Sengés-PR: 4 dias de cachoeiras e belezas naturais

Quer passar 4 dias de cachoeiras e belezas naturais gastando pouco? Então, está na hora de conhecer Sengés, no Paraná.

Foi lá que decidi passar o carnaval 2019, tentando fugir dessa festa que não é nada minha cara.

Então… como estou focada nas férias esse ano, reforma, cursos (vida adulta é isso!), os rolês do primeiro semestre TÊM que ser baratos. Vocês me entendem?!

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Mas, aliás, como dizem por aí, vamos parar de choradeira com esses problemas de branco e vamos à luta! Quer dizer, viagem.

Eu queria um lugar barato, fora de São Paulo e sem carnaval, afinal não é minha data favorita. Pensei em 10 lugares antes de decidir ir pra lá. Arrependida?! Não mesmo.

Portanto, se você curte lugar bonito, natureza e ama viajar de carro como eu, essa viagem é pra você!

Por onde começar?

Ter pelo menos 3 dias inteiros é a pedida.

Importante escolher o lugar mais estratégico para se hospedar, para não se cansar tanto nos trajetos, bem como não gastar tanto combustível.

Além disso, escolher uma boa época, por causa do clima. A região sul é mais fria em boa parte do ano.

Recomendo ir de carro, a menos que queira contratar algum guia e na minha opinião, não há necessidade.

Como chegar?

O aeroporto mais próximo é o de Curitiba, mas você vai precisar de carro mesmo assim.

Saindo de SP, seguimos por cerca de 400 km até Jaguariaíva, uma cidade depois de Sengés, onde nos hospedamos.

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A cidade grande mais próxima é Itararé, ainda em São Paulo e Ponta Grossa, essa já no Paraná. Lugares bacanas e baratos para visitar também!

Hospedagem

Em Sengés, pelo menos pela internet, encontrei apenas uma hospedagem e estava lotada. Mas, me informaram, que há mais opções sim, a luta é encontrá-las se não estão on-line.

A opção mais fácil e econômica que achei foi em Jaguariaíva. Há opções em Itararé também.

Ficamos no Hotel Conde Matarazzo, reservei pelo Booking – reserve através do programa Multiplus e ganhe pontos que viram milhas – falo sobre isso nesse post aqui. Mas você pode reservar por telefone também.

O wi-fi não é dos melhores nos quartos, mas quem viaja comigo sabe, não faço questão alguma, então eu nem me atento à isso nas reservas.

É mais uma pousadinha do que um hotel, tudo na região é bem simples. Tem café da manhã, muito básico, com duas frutas, suco artificial, bolo, pães e frios, café e leite.

As 4 diárias saíram por R$150/ pessoa – quarto triplo ou R$165 em quarto duplo. Pechincha! Para o nosso tipo de viagem, achamos suficiente, fomos apenas para dormir.

Essa é a mascotinha do hotel…

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Mas também, vimos dois outros lugares muito bons também, que serão minhas opções nas próximas visitas – Pousada San Juan e Hotel Conde Alemão.

Roteiro

Vimos que se ficássemos uma semana toda teríamos o que fazer, mas tínhamos os quatro dias do carnaval apenas, sendo que o último dia é só aquela correria para voltar pra casa.

Encontramos pouca informação em blogs – e não conhecíamos ninguém que tinha ido – e um que ajudou muito foi o da Aline do Blog Uma Sulamericana.

Enfim, decidimos fazer assim:

Dia 1 – Cachoeira do Lago Azul + Cachoeira da Andorinha

Dia 2 – Trilha das 7 Cachoeiras – 14 km

Dia 3 – Cachoeira do Navio, Cachoeira do Erva Doce, Cachoeira do Sobradinho (Véu da Noiva) e Cânion de Jaguaricatu

Dia 4 – Mirante da Cachoeira do Corisco

Refeições em Jaguá (íntima já!)

Gente, pense em um lugar BBB? Ficamos impressionados e animados com os precinhos camaradas – o que certamente não significa má qualidade.

Um curitibano me disse que são preços normais e que nós, paulistas, somos ricos mesmo rs enfim, eu achei muito em conta.

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Aliás, em Sengés eu me lembro de ter visto apenas uma padaria aberta nos dias que passamos por lá, tudo bem simples mesmo.

