimos, ninguém vai. Paramos o carro às margens do rio, descemos poucos metros no meio do mato em um pouco de lama e chegamos.

Curtimos o primeiro trecho de piscina e queda do rio Jaguaricatu e fomos descendo pelo próprio rio, que não passa da canela, parando em alguns lugares até chegar à Cachoeira das Andorinhas e depois, ao lago azul.

Nesse caminho encontramos o Carlos e a Bel e resolvemos pedir informação sobre o tal lago azul. Se não fosse por eles, teríamos voltado porque não havia ninguém além de nós e nenhuma sinalização.

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Para pegar a trilha até a Cachoeira das Andorinhas, andamos no rio e antes da queda d’água mais forte, entramos na trilha à esquerda. A trilha é fácil e segue até à cachoeira. Para acessar a queda e a piscina, é preciso trepar num cipó (mais conhecido como raíz), mas é bem tranquilo.

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Ali já encontramos uma meia dúzia de pessoas lendo, tomando banho… não tem lugar para sentar à não ser nas pedras. Subindo as rochas, é possível ver o precipício que a queda forma e que termina em um cânion. Surreal!

Mas não só é um local mais perigoso, como também, desnecessário. Mas para quem faz questão, só não morrer, por favor.

 

Subindo pela trilha há um mirante onde você pode ver a queda de cima e é muito mais seguro.

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Antes da cachoeira há uma trilha para a parte de dentro do cânion, queríamos muito fazer, mas como demoramos para nos achar, deixamos para outro dia. Entretanto, esse dia não chegou e ficou pra próxima mesmo.

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Na volta, encontramos uma padaria em Jaguariaíva, na rua do hotel, única melhorzinha que encontramos aberta, onde jantamos um belo lanche por R$10.

Uma coisa sobre os moradores: que povo simpático e fofo! Não sei vocês, mas já ouvi muito falar sobre a falta de hospitalidade do povo do sul, mas eu até hoje, não provei dela. GrazaDeus!

Gasto do dia: R$30 – almoço + lanche + bebida

Trilhas das 7 cachoeiras – 14 Km

Se não tivesse uma trilha, não seria eu né não?rs Claro, porque a galera topou. Tudo é democraticamente decidido nessas viagens.

Para esse dia precisamos contratar um guia, única vez aliás, e infelizmente, também foi difícil encontrar um. Depois de muito pesquisar, um dos amigos encontrou um rapaz novinho, que apelidamos de Toddinho HA HA, e que cobrou super barato.

Como somos meio sem parafuso, fomos. Sempre com lanterna, bússola, canivete, mapa off-line!

Aliás, logo menos, vou fazer um post com dicas do que levar para as trilhas e vou indicar perfis e blogs que são experts nesse assunto, onde aprendo muito.

Não vou divulgar o nome dele aqui, primeiro porque é muito jovem, segundo porque ainda não tem cadastro no Cadastur – não é um guia oficial. Portanto, posso acabar com sua carreira sem nem tê-la começado ainda rs

Posso dizer que deu tudo certo! Visitamos 5 cachoeiras na verdade… mas, porque descobrimos que eles contam duas vezes uma mesma cachoeira que tenha duas quedas.

Encontramos o Toddinho em Itararé e de lá, voltamos para Sengés para seguir até a Cachoeira do Postinho, a primeira parada da trilha.

O caminho é basicamente de terra e campos de soja. O visual é muito lindo nessa região! Há muitos agricultores por ali. E falando nisso, você sabia que o Paraná é o maior produtor de grãos do Brasil?

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osmais.com

No caminho, paramos na casa da Dona Augusta, que serve, sob encomenda, um café da roça ao final do dia para os trilheiros cansados. Fizemos a encomenda e partimos para a trilha.

Há um estacionamento antes de começar o percurso e de lá, caminhamos cerca de 5 min até a primeira cachoeira.

De cara, já ficamos bestas com a vista linda da região, de muitos pinheiros e aquela água cor de coca-cola. E demos muita sorte com tempo aberto e firme (mesmo com a previsão horrível que vimos dias antes!)

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Começamos na parte alta da Cachoeira do Postinho e aproveitamos para fazer umas imagens de drone.

Depois dela, não passamos na segunda cachu, segundo o guia, não tão interessante quanto o resto das quedas e então, seguimos para uma subida tranquila #sqn. O bom é que tudo é tão bonito que nem sofremos.

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Quem viu a corda de rapel, é viciado como eu!rs

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A segunda parada foi na Cachoeira dos Veadinhos, onde fica o melhor poço para banho, e encontramos até a galera do pedal. Ficamos por um pouco mais de tempo nela.

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Não achamos a trilha difícil não, apenas um pouco cansativa. O fato de estar bem quente, faz parecer pior.

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A terceira queda, a Cachoeira do Lageadão, que eles contam como duas, tem a parte de cima, boa para fazer imagens do drone, ficar pensando na vida… e a parte de baixo, cuja descida é literalmente se agarrando em raiz e cipó, onde tem o poço. A queda é bem forte!

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Parte de cima
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Parte de baixo (Efeito foto LIVE do Iphone. Modo Alta Exposição)

Seguimos depois para a Cachoeira dos Bugres – cuja subida apelidamos de subida do ‘The Monio’. Essa só dá pra curtir a parte de cima, mas claro, veja na foto abaixo, curtir literalmente.

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Vista do drone, sentados na borda da queda!

Na minha humilde opinião, não façam isso rs Meu lema é “aventureira sempre, não idiota”…

O visual é incrível, apesar de os pinheiros serem considerados pragas na região, uma porque não são nativos de mata brasileira, vieram do Canadá, outra porque sugam muita água e nutrientes da terra, o que prejudica o restante da vegetação.

Acho que quando olhamos o conjunto da obra, ficamos ainda mais encantados.

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Última parada, Poço Fundo. Dizem que nem os bombeiros conseguiram encontrar o fundo desse poço, devido à pressão debaixo d´água. Mas para nadar, liberado, se joga!

Há uma queda d´água também, que não dá pra ver do Poço, é preciso descer as pedras para acessá-la.

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Poço sem fundo
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Todo mundo merece seu próprio gif

De lá, seguimos a trilha final até o estacionamento. A trilha não é ida e volta, em resumo, damos uma volta do início ao fim.

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Pegamos o carro e seguimos para o cafezinho de Dona Augusta… Aliás, fome? Temos!

Casa simples, gente simples, comida simples… que vida boa ôôô, que vida boa! Tomamos uma cafezinho muito bom, com calma, por R$15. E lá você pode usar o banheiro também.

Nesse dia, o fim de noite foi com pizza e jogando mau mau – jogo criado para criar discórdia entre família e amigos!

Gasto dia: R$75/ pessoa – guia + café da tarde + pizza

Cachoeira do Navio, Cachoeira do Erva Doce, Cachoeira do Sobradinho (Véu da Noiva) e Cânion de Jaguaricatu

Enfim, acho que foi o dia que eu mais gostei. Lembra do casal de amigos que conhecemos no primeiro dia? Foi dia de reencontrá-los e foram super legais de nos levar para o roteiro de hoje.

De Sengés, foram cerca de 15 minutos até à Cachoeira do Navio. Achamos um lugar muito gostoso e ótimo, por ser muito perto.

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Você pode descer até a base da queda, mas não é o caminho mais fácil, tem que tomar cuidado e ir devagar. Além disso, a correnteza é bem forte.

É nesse rio que é feito o rafting do Encanadão, que só fiquei sabendo que existia quando cheguei lá… apesar das chuvas, o rio não estava tão alto. Assim tenho mais um motivo para voltar.

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De lá, seguimos para a cachoeira do Erva Doce, que fica no bairro do Erva Doce. Vimos vários lotes, como se fossem pequenas chácaras por lá. É um bairro bem rural.

Deixamos o carro na rua-estacionamento e caminhamos em trilha “creme de avelã famoso” por cerca de 5 min.

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A faixa de areia é bem pequena e no poço a água bate na canela. Muito bom para crianças. Aliás, até encontramos algumas.

A queda é bem bonita, pena que não bate muito sol ali, fica bem gelado…

Da estrada já vemos a maior de todas, a mais famosa, musa… Cachoeira do Sobradinho (ou Véu da Noiva). Os moradores de Itararé e Sengés escolhem os nomes que querem, então muitas tem dois nomes. Rola uma certa briga entre as cidades.

A entrada leva à uma trilha, fácil também, que leva à queda. Essa é surreal! O lugar todo é incrível.

A queda é bem forte, ainda que soubemos que nem estava no seu máximo. O poço é muito grande, tem as bordas rasas e o meio, fundo. Tem vegetação à volta e algumas pedras para sentar.

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Fiquei encantada e agora é a minha segunda cachoeira favorita no Brasil… a Casca D’Anta, em MG, ainda é minha musa maior!

Foi onde passamos maior parte do dia… sem pressa. De lá, seguimos para a parte alta da queda.

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Vista de cima

Tem sinalização? Não. Tem mata? Sim. Pode ter cobra? Também. Afinal, é natureza…

Seguimos de carro por 3km estrada acima, deixamos o carro em um canteiro e como o Carlos, nascido em Sengés, sabia o caminho, nos embrenhamos no mato até o início da queda. As pedras lembram o Vale da Lua na Chapada dos Veadeiros (que conheço por foto).

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Há algumas piscininhas para banho e podemos chegar bem perto da borda, embora eu não aconselhe. Quando você chega perto, as pessoas lá embaixo gritam “Sai daí seu filho da @#&*!” kkkkkk

Satisfeitos, seguimos para o Cânion do Jaguaricatu. Não seria possível ver o pôr do sol, que se punha do lado oposto, mas a luz ainda era muito boa. Mas antes, uma grata surpresa – campos enormes de soja, amarelos… um céu azul de doer e um coração grato à Deus pelos dias lindos.

A trilha, também, é muito fácil. O mirante é bem largo, cabe muita gente, mas, ficamos a sós! Ver aqueles cânions gigantescos, com paredões de até 80 m, por onde o rio corre… é divino.

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Certamente eu tirei uns minutos para deitar, fechar os olhos e me desligar por um momento.

Me apaixonei! Meu primeiro cânion… meu ano cheio de primeiras vezes já.

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Voltamos para o hotel gratos ao Carlos e à Bel, que nos levaram, foram super gentis e nos fizeram lembrar o porque viajamos. Foi um dia delicioso e custou vários nadas!

Gasto do dia: R$15 – lanche + bebida (jantar)

Mirante da Cachoeira do Corisco

Não teve! rs Pessoal resolveu acordar tarde, sabe? Fiquei brava, sim. Reclamei? Um pouco. Mas eu voltarei!

Enfim, fica essa dica para quem for – visite o Mirante. Você vê a queda de longe apenas, mas pelas fotos e relatos, vale a pena.

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Foto: Deskgram

Custo zero!

Em suma

Dicas para todas as atrações: leve lanchinhos, água, isotônico, use bota ou um bom tênis e lembre-se, você vai se molhar. Um boné também não é nada mal, apesar de que há muita sombra. REPELENTE é essencial!

Se você mora no Sudeste, Sul ou MS, vale muito a pena ir de carro. É um destino que ainda vai ser descoberto… aproveite enquanto ainda não foi.

Sem dúvidas, há mais o que conhecer na região, quatro dias é apenas um gostinho de tudo o que cada lugar pode oferecer.

Com medo do trânsito, pegamos a estrada cedo, mas nem precisava. Podíamos ter aproveitado mais a manhã. Se programe pra curtir tudo, deixa pra dormir quando morrer ou quando estiver em casa né?!

Mais fotos, vídeos e dicas dessa viagem, me segue lá no instagram @toindoatoaoficial

Espero que tenha gostado!

Dicas, sugestões de lugares novos e inexplorados, perguntas, deixe aí nos comentários 🙂

Bjão

Thaise

 

 

 

 

 

7 ideias do que fazer se você não vai viajar no feriadão!

Carnaval à porta, alguns amam e outros odeiam! Mas, de qualquer forma, quem pode, quer viajar. Certo? Ainda mais que esse ano não temos muitos feriados para aproveitar, então, qualquer um já é mega esperado.

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Foto por Pixabay em Pexels.com

Porém, se você não pode, não fique triste. Um pouquinho de ânimo e criatividade e você vai aproveitar seus dias de folga como todo mundo.

Nem vou entrar aqui na dica de Bloquinhos de Rua, até porque não é minha praia e nada entendo rs o que posso dizer é que a programação de todo o país você encontra no app Blocos de Rua Carnaval 2019 – para iOS e Android.

1 – Planejar sua próxima viagem

Pô Thaise, eu pensando que você ia vir com uma baita ideia! Gente, pense… se você tem 5 dias de folga, o que são 2h no computador organizando suas lindas férias?

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Foto por rawpixel.com em Pexels.com

Que outro dia você poderá fazer isso?

Eu te ajudo com esse post aqui e com vários destaques nos stories do Instagram. Depois que você fizer isso, sobra tempo pra curtir tudo o que quiser.

2 – Assistir séries em que você se divirta e aprenda algo

Se a chuva que ameaça continuar não for embora, essa é uma ótima opção. Você pode unir o prazer de curtir uma boa série e treinar seu inglês, por exemplo.

Assiste uma vez sem legenda, depois outra com legenda em inglês e por último, em português – pra ver o que você realmente entendeu. Enfim, é uma dica de teacher e que eu usei muito para aprender 😉

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Foto por Pixabay em Pexels.com

Junta com alguém e prepare a pipoca e converse sobre a série ou filme falando inglês também.

3 – Alugar uma bike ou patinete

Se você mora em uma cidade em que isso já seja realidade, né? É muito simples e fácil de usar.

Você baixa o app da Yellow, encontra uma bike e coloca créditos (cartão ou dinheiro, nesse caso, nos pontos de venda) na sua conta, para andar. Localiza a bike com o QR Code e já pode ser feliz.

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Foto por Pixabay em Pexels.com

Veja se na sua cidade já está disponível, clicando aqui.

Além disso, já aproveita que está com esse veículo e já engata a dica quatro.

4 – Curtir exposições na cidade

Em São Paulo, pelo menos, isso é algo que nunca falta. Além dessas, tem mais um zilhão pra escolher. Eu iria nas seguintes, se não fosse viajar agora:

Mickey 90 anos – Shopping JK – ingressos à partir de R$35 (estudante paga meia)

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Rugendas, um cronista viajante (!!!) – Traz conjunto de obras do artista alemão que foi um dos primeiros a retratar o Brasil – Caixa Cultural SP – GRÁTIS

Quadrinhos – “A megaexposição Quadrinhos apresenta uma ampla retrospectiva da 9ª Arte contada através de revistas, artes originais e itens raros dos diversos gêneros das HQs” – R$ 30 – GRÁTIS às terças-feiras.

5 – Visitar alguma fazenda ou procurar uma cachoeira grátis

Tem coisa mais gostosa que área verde, comida boa e uma queda d´água, se estiver calor?

No Google, se você procurar, você acha. Em São Paulo, recomendo uma cachoeira na região do ABCD e uma Fazenda, também com cachoeira.

Em São Bernando do Campo, tem a Cachoeira da Torre, que fica na famosa Estrada Caminho do Mar, que vai até Cubatão – aliás, que também vale a visita.

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Foto: Coco do Mato

Em Caieiras, você pode visitar a Fazenda Maravilha, fica próximo ao Parque Estadual da Cantareira. Tem reserva de Mata Atlântica, dá pra ver alguns bichinhos, curtir algumas trilhas e tomar um bom banho de cachoeira também.

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Foto: Passeios baratos em SP

Agende a visita pelo telefone (11) 99749-1724. Terça à Domingo das 9h às 18h.

6  – Subir um pico pra ver o nascer (ou pôr) do sol

Junte alguns amigos, ou não, procure um pico em sua cidade – que seja seguro – e vá contemplar essa obra linda que é ver o nascer ou o pôr do sol.

Uma das melhores experiências pra se ter na vida. É um tempo de descanso, de contemplação, de se alegrar com a obra de Deus. Se for no por do sol, de repente pode rolar até um piquenique, não?

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“Nunca houve uma noite, ou um problema que pudesse derrotar o nascer do sol ou a esperança.” Bern Williams

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Você pode procurar algum até em outra cidade, ou algo mais radical, MAS contrate um guia. Normalmente, as diárias são super acessíveis para grupos. Não faça nada sem antes consultar quem entenda! 

7 – Reúna os amigos que também não vão viajar

Saiam para conhecer e fotografar os grafites da cidade. Vá conhecer um terraço bacana, tomar algo, jogar conversa fora.

Assista um filme ‘não-americano’ em algum espaço cultural.

Conheça um café novo e coma algo que você nunca comeu.

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Foto por Tim Gouw em Pexels.com

Faça um café em casa e chame o pessoal só pra cantar, conversar ou qualquer coisa.

E aí? Qual dica vai servir pra você nesse Carnaval?

Só não volte ao trabalho sem ter, pelo menos, curtido um merecido descanso! Afinal, é de Deus descansar.

Bom feriadão e até mais!

Bjs

Thaise

 

 

 

 

10 melhores apps para organizar seus roteiros de viagem (e até economizar!)

Nessa era onde todo mundo é super tecnológico e, que tal conhecer ou usar os apps para organizar seus roteiros de viagem e até economizar com eles?

No meu instagram @toindoatoaoficial, eu tenho compartilhado minhas dicas de planejamento de viagens…

E por aqui, achei bacana trazer esse artigo com 10 aplicativos para facilitar e melhorar sua experiência de viagens (e até economizar!). Tem memória no smartphone? Então taca-lhe pau carrinho

Hospedagem (e nesse tem economia!)

Gente, o custo de hospedagem chega a ser 30% dos nossos gastos com viagens, em geral. É muito dinheiro não? Ok, dependendo do seu estilo de viagem, essa dica não será útil, mas para a grande maioria, pode ser.

Couchsurfing – muitos já o conhecem e já usaram e outros só ouviram falar. Esse é o tipo da hospedagem em que você se cadastra como viajante e/ ou anfitrião e busca/ oferece hospedagem. O uso pode ser no app ou no próprio site deles.

Apesar do nome couch (sofá, em inglês), cada anfitrião oferta uma área da casa que tem disponível. Pode ser um sofá, uma cama sobrando, um canto em um saco de dormir. A parte boa? É GRÁTIS.

Os anfitriões têm a opção de ser verificados, pagando uma taxa, isso traz maior segurança para eles e para quem se hospeda.

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Foto por maitree rimthong em Pexels.com

Aí eu te pergunto, você acha que só o fato de ser gratuito é que é vantagem? Em Dezembro/ 2018 me hospedei no apto de um amigo em Blumenau/ SC. Esse amigo é anfitrião no Couchsurfing e recebeu um pedido de um casal, para 1 noite.

Como uma amiga e eu estávamos lá, ele ficou meio receoso, mas lendo o perfil do rapaz, ficamos animadas e topamos. Pois bem, jantamos juntos, conversamos horas sobre viagens e coisas da vida, descobrimos muitas coisas juntos e no fim, foi uma ótima experiência.

No dia seguinte, fomos para nosso rolê e eles ficaram no apto, à vontade, quando chegamos, eles já tinham ido e deixaram tudo como encontraram. Achei muito bacana pela troca de experiências que hotéis não nos dão.

House Carers – Nesse, que apenas está disponível em inglês, os anfitriões trocam estadia por trabalhos em suas casas, enquanto eles estão fora. Por exemplo, você pode ser babá de algum animalzinho, cuidar do jardim, arrumar uma garagem, consertar alguma coisa, etc. Acho que serve muito bem para quem viaja com mais tempo e acaba podendo economizar demais com essa opção.

Fazendo o cadastro, você pode cadastrar seus locais de interesse e receber notificações quando algo novo surgir. Também tem a opção de se cadastrar como anfitrião e a versão paga, para ser verificado.

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Foto por Pixabay em Pexels.com

Estou de olho em um para esse ano, numa cidade MEGA cara, porque eu não sou obrigada. Vamos ver, posto a experiência aqui se der certo.

HomeExchange ou GuesttoGuest (Troca Casa)

Como o nome já diz, são pessoas que trocam de casas por um período, uma espécie de intercâmbio. São 187 países e mais de 400 mil casa (uau!).