Em Jaguá, comemos em buffet à vontade por R$22,90. Jantamos lanches fartos – x-tudo, x-salada – por R$10. Comemos pizza bem recheada por R$20. Vi até mega coxinha por R$5. Meu Deus!!! HA HA

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Foto por Pixabay em Pexels.com

E aí? Barato ou não?

Detalhes

Em resumo, a cidade de Jaguariaíva possui apenas uma farmácia 24h, a farmácia dos Trabalhadores. A cidade tem Bradesco, Caixa Econômica e Itáu e não existe vida noturna, então, quem gosta de sair costuma ir à Itararé, que fica a cerca de 56 km.

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Foto por Chad Kirchoff em Pexels.com

Internet por lá, se 4G, só a TIM funcionou – testamos Vivo, Tim e Nextel.

Há uma borracharia na cidade e outra na rodovia, essa 24h. Nós precisamos! Um parafuso furou o pneu do carro e só vimos antes de pegar estrada.

E todos os lugares que visitamos aceitam cartão.

Sobre os proibidos

Com certeza você vai ver fotos do Poço do Encanto e do Pontilhão Parque da Barreira. Sim, você vai querer tirar fotos, entretanto, estão proibidos e fechados.

O Poço fica dentro de uma propriedade particular, que pertence à uma empresa chilena e não há acesso. Além disso, soubemos que a água também não está própria para banho.

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Foto do blog Uma Sul Americana

Não lembro bem do relato dela sobre o poço, mas podem conferir no blog. Na cidade fomos avisados que agora há vigilantes por lá. Eu não estava muito afim de tomar tiro dessa vez HAHAHA

Comentário: andei vendo umas propagandas de Itararé usando esse poço como se fosse deles. Estamos de olho!

Cachoeira do Lago Azul + Cachoeira da Andorinha

Se eu contar ninguém acredita rs fica há apenas 20 min do centro de Jaguá e ainda assim, conseguimos nos perder.

Embora placas na cidade sejam coisa quase rara, para não dizer inexistente… erramos a entrada que dava acesso ao estacionamento, MAS, como sempre, o erro deu bom. Postei no stories do instagram e deixei nos destaques.

Não fosse isso, não teríamos encontrado uma linda estrada de terra cheia de eucaliptos e outras cheias de pinheiros. Claro que teve sessão de fotos!

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Nossa sorte foi que não estava chovendo, o carro era mais alto e que, tínhamos o drone.

Não há necessidade de ser um veículo 4×4, mas os carros baixos sofrem um pouco naquelas bandas.

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Vou contar no stories (Instagram) o segredo por trás desse céu 🙂

Sim, precisamos colocá-lo no ar para achar o que queríamos e ainda assim, quase não deu.

No fim, paramos no fim do percurso, sentido contrário, onde pelo que vimos, ninguém vai. Paramos o carro às margens do rio, descemos poucos metros no meio do mato em um pouco de lama e chegamos.

Curtimos o primeiro trecho de piscina e queda do rio Jaguaricatu e fomos descendo pelo próprio rio, que não passa da canela, parando em alguns lugares até chegar à Cachoeira das Andorinhas e depois, ao lago azul.

Nesse caminho encontramos o Carlos e a Bel e resolvemos pedir informação sobre o tal lago azul. Se não fosse por eles, teríamos voltado porque não havia ninguém além de nós e nenhuma sinalização.

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Para pegar a trilha até a Cachoeira das Andorinhas, andamos no rio e antes da queda d’água mais forte, entramos na trilha à esquerda. A trilha é fácil e segue até à cachoeira. Para acessar a queda e a piscina, é preciso trepar num cipó (mais conhecido como raíz), mas é bem tranquilo.

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Ali já encontramos uma meia dúzia de pessoas lendo, tomando banho… não tem lugar para sentar à não ser nas pedras. Subindo as rochas, é possível ver o precipício que a queda forma e que termina em um cânion. Surreal!

Mas não só é um local mais perigoso, como também, desnecessário. Mas para quem faz questão, só não morrer, por favor.

 

Subindo pela trilha há um mirante onde você pode ver a queda de cima e é muito mais seguro.

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Antes da cachoeira há uma trilha para a parte de dentro do cânion, queríamos muito fazer, mas como demoramos para nos achar, deixamos para outro dia. Entretanto, esse dia não chegou e ficou pra próxima mesmo.