Ele funciona no mesmo estilo do AirBnb, você se cadastra e procura a casa dos seus sonhos, a diferença é que é uma troca, ou seja, fica mais difícil achar se não houver reciprocidade. Isso é muito bom para quem mora em locais bem turísticos e caros, logo, a casa vai ser muito procurada. Site em português.

Eu moro em Diadema né gente, vou trocar o que? HAHAHAHA

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Foto por Alturas Homes em Pexels.com

Trabalho

Imagina trocar trabalho por hospedagem em hostels, fazendas, etc? Pois é, apesar de parecer que você está trabalhando de graça, é importante lembrar que a economia com hospedagem vai te render inúmeras experiências incríveis, muita cultura, poderá aprender um novo ofício… Essa é a proposta do World Packers.

São tantas as ofertas que eu fico louca vendo tudo. Funciona como nos outros, você se cadastra, paga uma taxa anual de USD49 – tem muita gente que tem cupom de USD10 de desconto, mas eu ainda não tenho para oferecer.

O pagamento é no cartão de crédito e eles parcelam em até 3x. Você faz a solicitação de onde quer ficar e o que pode fazer dentre as atividades oferecidas e aguarda o anfitrião te aceitar (ou não). Importante o inglês para se comunicar com os anfitriões gringos.

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Foto por Tabitha Mort em Pexels.com

Bacana no site que você pode salvar os seus favoritos para quando puder ir. Esse é outro na mira para esse ano, já salvei os meus favoritos! Site em português também.

Refeições/ Restaurantes

Além de apps que mostram o que tem ao seu redor, pelo gps, esses aqui vão um pouquinho além…

Dinneer – Ai esse app, que maravilhoso! O que pode ser melhor que ir almoçar uma verdadeira pasta italiana, em uma casa de família italiana, tendo acesso à cozinha, à mesa de jantar, aos anfitriões e possivelmente, fazendo uma amizade no final? Ou então, aproveitar uma bela comida indiana preparada por uma família indiana?

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Foto por Chan Walrus em Pexels.com

Essa é a proposta dessa plataforma, que traz essa experiência muito mais “gourmet” do que qualquer restaurante badalado possa oferecer e além disso, com preços muito mais acessíveis.

Hoje eu toparia uma autêntica comida mexicana. No app, achei um em Quintana Roo no México e sairia por uns R$25/ pessoa. Bom, não? Para você ter ideia, achei até Vaca Atolada em Paris. Vai brincando!

Site em português. Experimentem!

Happy Cow – esse é para ajudar quem é vegetariano/ vegano a encontrar boa comida em qualquer lugar. Sabemos que em muitos lugares as opções são poucas, embora eu mesma vi que fora do Brasil, isso é bem normal. As maiores dificuldades acho que estão aqui mesmo, prova disso é que eu encontrei 300 opções em São Paulo e mais de 1000 em Londres.

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Foto por rawpixel.com em Pexels.com

Você cria sua conta, digita a cidade onde procura e voilà, pode ser feliz! Apenas em inglês.

Open Table – Esses app é para reservas em restaurantes. Dependendo da cidade e do lugar, vai ser bem útil, haja vista a alta procura pelos lugares da “moda”.

Ele mostra também a classificação de valores, se $ ou $$$$, por exemplo, e mostra quantas reservas foram feitas no local nos últimos dias. É perfeito para aquela programação que não pode falhar.

É agora que eu conheço o Locanda Verde, restaurante do ator Robert De Niro, em Manhattan. Mesa pra dois, please!

Passeios e afins

Vayable – Já ouviu falar? Vamos concordar que buscar diversão e passeios em agências pode até ser cômodo, mas é caro.

Nele, logado ou não, você consegue buscar as atrações por cidade e com valores. É muito bom para começar as comparações de preços e planejar bem os gastos, porque muitas vezes, só sabemos quanto as coisas vão custar quando chegamos no local.

Eu, por exemplo, já vi um tour pelo distrito de Wynwood, bairro das artes de rua de Miami, por USD 13. Com certeza, em uma agência, eu pagaria mais do que isso.

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Foto por Snapwire em Pexels.com

As atrações estão classificadas por tema e sim, tem aquelas que não valem a pena, como por exemplo, rafting no rio Juquitiba, em São Paulo, por cerca de R$ 400. Pelamor, não façam isso! Se informe bem antes de comprar.

Site em inglês e moeda dólar.

Viajar sozinho (a)?

Rent a local friend (Alugue um amigo) – sim, temos! Por isso que eu falo que sozinho só ficamos se quisermos mesmo. Essa plataforma é bem legal porque liga moradores à turistas/ viajantes. Você pode contratar alguém para ser seu guia e amigo.

Como assim, Thaise? Que solidão é essa? Sim, você está contratando uma pessoa que não vai te tratar com um cliente apenas, afinal, ela é uma pessoa comum, ganhando uma grana extra e te ajudando. Logo, vai rolar uma amizade sincera e sem interesses (ou com, aí você que sabe rs).

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Foto por Snapwire em Pexels.com

Sim, você precisa pagar, os valores aparecem nas fotos das pessoas conforme você faz as pesquisas. E também vale a máxima de que pode ou não valer a pena. Nunca se sabe!

No site, você tem a opção Google tradutor. Em Miami vou fazer a experiência e trago aqui também!

Mapas

Galileo Offline Maps – Imagina ficar perdido e sem internet em alguma ruela no Egito, igual os @pandaspelomundo? Rindo, de nervoso!

Então, faça esse favor para você hoje ainda e baixe esse app. Os mapas ficam salvos e podem ser usados em modo offline. Gente, isso salva vidas, é sério. Vai por mim, ninguém quer se perder, à noite, sozinha e em uma cidade desconhecida – palavra de quem já passou por isso e morreu, mas passa bem.

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Foto por Jens Johnsson em Pexels.com

Com esses apps, e claro que existem milhares de outros (e preciso trocar o celular cuja memória já eras!), suas viagens serão apenas inesquecíveis pelo lado bom. Ok, perrengue é bom, vai? Disse ninguém.

Ah, e como eu perdi a trilha do fim de semana, a praia e nem um cinema pra fingir que eu sou romântica eu vou hoje, deixo aí o chorinho, o 11º app para vocês:

Pack Point – atire a primeira pedra quem nunca arrumou uma mala de dois dias como se fosse ficar fora o mês todo? Marque aquela amiga nos comentários kkk

Bom, esse app ajuda na arrumação de malas. Sugiro que seja usado para se acostumar mesmo, um dia você pega o jeito e aí não vai mais nem querer usar malas, apenas mochilas e das menores. Nele você faz a lista do que precisa e organiza o que já está certo para suas bagagens.

É isso por hoje pessoal…

Esse artigo foi útil pra você? Me conte aí qual você não sabia que existia e qual não pode faltar no seu celular. Envie para alguém que pode aproveitar pelo menos um deles e faça sua parte na corrida dos 5000 seguidores para garantir o e-book de PLANEJAMENTO DE VIAGENS! HELP ME!

Tenham um ótimo fim de semana!

Bjs

Thaise

 

 

 

 

 

 

Capitólio/ MG – Mar de Minas, Cachoeiras e precinho camarada

Fala viaxantes desse blog! Tudo bem por aí?

Antes de mais nada, esse não será apenas um post sobre o que fazer em Capitólio, suas cachoeiras e seu precinho camarada. Não, afinal, se você digitar isso no buscador, vai encontrar “só” um milhão de artigos à respeito, né?

Hoje, vou reunir as dicas da cidade com a história dessa viagem e contar porque ela deu o start na minha vida de “organizadora de viagens que não ganha nada com i$$o”, com o intuito de conhecer pessoas que eu jamais conheceria de outra forma, a não ser viajando.

Lembrando que, respondendo às perguntas que recebo, às vezes, no insta, eu não trabalho com viagens ou turismo, tudo o que organizo é só pelo prazer de reunir a turma

Primeiramente, há alguns anos eu já sabia de Capitólio, ainda não era moda, era pouco explorada e muito barata. Porém, sempre sem companhia para as viagens e irritadinha com excursões, eu decidi que ia começar a chamar as pessoas que conhecesse pelo caminho para montar grupos e conhecer os lugares mais próximos de SP, e comecei por ela.

No começo éramos apenas três amigos, sem muitas expectativas. No meio desse planejamento, fechei com um grupo para subir o Pico Agulhas Negras, no Parque Nacional de Itatiaia/ RJ (ainda vou escrever sobre esse dia!), era um tipo de “excursão de aventura” e ali conheci uma galera.

Quando já estávamos prontos para ir embora, conheci uma das meninas do grupo, e conversando sobre viagem, comentei com ela sobre Capitólio e ela, na mesma hora, se animou de ir. No dia seguinte, ela já havia convidado mais duas pessoas desse mesmo grupo.

Eu, que já conhecia duas outras pessoas do grupo, comentei a respeito e eles também se animaram – inclusive, os conhecemos porque nos deram carona de SP até nossa base em Itamonte/ MG, para subir o pico no dia seguinte. Já éramos oito pessoas depois desse rolê. Na mesma semana resolvi fechar a acomodação e um dos amigos resolveu chamar mais duas pessoas, que gostaram da ideia. Fechamos o dia com dez!

Mas, como dez é pouco rsrs, convidei um casal muito amigo, sem muita expectativa de que topassem e no fim, eles também foram. Só sei que entre nós poucos se conheciam, íamos dividir carros de SP até lá, quarto de hotel e 4 dias inteiros.

Mas, e aí Thaise? Com esse tanto de gente desconhecida, como foi?

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Parece que foi bom! rs

Foi a primeira viagem em grupo que organizei, fiz amigos muito queridos e nos divertimos muito, muito mesmo.

Agora, contada essa história, vamos às dicas dessa cidade gracinha – Capitólio/ MG.

Por que ir à Capitólio?

Bom, nossa viagem foi em Junho/ 2017 – mas, acredite, esse post é bem atual –  pegamos um feriadão. Apesar de hoje estar na moda e muito cheio, vale a pena conhecer e se você puder, vá em dias de semana, fora de feriados.

Capitólio faz parte do Parque Nacional da Serra da Canastra, um parque gigantesco, com 198 mil hectares, que preserva a nascente do rio São Francisco. É a cidade mais famosa e com mais estrutura para o turismo. Só o fato de ser parte do parque já seria suficiente para conhecê-la. Ela é muito famosa por causa dos altos cânions, com mais de 20 m de altura, invadidos pela água verde do Lago de Furnas.

São muitas trilhas, muitas cachoeiras e piscinas naturais, muito verde e o Lago de Furnas, de onde saem os famosos passeios de barco que vocês veem no Instagram.

Melhor época

Nós fomos no início do inverno, chovia muito em SP, mas ao chegar lá, só vimos sol e tempo aberto. À noite as temperaturas caiam bem, vocês podem ver pelos trajes da noite de sábado, mais abaixo.

Sempre aconselho checar os apps de tempo e temperatura alguns dias antes, mas toda vez que vou à MG e vou muito, nunca consigo pegar a chuva que o app previa. Fica difícil prever muita coisa.

Ir após a época de chuvas é bom porque tanto as cachoeiras como o lago estão mais cheios.

Como chegar?

Para quem sai de SP, RJ ou outras cidades de MG, é bem fácil ir de carro. Também, existem opções de ônibus, é importante conferir o itinerário das empresas. A Expresso União leva saindo de São Paulo. A Viação Gardênia leva saindo de Belo Horizonte. Não encontrei nenhum saindo do Rio de Janeiro. Confesso que sem carro, é um pouquinho complicado, você acaba tendo que contratar guia para tudo, mas se seu orçamento permite, vai fundo.

O site da Click Bus é muito útil para fazer as buscas de onde saem ônibus e para quais lugares, mas a taxa de inconveniência, me desagrada – acho alta, mas é só minha opinião.

Se for de avião, a descida é em Belo Horizonte e de lá, você segue de carro.

Uso sempre o site do Mapeia, para calcular distância e gastos com combustível e pedágio, usando um valor médio para os dois itens. Faça a conta de acordo com o seu veículo.

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Isso ajuda muito na hora de convencer as pessoas de que o rolê não vai sair tão caro e assim, todo mundo já vai bem preparado.

Quantos dias ficar?

Sempre gosto de falar que isso quem decide é você, é a sua experiência. Ainda que você more em um lugar, não tenha a pretensão de achar que você vai conhecer e saber tudo. Por isso, faça como você puder!

Eu com certeza voltarei para essa região algumas vezes.

Minha sugestão? Quatro dias para curtir com calma e ver o que precisa ser visto de mais famoso.

Hospedagem

Hoje, se você buscar no Booking hospedagem com café da manhã, cancelamento gratuito (isso é bem importante) e localização de ótima à excelente, você tem 23 opções. A decisão tem que ser de acordo com a quantidade de pessoas e com o bolso delas.

Eu também sugiro que faça pesquisas de hospedagem fora dos sites de busca, nesse caso, foi o que eu fiz. A vantagem do buscador, como o Booking, é que você não paga nada antes, apenas usam o cartão de crédito como uma garantia.

Nós ficamos no Cyrilo’s Palace Hotel, reservamos quartos triplos. Uma porque tinha cama para todos, fica na entrada da cidade e à 700 m do centro. Ah e tem piscina e churrasqueira. Sim, usamos. Além disso, fica de frente para o Lago de Capitólio, uma baita vista.

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“Esse arrocha é pra você que achou que aqui tava chovendo, uh, vai vendo!” – eles cantaram.
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Vista da piscininha amor do hotel

Eles servem um ótimo café da manhã, são muito atenciosos e é super limpo.

Orçamento

Eu não sei vocês, mas não tenho problema algum em fazer o possível para economizar e ainda assim, ter as melhores experiências. Não veja isso como “pão durice”, “ser muquirana”, etc. Isso é uma forma de fazer tudo o que você precisa fazer na vida e ainda, viajar.

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Foto por Snapwire em Pexels.com

Estipulamos um orçamento e o cumprimos – foram R$ 700, incluindo tudo.

Dia 1

Check-in e Cachoeira do Lobo

Como dirigimos a noite toda, fizemos o check in e até a gente se arrumar, já era quase hora do almoço.

Saímos meio sem rumo atrás de um restaurante e em busca, também, da Cachoeira do Lobo.

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São 16 km do centro de Capitólio, metade em estrada de terra, e fica dentro de uma área de camping e pousada. É cobrada um taxa para entrar e tem estacionamento, é permitido o uso da piscina também. Infelizmente, não consegui nenhuma informação sobre o valor atual, mas pagamos cerca de R$25/ pessoa na época.

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A trilha até a cachoeira tem apenas 300 m e é super simples – mas, nesse dia aprendi que cada um tem seu limite e por via das dúvidas, faça devagar e com alguém. Não sofra!

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Foto: Google

Passamos a tarde nela e voltamos para o hotel, jantamos lá mesmo, eles têm um cardápio à la carte para quem quer fazer as refeições nele.

Dia 2

Passeio de lancha e buggy até a Lagoa Azul

O passeio de lancha é o mais tradicional da cidade, são inúmeras lanchas disponíveis. Na época, eu reservei duas lanchas com antecedência, mas pelo que soube, está bem fácil conseguir ali mesmo, nas barraquinhas.

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O local do embarque é na Ponte do Rio Turvo, um pouco antes da entrada da cidade. Inclusive, em frente à ponte, também tem as opções de restaurante para esse dia – que, aliás, indico o Restaurante do Turvo. Ali também fica o quiosque do buggy. Dia mais fácil, impossível.

 

Dica: procure saber sobre a reputação da empresa de lanchas que vai contratar, veja se tem colete para todos e se possível, espaguetes, para quem não sabe nadar (eu!).  

Gostamos muito da que contratamos, os pilotos até juntavam as lanchas só para que todos saíssem nas fotos. Eu realmente não vou lembrar o nome, se não, postava aqui, mas os valores não mudam muito. Hoje, vi que está em torno de R$70/ pessoa – quando fomos era R$50 e o meu ainda saiu na faixa, porque eu levei 11 pagantes. Olha a economia aí gente!

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O passeio dura cerca de três horas, tem vários horários ao longo do dia, mas os primeiros são os melhores – não está tão quente, não tem muita gente (não tinha né?!) e você pode aproveitar o resto do dia para curtir outras coisas. É nesse passeio que você conhece os famosos cânions e infelizmente, nenhum rapel estava permitido neles quando fomos #chateada. Nossa lancha nos permitiu levar os coolers, o que foi ótimo.

Mesmo que você saiba nadar, tome cuidado, é uma represa e assim como todas, tem muitos riscos. Eu entrei na água, de colete, e ainda assim, era “pesado” me manter no mesmo lugar.

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Essa foto foi tirada no pier de um estabelecimento que fica no lago. Juro que não lembro bem o que era.

Na volta, era 11h30 ainda, decidimos que queríamos alguma outra coisa e sem querer – esse não tava no roteiro – eu avistei um quiosque escrito “PASSEIO DE BUGGY”. Como diria meu caro amigo Gil – “AI QUE TUDOOOOO!”.

O passeio, que nos levaria até à Lagoa da Pedreira, que também não estava no roteiro, custava R$130/ pessoa (cada buggy leva 03 pessoas). Claro, que nosso querido amigo, vamos chamá-lo aqui de Muleke Piranha, um negociador nato, conseguiu, com muito custo, que ficasse por R$100. Carinho né? Mas é aquilo gente, só se vive um vez…

 

O caminho em si é bem bacana, com certa adrenalina, muita pedra, mas também um baita visu. Nós subimos, subimos e enfim, chegamos à borda da Lagoa da Pedreira ou Lagoa Azul, como os turistas chamam. Sim, é artificial, de uma pedreira desativada, mas a água é de chuva, ou seja, não há riscos.

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Olha, que lugar lindo ein! As “mina pira” para as fotos…

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O bugueiro para em algum lugar se você pedir e paramos em um mirante, de onde vimos a cidade toda e demos uns pulinhos. Amamos o passeio!

 

Antes de voltar ao hotel, eu tomei um baita rola, de cara no chão, em cima das pedras… fiquei com alguns belos hematomas, um roxo gigante na coxa, um caucário preso no dente (só saiu um mês depois, na cadeira da dentista, isso depois que ela acabou de rir da minha desgraça kkk). Meus amigos preocupados, mas rindo por dentro… enfim, com exceção da minha dignidade, estava tudo bem!

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Passamos no Mirante dos Cânions, já sem a luz do sol, mas onde deu pra curtir o visual. O bugueiro ficou em cima de mim, com medo que eu caísse de lá de cima, num tropeço haha. O mirante fica na rodovia, “facin” de achar. Ouvi boatos de moradores, recente, dizendo que uma rede de hotéis comprou a área e que esse mirante logo deixa de existir – pelo menos para quem não se hospedar no hotel. Será?

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Foto linda do Trilhando Montanhas, mostrando o mirante sem edição. Por que é cada filtro que colocam, que nem reconheço. É lindo assim!

Obs.: Não tenho foto sozinha no Mirante, pois a pessoa que as tirou nunca “a las envió” :S rindo de nervoso! Não sejam essa pessoa, tá migos?!

Noitada

Chegamos do passeio, tomamos aquele banho e sobrou para mim a missão de escolher um lugar legal. Essa é uma tarefa bem difícil viu, especialmente quando você não curte balada e bebida (SIM, sou uma aventureira careta e feliz!).

Encontrei um condomínio/ bairro chamado Escarpas do Lago onde há barzinhos e restaurantes. Resolvemos procurar um restaurante por lá… entramos no Hud´s Lounge.

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Bebo uma taça de vinho à cada 6 meses… e olhe lá!

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Só tenho a dizer que o lugar nunca mais foi o mesmo. Imagina um restaurante “elegante”, com pessoas comendo quietinhas, com seus vinhos e ninguém coloca o cotovelo sob a mesa. Isso não é uma crítica maliciosa, educação é bom e todos gostam, apenas não era nossa vibe aquele dia. MAS, onde Diadema e Zona Leste (vulgo ZL) chegam, nada permanece como está HA HA

Fizemos nosso pedido, bebemos, conversamos em tom educado, ao som de MPB suave e quase sem volume (muito bom, na verdade!). Mas poxa, era sábado à noite e não queríamos procurar outro lugar.

De repente, de nossa mesa sai um “toca Raullllll”, o cantor nos atendeu e então, começamos a variar. Quando percebemos, estávamos todos no salão, dançando, cantando alto, o cantor mega empolgado, as pessoas saíram das mesas e terminamos todos dançando músicas do Wesley Safadão. Fomos de “Evidências” (veja o vídeo) à arrocha.