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Na volta, encontramos uma padaria em Jaguariaíva, na rua do hotel, única melhorzinha que encontramos aberta, onde jantamos um belo lanche por R$10.

Uma coisa sobre os moradores: que povo simpático e fofo! Não sei vocês, mas já ouvi muito falar sobre a falta de hospitalidade do povo do sul, mas eu até hoje, não provei dela. GrazaDeus!

Gasto do dia: R$30 – almoço + lanche + bebida

Trilhas das 7 cachoeiras – 14 Km

Se não tivesse uma trilha, não seria eu né não?rs Claro, porque a galera topou. Tudo é democraticamente decidido nessas viagens.

Para esse dia precisamos contratar um guia, única vez aliás, e infelizmente, também foi difícil encontrar um. Depois de muito pesquisar, um dos amigos encontrou um rapaz novinho, que apelidamos de Toddinho HA HA, e que cobrou super barato.

Como somos meio sem parafuso, fomos. Sempre com lanterna, bússola, canivete, mapa off-line!

Aliás, logo menos, vou fazer um post com dicas do que levar para as trilhas e vou indicar perfis e blogs que são experts nesse assunto, onde aprendo muito.

Não vou divulgar o nome dele aqui, primeiro porque é muito jovem, segundo porque ainda não tem cadastro no Cadastur – não é um guia oficial. Portanto, posso acabar com sua carreira sem nem tê-la começado ainda rs

Posso dizer que deu tudo certo! Visitamos 5 cachoeiras na verdade… mas, porque descobrimos que eles contam duas vezes uma mesma cachoeira que tenha duas quedas.

Encontramos o Toddinho em Itararé e de lá, voltamos para Sengés para seguir até a Cachoeira do Postinho, a primeira parada da trilha.

O caminho é basicamente de terra e campos de soja. O visual é muito lindo nessa região! Há muitos agricultores por ali. E falando nisso, você sabia que o Paraná é o maior produtor de grãos do Brasil?

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osmais.com

No caminho, paramos na casa da Dona Augusta, que serve, sob encomenda, um café da roça ao final do dia para os trilheiros cansados. Fizemos a encomenda e partimos para a trilha.

Há um estacionamento antes de começar o percurso e de lá, caminhamos cerca de 5 min até a primeira cachoeira.

De cara, já ficamos bestas com a vista linda da região, de muitos pinheiros e aquela água cor de coca-cola. E demos muita sorte com tempo aberto e firme (mesmo com a previsão horrível que vimos dias antes!)

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Começamos na parte alta da Cachoeira do Postinho e aproveitamos para fazer umas imagens de drone.

Depois dela, não passamos na segunda cachu, segundo o guia, não tão interessante quanto o resto das quedas e então, seguimos para uma subida tranquila #sqn. O bom é que tudo é tão bonito que nem sofremos.

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Quem viu a corda de rapel, é viciado como eu!rs

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A segunda parada foi na Cachoeira dos Veadinhos, onde fica o melhor poço para banho, e encontramos até a galera do pedal. Ficamos por um pouco mais de tempo nela.

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Não achamos a trilha difícil não, apenas um pouco cansativa. O fato de estar bem quente, faz parecer pior.

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A terceira queda, a Cachoeira do Lageadão, que eles contam como duas, tem a parte de cima, boa para fazer imagens do drone, ficar pensando na vida… e a parte de baixo, cuja descida é literalmente se agarrando em raiz e cipó, onde tem o poço. A queda é bem forte!

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Parte de cima
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Parte de baixo (Efeito foto LIVE do Iphone. Modo Alta Exposição)

Seguimos depois para a Cachoeira dos Bugres – cuja subida apelidamos de subida do ‘The Monio’. Essa só dá pra curtir a parte de cima, mas claro, veja na foto abaixo, curtir literalmente.

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Vista do drone, sentados na borda da queda!

Na minha humilde opinião, não façam isso rs Meu lema é “aventureira sempre, não idiota”…

O visual é incrível, apesar de os pinheiros serem considerados pragas na região, uma porque não são nativos de mata brasileira, vieram do Canadá, outra porque sugam muita água e nutrientes da terra, o que prejudica o restante da vegetação.

Acho que quando olhamos o conjunto da obra, ficamos ainda mais encantados.