 

Depois disso, eu nem lembrei que tinha celular… só deixamos fluir rs 

Gente, até os funcionários estavam se divertindo! Foram demitidos… brinks. Foi muita risada, dança, interação com pessoas que nunca vimos na vida. Foi demais! Não sei que horas voltamos para o hotel. Única coisa que lembro é que deixei o carro morrer na estrada, escura, sem sinalização e na curva… ninguém morreu, passam bem.

Com certeza, você encontra lugares mais baratos para um jantar, mas eu paguei com muito gosto. Diria que é $$$ e cobram couvert artístico.

Dia 3

Essa galera é da trilha – aliás, 90% das pessoas com as quais ando hoje, amam trilhas e aventuras. Resolvemos pegar essa que, é das mais famosas na região e que todo mundo pode fazer.

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É um parque de trilhas e cachoeiras, particular e de preservação e o valor para acessar a trilha é R$30. Tem quiosque restaurante, banheiro na entrada e uma loja de souvenirs. Super recomendo boné ou chapéu, não é à toa que a chamam de Trilha do Sol, sombra só em alguns pedacinhos. Estão abertos das 9h às 17h.

São três pontos de interesse: Cachoeira do Grito, Poço Dourado e Cânion do Limite.

 

Todas as trilhas são tranquilas, sério, e o que encontramos ao final delas, nossa… que delícia de lugar, que água.

Infelizmente, minhas fotos não fazem justiça ao lugar, mas o Instagram deles não me deixa mentir.

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O poço dourado faz a gente se sentir num filme do Indiana Jones, andando cânion adentro, com água na canela e sem saber o que vem na frente, eu “paxônei”… E sim, é dourado mesmo.

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Poço Dourado – foto: Portal Capitólio

O esquema é ir sem pressa, parar para banho, descansar, curtir cada pedaço de trilha e sair de lá ao fim da tarde. Aproveita e já almoça por ali mesmo, a comida é boa e o preço é $$. Peço perdão, mas NUNCA fotografo comida, não tem quem me faça. Mas, tenho aprendido a pelo menos, mostrar o cardápio e o lugar. Nesse dia, eu ainda não fazia isso.

Noite

Nessa noite resolvemos fazer um churrasco perto da piscina, que era só nossa e foi sucesso. Acabamos brincando de bicho-bebe (prefiro não comentar), rindo até a barriga doer, deitamos nas cadeiras perto da piscina, com cobertores, todos juntos – faz frio à noite, no inverno. Vimos as estrelas e dormimos felizes.

Dia 3 

Paraíso Perdido e volta pra casa

Deixamos esse paraíso por último porque seria mais viável, assim já pegaríamos estrada dali mesmo. Ele fica em São João Batista do Glória, a mais ou menos 50 min de Capitólio.

Aproveitamos a manhã por lá e foi meu lugar favorito. São “cânions” com 18 piscinas naturais e oito quedas d’água.

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Chegar até ele foi um pouquinho chato, porque não tínhamos certeza se acertaríamos a entrada, à partir da rodovia. Mas vimos as placas, deu tudo certo.

Lá também tem uma pequena estrutura, estacionamento, restaurante com comidinha simples e bem baratinha, além do camping. A taxa cobrada para o pernoite é de R$ 40 (vai aumentar para R$ 50 em 01/03/2019). Você pode usar o day-use, como nós, sem ter que dormir por lá. Eles oferecem cortesia, a cada 10 pagantes, o 11º é grátis. Está aberto das 08 às 18h.

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É só seguir a trilha pelas pedras e ribeirão até o lago. Se você for apenas até o lago, talvez não goste tanto do lugar. A melhor parte é atravessá-lo.

Mas menina, você não disse que não sabe nadar? Pois é, por isso que nossos anos de montanha nos ensinam a dar a volta por cima, tínhamos dois guias de montanha (amigos) no grupo e eles deram um jeito para os não nadadores rs. Olha, o que eu não nado, eu escalo viu?!

 

Mas, todos podem ir, desde que seguros, ok? Duas das amigas não foram, nos esperaram no lago.

Você sobe paredão atrás de paredão e vai até onde sua coragem permitir. Sei que subimos bastante. Lá em cima, tem um laguinho super gostoso, uma área para sentar e tomar um sol, um riozinho com árvores nas beiradas. Um silêncio absoluto, quer dizer, só o som do vento, das árvores e dos passarinhos. Não, minto, tinha o drone do Mlk Piranha também. Credo, que delícia!

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Se você tiver um drone, esse é o lugar…

Achamos tudo bem fácil, apesar da “escaladinha”, mas mesmo assim, todo cuidado é pouco. Infelizmente, com tantas pedras molhadas, tivemos um infeliz acidente, que prejudicou muito um amigo nosso, foi bem na hora de voltar para a casa. Não foi culpa de ninguém, mas graças à Deus, não foi pior.

Recadinho do local: Se for entrar nos ribeirões lembre-se que todos os ribeirões com piscinas naturais profundas oferecem perigo de morte e aqui existem váriaspor isso é importante trazer colete salva-vidas, tênis com solado de borracha que possa molhar que ajudam a evitar escorregões ao caminhar pelos ribeirões. Algumas marcas pintada em forma de pezinhos foram colocadas no chão para ter uma ideia da direção a seguir, mas você só deverá ir ate onde se sinta seguro. A pessoa deve ter uma boa mobilidade física e estar com bom condicionamento físico e mental. Evite chegar nas margens dos ribeirões a noite que é quando as cobras saem para caçar e não se pode prever enchentes.”

Ainda assim, foi a viagem mais gostosa que já fiz com amigos. Não sei explicar a sintonia, as risadas, os perrengues, nos ajudamos e nos divertimos muito mais do que podíamos planejar.

Outras dicas

Os únicos bancos na cidade são Bradesco e Sicoob.

Não se preocupe com refeição, não tem como você ficar sem opção. Saia e pare no primeiro que te der vontade. O custo da cidade, em geral, é barato.

Combustível nesses lugares costuma ser muito mais caro que em SP, por exemplo. Prepare o bolso!

O que eu vou visitar na próxima?

Morro do Chapéu – eu sempre prefiro a trilha, mas se você tiver um carro maior ou motor 1.6, vai até o topo direto. Aprecie sem moderação! Entrada grátis.

Cachoeira Lagoa Azul, Cachoeira Diquadinha, Cachoeira Fecho da Serra e do Grotão – Entrada Grátis.

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Fomos embora tristes…
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mas com trocos!!

Relato mais recente da Beatriz do @canalnossab

Gente, pedi para uma querida nova instamiga que mandasse um breve relato da experiência dela, mais recente, de 25/01/2019. Veja o que ela disse:

“Capitólio é um destino que dá para curtir muito as cachoeiras e piscinas naturais. Eu amei!

O paraíso perdido custa R$ 40/ pessoa e dá pra curtir o dia inteiro! A água de lá é gelada e as pedras são escorregadias. Lá não pega sinal de internet, o que é muito bom para realmente aproveitar! Sugiro levar dinheiro em espécie, já que o cartão dificilmente pega (por conta do sinal de internet). Lá tem banheiros, estacionamento e restaurante.

O passeio de lancha de 3h está em torno de R$ 90 reais/ pessoa [verificamos em outras empresas e achamos até por R$70, então bom pesquisar bastante] e te leva para conhecer os cânions (maravilhosos!), mas só tem 20 min para se banhar e nadar.

Aconselho se hospedar em Capitólio mesmo, porque achei Passos um pouco longe.

Não é um lugar muito aconselhável para viagens de terceira idade, porque as pedras dificultam a caminhada. Inclusive sugiro usar aqueles sapatinhos antiderrapante para água [vende na Decathlon], porque as pedras escorregam muito! Outros itens para não esquecer: água, capinha à prova dagua para celular, roupa de banho, toalha, boné e óculos de sol.”

Muito obrigada Bia, acompanhem a trip dela no instagram =)

Enfim, esse relato ficou um pouco maior do que os que costumo escrever, mas acredito que boas viagens são feitas de bons encontros e boas histórias. E é uma forma de dizer que também estou com saudades desses malucos.

Capitólio, obrigada porque foi em você que meu despertar ganhou força! 

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E não viaje sem plano de saúde com cobertura nacional. Se você não tem, importante contratar um seguro viagem, que é muito mais barato do que você possa imaginar. Clique aqui. E com meu cupom TOINDOATOA5, você ganha 5% desconto 🙂

Divirtam-se e me marquem quando estiverem por lá.

Beijão,

Thaise Caires (@toindoatoaoficial)

 

 

 

 

 

 

Lençóis Maranhenses: O que fazer em 4 dias nas dunas do Maranhão?

Os Lençóis Maranhenses é, sem dúvida, um dos destinos mais procurados e amados do Brasil e, com certeza, será um dos destinos tendência desse ano, portanto, se programe!

Dúvidas para planejar? Se liga nas dicas em 5 dicas para planejar as viagens em 2019

Primeiro post de 2019 é sobre um destino que habita a imaginação de muita gente e que parece caro, mas não precisa ser.

Eu resolvi visitá-lo porque as férias foram adiantadas, eu não tive tempo de programar o que eu realmente queria fazer e uma amiga me convidou.

Resolvemos tudo em um mês! Como era baixa temporada, não tivemos problemas. Às vezes, não planejar pode ser muito bom, sabia?

É um lugar para ir com amigos, em casal, com a família e tem para todos os bolsos.

O atrativo principal é conhecer o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses (PNLM), que tem uma área de “apenas” 155 mil hectares, além das pequenas lagoas que ficam fora dele.

Impossível dizer que é “só” isso… é como chamar o Atacama de “só” um deserto ou o Uyuni de “apenas” sal.

O parque e toda a região são lindos, intriga imaginar como aquilo tudo foi formado, é incrível mergulhar em água doce no meio do deserto.

Por onde começar?

São três cidades base: Barreirinhas, a mais famosa e com mais estrutura, Santo Amaro e Atins.

A primeira coisa é escolher a melhor época para a visita. Algumas lagoas têm água o ano todo, outras, apenas por um período – que, em geral, vai de Junho à Setembro.

Você pode consultar a situação delas no site oficial.

Fizemos essa viagem no fim de Setembro/ 2018 e mais alguns poucos dias, já não veríamos muita água.

Vou compartilhar aqui o roteiro por dia e, na minha opinião, 4 dias inteiros foram suficientes (para o meu estilo de viagem).

Lembrando que, por causa da oferta de voos até São Luís e do traslado entre a capital e as cidades, você “perde” um dia todo na ida e outro na volta.

Logo, esse roteiro teve 6 dias.

Como chegar?

De São Luís a opção é ir de van, legalizadas e com preço tabelado, até uma das cidades.

As vans, além de terem ar condicionado, te deixa na porta da sua hospedagem, ou você pode alugar um carro no aeroporto.

Vale lembrar que a entrada no Parque só é permitida com guias locais. Não senti falta de carro.

A estrada até Barreirinhas não é o que podemos chamar de tapete, mas já vi piores. O trajeto leva, em média, 3h30. Barreirinhas é a primeira cidade e a mais estruturada.

Sobre as outras cidades

Não conhecemos Santo Amaro, mas ouvimos que é uma cidade mais exclusiva e com um passeio à duas outras lagoas, que só podem ser acessadas por lá – melhor para quem vai entre Setembro e Abril.

Atins – Ah! Se eu soubesse teria ficado por lá. É uma Jericoacoara menor e mais roots, com pouquíssimas pessoas e, em geral, habitada por gringos construindo seus negócios nos quais brasileiros vão trabalhar.

Achei muito charmosa! Fizemos um passeio até lá e conto mais abaixo.

Dia 1 – Passeio de Jeep até o Parque e visita à Atins (dia todo)

Nesse passeio, que contratamos na noite anterior, no meio da rua, fechamos um dia todo, com dois guias e um jeep só nosso. O trajeto é sempre com muita areia e vento!

Visitamos 2 lagoas: Tropical (a mais famosa) e a Sete Mulheres.

A primeira lagoa é linda demais e olha que nem estava tão cheia. E o vento? Realmente chega a incomodar.

O gostoso é subir aquelas dunas enormes, descer rolando ou correndo e apreciar o entorno. A água tem uma temperatura muito deliciosa, não dá vontade de sair.

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Lagoa Tropical

Dali partimos para Atins, que fica à 20km. Meca do kitesurfe no Brasil, é o encontro do rio com o mar, onde venta pra Dilma nenhuma botar defeito e, com apenas um quiosque disponível, que serve algumas bebidas e poucos petiscos.

O local não é muito apropriado para banho de mar/ rio ou sol, especialmente porque fica lotado de kitesurfistas dando show. Além de ser uma faixa de areia muito pequena. Mas é um bom point (ainda falam isso?! Ha Ha)

Uma empresa oferece aluguel de equipamento e aula – R$250/ hora.

O centrinho é bem pacato, minúsculo, mas algumas pousadas e restaurantes estão ficando incríveis – e só abrem à noite.

Por isso, recomendo que durma pelo menos uma noite por lá. É a mais cara das três cidades e só carro 4×4 passa por ali.

Na volta, antes da última lagoa e do pôr do sol, fomos almoçar o famoso camarão do Seu Antônio: não vi nada demais, mas pelo menos a porção serviu as três.

Não sei se foi a época ou o Seu Antônio não estava, mas achei um serviço mega preguiçoso e quase não tinha opção para almoçar.

Almoço + bebida e uma cocada = R$ 40/ pessoa.

E por fim, ficamos horas na Lagoa das 7 mulheres, tomamos um banho maravilhoso, subimos dunas e vimos um dos pores do sol mais lindos de todas as viagens.

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Dica: todo mundo vai assistir o sol se por na Lagoa Tropical, que fica cheia. Nessa só tinha a gente 🙂 sunset mais do que exclusivo, né?!

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Tiramos fotos demais e saímos de lá quase no escuro. Atolamos no caminho de volta, sem luz! Quer dizer, sob a luz das estrelas… e que céu! Segunda atolada esse ano?! Má oeee! Ficam as experiências rsrs

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Valor do passeio/ por pessoa – R$120 (s/ almoço)

Depois de um banho na pousada, fomos jantar e achamos um restaurante nos fundos de uma casa, às margens do rio, quase vazio.

Comemos um peixe bem gostoso com um suco de bacuri, típico da região, por R$ 30.

Dia 2 – Vassouras, Mandacaru e Praia de Caburé (dia todo)

No segundo dia, saímos do Parque e visitamos uma área de lagoa também, mas bem menor.

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Vassouras ou Pequenos Lençóis é tão encantador quanto as demais lagoas.

O barco busca no próprio hotel, por isso, escolha um que fique às margens do rio (se possível).

O caminho todo é pelo rio, que aliás, merece ser apreciado. O rio é fonte de vida para a região, tem 120 km de extensão, águas calmas e muitos animais.

No caminho vemos até pés de açaí – que delícia.

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Cerca de 40 minutos e chegamos à Vassouras. Há uma lagoa bem grande, uma duna alta e atrás dela um parque eólico – é a terceira vez que visito um!

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Tieta do agreste – editada no app Lightroom

Há um restaurante rústico no local e… macaquinhos. São vários deles, que são fofinhos mas, ladrões.

Roubam tudo o que podem. Sou sempre contra mexer com os animais, não interajo, não dou comida, não ponho a mão. Acho que o fato de já estarmos ali, já é mudança demais na vida deles.

Depois seguimos para a vila de Mandacaru, cuja atração é o Farol de Preguiças. Eu amo faróis, então, com certeza eu subi. Ele não é muito alto, tem 35m, mas é bacana para ver a praia, o rio e a vila no mesmo plano.

A entrada é gratuita, eles pedem apenas que assinemos o caderno de visitas. A vila tem várias lojinhas de souvenirs e lanches. A visita ali é rápida, logo seguimos para a Praia de Caburé.

O que eu gostei nessa praia é o sossego. Não tinha nem 20 pessoas nesse dia – do jeito que eu gosto. A areia é branquinha e o mar, nosso bom e velho Atlântico, bravo.

O almoço deve ser pedido com 1h de antecedência e há chuveiro de água doce e rede para os clientes. Um prato de peixe, arroz e suco bem simples – R$ 45.

Vimos algumas casinhas coloridas, de madeira, mas não deu para entender se eram dos moradores – imagino que ir e voltar até ali todo dia seja cansativo – ou se era para hóspedes.

Infelizmente, nesse dia, o guia nos tirou da praia às 15h, quando o combinado era às 16h. Tivemos que ir embora na melhor hora. Falamos com ele, mas não adiantou, ele nos disse que entendemos errado.

Na praia oferecem passeios de quadriciclo, que dá a volta na “ilha”. Custa R$ 80 e dura 30 min.

Esse passeio custa R$ 80 e sai às 8h e retorna às 16h (é o que dizem).

Chegamos à tempo de pegar uma piscina na pousada, vendo o pôr do sol, como eu disse antes, à beira do rio.

À noite fomos à uma hamburgueria artesanal, a Rock ‘n’ Beer, cujo dono é francês, que serve lanches muitos bons e chopps artesanais, com preços maravilhosos. Sério! Muito justos.

Dia 3 – Lagoa Bonita (tarde/ noite)

Esse tour é o mais tradicional para quem visita a região, mas não por isso, o menos interessante. Foi o conjunto da obra mais lindo que eu vi lá!

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O nome é singular, mas são várias lagoas, cada um pode escolher uma e ter um sunset exclusivo.

Mas… o trajeto… só por Deus rs O caminho é feito em uma jardineira, balança muito, é areia – montes – por todo lado. Chacoalha demais, venta muito, então óculos e chapéu são muito úteis.

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Para chegar às lagoas, é necessário subir uma duna, um pouco inclinada e alta. Colocaram até uma corda para auxiliar quem precise. Acho que equivale à cinco semanas de exercício de panturrilha (brincadeira!). Com calma e paciência, todo mundo sobe.

O tour leva justamente para ver o pôr do sol, então, o bom é andar por ali, apreciar, tomar banho e curtir o fim do dia.

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Não se esqueça que tudo o que vai, volta. Quanto mais longe você for, mais vai demorar para voltar, não vai perder a carona ein?!

 

Esse tour também custa R$ 80.

Terminamos a noite em um restaurante muito gostoso, O Bambu, que serve de tudo, e comemos uma bela pizza e bebida, com direito à um forrozinho pé de serra – R$ 40.

Dia 4 – Piscina

Bom, pode ser que você não goste de ficar à toa em suas viagens, mas hoje em dia, penso como é bom. Tiramos o dia para descansar da andança e para bater papo na piscina. Saímos para almoçar na cidade, e acredite, encontramos apenas uma café aberto às 15h. Foi um achado, comemos um cuscuz com carne seca e manteiga de garrafa que oh, tava divino. E Divino, aliás, é o nome do café! Fica na Rua Prof. Viana, 62 e fecha às 23h.

Se você gosta de visitar os “cafezinhos” como eu, super recomendo. Bom gosto e preço muito bom. E finalmente, uma proprietária brasileira.

Na última noite, visitamos o restaurante Canoas, para um baita de um mix de frutos do mar, generoso. O prato serve três pessoas e custa R$ 180.

Outras dicas

Se eu tivesse interessada ou mais dias por lá, teria voado de monomotor sobre o Parque – eu costumo pagar por experiências – mas o fato de não estarem tão cheias me desanimou um pouco. O voo custa R$ 300 e dura 30 min.

Visitaria também outros pequenos lençóis, em Tutóia.

Voo

Os voos saindo de São Paulo custam, em média, R$ 700 (preços de 2018), considerando o período de lagoas cheias. Há preços mais altos em épocas de férias, como Julho.

Eu emiti passagem ida e volta, pela Latam, usando 18 mil pontos Multiplus. Poderia ter sido menos, se eu tivesse planejado.

Saiba mais sobre pontos Multiplus nesse artigo

Traslado

Pesquisei e vi que todos os preços são tabelados, então apenas me preocupei em procurar uma empresa séria (mas eu não me lembro qual, perdão!). Cada trecho custa R$60.

No aeroporto você encontra mapas com relação de diversos serviços e roteiros. Recomendo fechar o traslado antes, para evitar problemas.

Você também pode ir de ônibus, que sai da rodoviária. A viação Cisne Branco leva por R$ 51. Desvantagem: pouca oferta de horários.

Hospedagem

Ficamos na Pousada Beira Rio, fechamos lá mesmo. Acontece que havíamos reservado um hostel pelo Booking, porém, o local não era tão agradável para ficar. Na manhã seguinte, mudamos para esse.

Gostamos do local, mesmo simples, com café da manhã incluído e uma piscina pequena.

Na mesma rua dessa pousada, encontramos dois restaurantes, de comida caseira, e almoçamos por R$ 20.

A cidade não tem vida noturna, soubemos de algumas festas, mas normalmente fora do centrinho e frequentado pelos moradores. Então, para quem quiser, é só fazer amizades. Há alguns restaurantes com música ao vivo na Avenida Beira Rio.

Comemos um açaí (juçara) muito bom, sem xarope, com banana, granola e amendoim (!!!) por R$ 10. Não anotei o nome, mas fica em frente à duna, no centro da cidade. Sim, tem uma duna bem ali.

O que eu faria diferente?

Se eu não tivesse feito outra viagem antes dessa, estava de férias, eu teria ficado uns 3 dias em São Luís para conhecer. Teria também, dormido uma noite em Atins.

Definitivamente, eu faria a travessia ou trekking dos Lençóis, mas precisaria de mais alguns dias livres. Eu voltarei! Quem topa?

Dicas

Procure guias que deixam você levar o passeio e não o contrário. Percebemos que a maioria faz tudo correndo!

Você encontra muitas empresas no centro, só escolher uma. Fale com duas ou três e pechinche, se estiver em mais de duas pessoas.

Vale a pena visitar, porém, não ficaria mais do que cinco dias, mas é só minha opinião 🙂

Você pode, também, visitar Jericoacoara à partir de Atins. Uma viagem 2 em 1 não é nada má. A travessia é feita de barco.

Deixei stories dessa viagem nos destaques do instagram – @toindoatoaoficial. Se gostar, indique para seus amigos que estão planejando visitar essa região. Deixe seu comentário abaixo, isso ajuda na divulgação do blog.

Espero vocês nas próximas histórias! Obrigada por ler até aqui!

Feliz 2019 de muitas viagens e graça de Deus para vocês.

Bjs

Thaise Caires

 

 

 

 

5 dicas para planejar as viagens em 2019

É, o ano nem acabou e já estamos planejando viagens (ou qualquer outra coisa) para 2019? Sim, já dizia um filósofo contemporâneo por aí “Não planeje vingança, planeje viagens”.

Nesse breve texto, vou compartilhar 5 dicas para você planejar suas próximas viagens da maneira mais fácil e barata possível. E vale para qualquer viagem, desde as de fim de semana até às sonhadas férias em Acapulco.

1 – Veja seu orçamento

Você já pensou em quanto gostaria de gastar antes de começar a pensar na viagem? Não? Além de te ajudar a decidir o local, por eliminação, ainda te poupa diversos gastos desnecessários ao longo dela. Estipule o montante que você vai utilizar e faça o possível para encaixar o “sonho” nele. Eu sugiro que sente pelo menos um dia só para fazer e curtir esse planejamento todo.

2 – Como escolher para onde ir?

Essa é a tarefa mais complicada – escolher o destino, especialmente se o orçamento está mais gordinho. Depois de ter decidido o orçamento da viagem, o ideal é você anotar os 5 lugares que você mais gostaria de ir – seja ousado, vá até à Lua. Se fizer uma lista com mais de cinco, pode ser que continue difícil. Depois, naquele buscador famoso, digite um a um e veja se a época desejada é boa para visitar o lugar. Elimine da lista os que já não se encaixam. Em seguida, busque saber quais têm o melhor custo x benefício, faça as pesquisas de passagem aérea e hospedagem para todos os locais e veja qual sai mais em conta para a data escolhida. Lembrando que, nem sempre a mais barata é a que agrada mais, vá de acordo com a sua prioridade + orçamento e seja feliz!

Quanto mais flexíveis forem suas datas, mais chances de conseguir melhores preços.

Onde buscar as passagens? Eu recomendo o Skyscanner e o Kayak, além do app Passagens Imperdíveis, para ficar de olho em promoções relâmpago.

Como juntar pontos Multiplus e viajar mais em 2019?

E as hospedagens? Gosto muito do Booking.com e do Trivago. E para quem vai em mais de duas pessoas, o AirBnb super compensa.

E lembre-se de sempre pesquisar na janela privativa.

3 – Como decidir a melhor época para viajar?

Isso é bem relativo, porque tem lugares para todas as épocas nesse mundo de meu Deus. Porém, é muito fácil conseguir passagens baratas mas, ao chegar ao destino, descobrir que era época de seca ou cheia, de tempestades ou furacões ou ainda, de quase nada funcionando.

Então, decida o destino e se há passeios específicos e procure saber se a época é apropriada para ver o que você deseja. Por exemplo: Salar de Uyuni com chuva? Vá no verão; ver Baleias na Bahia? vá entre Agosto e Novembro; Água nas lagoas dos Lençóis Maranhenses? Visite o site oficial do parque.

Eu descubro essas informações falando com pessoas que moram no local, entro em contato pelas redes sociais ou falo com quem já foi. Infalível! Nada mais frustrante do que visitar um lugar dos sonhos e não aproveitar.

4 – Descubra detalhes sobre o destino

Precisa tomar alguma vacina específica? Precisa de visto? E o seguro viagem? Qual moeda levar? O aeroporto ou rodoviária é longe da hospedagem? O traslado é necessário?

Esses são detalhes que costumamos deixar para a última hora, mas não deveríamos. É  tão bom ter tempo para fazer tudo, não é? Então verifique tudo isso no “dia do planejamento”. Sabemos que o custo de uma viagem não está apenas em passagens e hospedagem, logo, todas essas coisas podem te custar tempo e também, dinheiro.

5 – Como gastar menos ao chegar lá?

Se você, assim como eu, quer viajar mais de uma vez ao ano e de preferência, sempre sem gastar muito, algumas dicas são úteis:

Procure pelo Free Walking Tour no destino – são grupos de voluntários que saem com turistas para conhecer a cidade e sua história, caminhando. Todos são bem-vindos, e em geral, há tours em inglês e espanhol, no exterior, e em inglês e português, aqui no Brasil. Cada participante paga o que achar justo ao final do tour, sem obrigações.

Eu mesma já fiz em: São Paulo, Curitiba, Buenos Aires, Madrid, Londres, Paris, Cidade do Cabo, Amsterdã e muitas outras cidades que visitei tinham, mas eu acabei não aproveitando.

Fuja dos pontos turísticos: Claro que ninguém vai ao Rio e não vai ao Cristo (haha eu já fui mais de 10x e nunca subi, confesso!) ou à Paris e não quer ver a Torre Eiffel, claro. Mas, se você conversar bem com moradores locais, até mesmo nos hotéis, táxis e restaurantes, pode descobrir lugares lindos e exclusivos, muitas vezes, gratuitos.

Exemplos: Piscinas Naturais em Ilha Bela/ SP, o bairro boêmio de Montmartre, em Paris, Atins no Maranhão, Perobas no Rio Grande do Norte, pra falar de alguns que eu já fui.

Coma onde os moradores comem: se tem uma coisa que eu não aceito é sugestão de restaurante pra turista – ODEIO rs – além de caros, em geral, tem comida sem graça e estão sempre cheios. O brasileiro gasta, em média, 25% do orçamento da viagem só com comida, é muito! Por isso, é bom colocar isso no planejamento sim, principalmente, se você come como eu 🙂

Pergunta (a menos que você tenha muita grana e com certeza não estaria lendo esse post rs) para o recepcionista do hotel, para um morador, para o atendente do supermercado e você vai ver o que é comida boa e barata. Além disso, sempre é possível visitar aquele supermercado mara e fazer sua comidinha. Que tal?

Quando fiquei em Londres por um mês, em 2017, almocei e jantei muitas vezes a comida ou lanches do Supermercado Tesco. Eram comidinhas muito gostosas e super baratas – cheguei a pagar £2 por um sanduíche bem farto. Não tenha medo de procurar!

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Foto por rawpixel.com em Pexels.com

Bom, sei cada um tem seu estilo de viagem e eu apenas tentei mostrar um pouquinho de como eu faço. Tudo pode ser adaptado! Espero que tenha sido útil e que facilite as próximas viagens de vocês. Compartilhe com os seus amigos e bora viajar muito em 2019!

Vou deixar aqui os links dos sites que uso para minhas pesquisas:

Skyscannerhttps://www.skyscanner.com.br/

Kayakhttps://www.kayak.com.br/

Trivagohttps://www.trivago.com.br/

AirBnbhttps://www.airbnb.com.br/c/thaisec?currency=BRL – USE ESSE LINK E GANHE R$ 130 DE CRÉDITOS EM SUA PRIMEIRA RESERVA!

Booking.com  – https://www.booking.com/s/13_6/79d89ce9 – Nesse link você ganha R$40 de créditos na reserva e eu ganho também.

Quanto Custa Viajarhttps://quantocustaviajar.com/ – Nesse site, é possível fazer pesquisas de média de valores que você vai gastar por dia, em qualquer destino.

Seguros Promo – cotação e compra de seguros viagem – www.segurospromo.com.br/p/toindoatoa/parceiro – Comprando nesse link, eu recebo uma comissão que não altera em nada o valor que você paga ao final. Sempre posto no Instagram quando há descontos ou promoções, fique ligado!

Melhor Câmbio – cotação e compra de moeda – https://www.melhorcambio.com/

Se tiver perguntas ou dicas de como você costuma planejar, só deixar nos comentários abaixo, prometo ler e responder.

Bjos e bom ano novo para todos!

Thaise (@toindoatoaoficial)

 

 

 

 

 

Work & Travel: Já pensou em trabalhar nos Estados Unidos, ganhar em dólares e ainda viajar?

Mas o que é esse Work & Travel, Thaise?

Ganhar em dólares? QUEREMOS! E quando queremos?  Já! 

Para dar início à esse assunto e deixar uma pulga atrás da sua orelha (que papo de velha!), convidei a Tarsila, do blog Travelover e Youtube Tarsila Travelover (@tarsilatravel), que está indo para seu terceiro Work & Travel, aos 24 aninhos, para falar mais sobre isso.

Antes, o porque desse assunto:

Aos 32 anos eu vi que, apesar de ter feito muita coisa bacana e interessante – contrariando as previsões pessimistas de quem acha que nascer “pobre” e morrer “pobre” é sinal de honra e de que, algumas coisas são apenas para pessoas ricas de dinheiros – eu nunca fui muito “esperta” ou corajosa o suficiente para descobrir um mundo além das minhas quatro paredes.

Comecei a descobrir esse mundo novo mais tarde, por volta dos 28, 29 anos. Hoje vejo a importância de sermos incentivados a ir além da escola, da faculdade e do bate cartão empresa… Hoje, me arrependo de não ter tentado uma oportunidade como essa quando eu pude.

Parece exagero, mas gostaria que ao menos uma pessoa se inspirasse com essa e outras possibilidades que trarei aqui no blog, e percebesse que se pode fazer bem mais do que apenas aquilo nos é oferecido. Busque você algo novo!

Voltando ao assunto, vamos à conversa:

Thaise: Tarsila, vamos começar explicando o que é o Work & Travel, o que comem, onde vivem? rsrs
Tarsila: Ha Ha o Work & Travel é um programa remunerado, regulamentado pelo governo americano, que promove contato entre empregadores e possíveis empregados, para trabalharem temporariamente no país, nas férias da faculdade.

Thaise: Por que fazer um intercâmbio como o Work & Travel?
Tarsila: Um intercâmbio de trabalho como esse traz inúmeros benefícios: Desenvolvimento pessoal como responsabilidade, auto confiança, aprimoramento de língua inglesa, além do dinheiro ($$$$) e da experiência profissional estrangeira no currículo.

Thaise: Muitas pessoas querem saber como estudar ou trabalhar nos Estados Unidos. Você acredita que talvez essa seja a opção mais fácil?
Tarsila: Acredito que seja a opção de intercâmbio com melhor custo-benefício. Só não digo que é a mais fácil porque existem alguns pré-requisitos.

Thaise: Para quem é esse tipo de intercâmbio?
Tarsila: Todas as pessoas que tenham entre 18 e 28 anos, que estejam cursando alguma graduação e que já consigam se comunicar mesmo que com dificuldade, em inglês.

Thaise: Então, por onde começar?

Tarsila: Começa na hora em que você decide se esse tipo de intercâmbio é pra você. Ele exige muito, são muitas situações desafiadoras. Além da língua, você precisa se adaptar à uma cultura diferente, cuidar das suas próprias coisas, como onde morar e fazer suas refeições, organizar seu próprio dinheiro e trabalhar muito. Não é um trabalho “coxa” não, são, no mínimo, 32 horas por semana.

Thaise: Qual o investimento médio de um curso desse?

Tarsila: Bom, sem contar passagens aéreas e visto, o custo do programa é de USD 2000 e, as agências costumam facilitar o pagamento. Quanto antes você começar a pagar, mais tempo tem de se programar com as parcelas.

Thaise: Há algumas opções onde o inglês não seja tão necessário no primeiro momento?

Tarsila: Você precisa garantir o mínimo da comunicação, especialmente porque você precisa lidar, antes de ir, com a entrevista de emprego com a empresa e a do visto que são ambas em inglês. As agências recomendam que você tenha inglês intermediário e fazem um teste de inglês para checar sua aptidão, antes de fechar o programa.

Thaise: Você acha ideal fazer no início da faculdade ou deixar para o último ano?

Tarsila: Quanto antes melhor, porque assim, você pode pode tentar aproveitar e ir em todas as suas férias da faculdade, melhorando cada vez mais o inglês e também, seus horizontes. No fim do curso, as pessoas já estão mais voltadas a buscar oportunidades de trabalho na sua própria área.

Thaise: Tem descontos para quem vai pela segunda ou terceira vez?

Tarsila: Sim, a cada ano você pode conseguir um desconto no valor do programa.

Thaise: As vagas estão relacionadas aos cursos de graduação?

Tarsila: Não. Eu estudo Biologia, mas as vagas são para trabalhos operacionais – cozinheiro, atendente, recepcionista, caixa, garçom, entre outras.

Thaise: Qual o período mínimo de permanência?

Tarsila: Varia de 03 a 04 meses, sendo um mês de férias, o que eles chamam de ‘grace period’, onde você está proibido de trabalhar e, então, você tem esse mês para curtir o país. Mas também dá para fazer algumas viagens mais curtas durante o período do trabalho.

Thaise: Como escolher pra qual cidade ir e qual trabalho fazer?

Tarsila: Importante conversar com uma agência de intercâmbio, lá eles podem te passar uma lista de cidades, empregadores e vagas. Importante pensar no que você gosta e/ ou tem habilidade. Gosta de frio ou calor? Prefere público ou números?

Assim você consegue encaixar algum lugar e trabalho mais facilmente. Dentro de um mesmo local, há diversas funções que você pode exercer.

As vagas não estão relacionadas à sua formação. Importante também pensar quanto vai custar morar naquela cidade. O site Quanto custa viajar pode te ajudar nessa pesquisa.

Thaise: Quais países oferecem esse tipo de intercâmbio?

Tarsila: Atualmente somente Estados Unidos (importante consultar as agências sobre outros países).

Thaise: Qual o visto exigido para esse programa?

Tarsila: Para esse programa é o J1 – que também é exigido para Au Pairs (babás). O valor hoje é USD 160, mesmo valor do visto comum de turista, mas com formulários diferentes. Dá uma lida no post abaixo e entenda mais sobre o visto.

https://travelover.com.br/blog/visto-j1

Thaise: E sobre a hospedagem?

Tarsila: Alguns empregadores oferecem o ‘housing’. Todos os ‘internacionais’ ficam nessa casa. Se não estiver disponível, as agências e/ou os empregadores auxiliam na busca por um.

Lembrando que os aluguéis são pagos pelo intercambista, com seu próprio salário durante o programa. Existe a opção de alugar um espaço privado, e também é possível trocar, caso haja interesse.

Thaise: E sobre os salários?

Tarsila: Os valores variam de USD 7 a 12/ hora. Importante que você veja isso no momento de fechar o programa. É bom lembrar que a conta entre o que você vai receber e o que você vai pagar de aluguel, por exemplo, é o que define o melhor negócio para você.

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Thaise: Como são pagos os salários?

Tarsila: Pode ser em pagamento direto na conta – e você tem direito a abrir uma conta em um banco americano e sem taxas. Antes de voltar pra casa, você saca seu dinheiro e traz de volta.

A parte boa de não fechar essa mesma conta é que, se eu for novamente para os EUA, posso mandar esses mesmos dólares para o banco onde tenho conta e não pagar o IOF (imposto sobre operações financeiras), porque o cartão já é americano.

Com o holerite, você pode sacar o seu dinheiro no banco, pessoalmente.

Thaise: Como escolher a melhor agência?

Tarsila: No site da Belta (http://www.belta.org.br/), que reúne as principais empresas de intercâmbio do Brasil, você encontra todas as agências cadastradas e seus programas.

Procure pessoas que tenham feito o programa e peça referências, isso ajuda muito. Tem que ter o melhor custo x benefício.

Thaise: E sobre aproveitar o local de trabalho de ‘graça’?

Tarsila: Existe a opção de curtir o local de trabalho de graça ou por valores menores do que os cobrados aos turistas. Sobre o snowboard, por exemplo, um esporte muito caro, eu aproveitava a estação de esqui em que trabalhava, de graça.

E as estações vizinhas por metade do preço ou menos. Um day-pass pode custar mais de USD 100. Dependendo de onde você trabalha, a economia com a diversão pode ser bem alta.

Thaise: Dicas para economizar na viagem?

Tarsila: Para começar, cozinhar. A hospedagem hoje significa 25% do orçamento dos viajantes brasileiros. Eu viajei, comprei, saia para jantar de vez em quando e mesmo assim, essa foi a forma que me fez economizar mais. Você é quem decide entre o ‘só se vive uma vez’ ou ‘prefiro investir e curtir mais depois’.

Thaise: Dá para economizar e trazer $$ de volta?

Tarsila: Sim. E muito!!! A questão é se organizar. O custo-benefício é incrível. Fiz um post no blog e um vídeo no YouTube, mostrando até o contracheque, para mostrar como vale a pena.

https://travelover.com.br/blog/work-experience-vale-a-pena

Thaise: Dica sobre escolha de lugares famosos?

Tarsila: O ideal é escolher um local que fique próximo ao local famoso do seu interesse. Se você tem interesse em conhecer NYC, por exemplo, onde o custo de vida da cidade é muito mais caro, você pode optar por trabalhar e se hospedar em uma cidade menor.

Deixa para curtir a cidade famosa nos dias de folga, os custos serão muito menores.

Thaise: É possível receber os impostos pagos de volta?

Tarsila: O contracheque mostra os valores pagos de cada imposto: um federal, um estadual e um municipal. Existem empresas que cobram para assessorar quem quer resgatar esses valores.

Eu descobri outra forma, muito mais barata, e em breve, vou lançar um guia de como resgatar 100% desse valor de volta, sem gastar muito.

Thaise: Gostaria de comentar mais algum detalhe, outra dica?

Tarsila: Sim, claro. O governo americano solicita que seja preenchido uma avaliação mensal, onde você explica as condições em que se encontra, o que tem feito em seu tempo livre, se está tudo correto com o empregador, hospedagem, se está bem de saúde, etc. Depois disso tudo é só aproveitar a viagem e os lucro$!

Agradeço muito à Tarsila por ter topado fazer essa live no Instagram e depois me ajudado a montar esse post. Essa conversa NÃO substitui uma visita à uma agência, nela, você pode tirar todas as suas dúvidas.

Outro detalhe importante: NÃO se esqueça do seguro viagem, com certeza as agências vão falar dele com você! É imprescindível ter um, especialmente nas terras do Trump.

Se quiser saber mais sobre seguro viagem, tem desconto disponível, é só clicar aqui: https://linktr.ee/toindoatoa

Se ainda ficou alguma dúvida, sugestão ou emojis, coloca aí nos comentários que eu ‘vou estar ficando feliz’.

Espero que tenha sido  inspirado com essa ideia!

Thaise 🙂