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Última parada, Poço Fundo. Dizem que nem os bombeiros conseguiram encontrar o fundo desse poço, devido à pressão debaixo d´água. Mas para nadar, liberado, se joga!

Há uma queda d´água também, que não dá pra ver do Poço, é preciso descer as pedras para acessá-la.

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Poço sem fundo
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Todo mundo merece seu próprio gif

De lá, seguimos a trilha final até o estacionamento. A trilha não é ida e volta, em resumo, damos uma volta do início ao fim.

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Pegamos o carro e seguimos para o cafezinho de Dona Augusta… Aliás, fome? Temos!

Casa simples, gente simples, comida simples… que vida boa ôôô, que vida boa! Tomamos uma cafezinho muito bom, com calma, por R$15. E lá você pode usar o banheiro também.

Nesse dia, o fim de noite foi com pizza e jogando mau mau – jogo criado para criar discórdia entre família e amigos!

Gasto dia: R$75/ pessoa – guia + café da tarde + pizza

Cachoeira do Navio, Cachoeira do Erva Doce, Cachoeira do Sobradinho (Véu da Noiva) e Cânion de Jaguaricatu

Enfim, acho que foi o dia que eu mais gostei. Lembra do casal de amigos que conhecemos no primeiro dia? Foi dia de reencontrá-los e foram super legais de nos levar para o roteiro de hoje.

De Sengés, foram cerca de 15 minutos até à Cachoeira do Navio. Achamos um lugar muito gostoso e ótimo, por ser muito perto.

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Você pode descer até a base da queda, mas não é o caminho mais fácil, tem que tomar cuidado e ir devagar. Além disso, a correnteza é bem forte.

É nesse rio que é feito o rafting do Encanadão, que só fiquei sabendo que existia quando cheguei lá… apesar das chuvas, o rio não estava tão alto. Assim tenho mais um motivo para voltar.

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De lá, seguimos para a cachoeira do Erva Doce, que fica no bairro do Erva Doce. Vimos vários lotes, como se fossem pequenas chácaras por lá. É um bairro bem rural.

Deixamos o carro na rua-estacionamento e caminhamos em trilha “creme de avelã famoso” por cerca de 5 min.

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A faixa de areia é bem pequena e no poço a água bate na canela. Muito bom para crianças. Aliás, até encontramos algumas.

A queda é bem bonita, pena que não bate muito sol ali, fica bem gelado…

Da estrada já vemos a maior de todas, a mais famosa, musa… Cachoeira do Sobradinho (ou Véu da Noiva). Os moradores de Itararé e Sengés escolhem os nomes que querem, então muitas tem dois nomes. Rola uma certa briga entre as cidades.

A entrada leva à uma trilha, fácil também, que leva à queda. Essa é surreal! O lugar todo é incrível.

A queda é bem forte, ainda que soubemos que nem estava no seu máximo. O poço é muito grande, tem as bordas rasas e o meio, fundo. Tem vegetação à volta e algumas pedras para sentar.

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Fiquei encantada e agora é a minha segunda cachoeira favorita no Brasil… a Casca D’Anta, em MG, ainda é minha musa maior!

Foi onde passamos maior parte do dia… sem pressa. De lá, seguimos para a parte alta da queda.

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Vista de cima

Tem sinalização? Não. Tem mata? Sim. Pode ter cobra? Também. Afinal, é natureza…

Seguimos de carro por 3km estrada acima, deixamos o carro em um canteiro e como o Carlos, nascido em Sengés, sabia o caminho, nos embrenhamos no mato até o início da queda. As pedras lembram o Vale da Lua na Chapada dos Veadeiros (que conheço por foto).

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Há algumas piscininhas para banho e podemos chegar bem perto da borda, embora eu não aconselhe. Quando você chega perto, as pessoas lá embaixo gritam “Sai daí seu filho da @#&*!” kkkkkk

Satisfeitos, seguimos para o Cânion do Jaguaricatu. Não seria possível ver o pôr do sol, que se punha do lado oposto, mas a luz ainda era muito boa. Mas antes, uma grata surpresa – campos enormes de soja, amarelos… um céu azul de doer e um coração grato à Deus pelos dias lindos.

A trilha, também, é muito fácil. O mirante é bem largo, cabe muita gente, mas, ficamos a sós! Ver aqueles cânions gigantescos, com paredões de até 80 m, por onde o rio corre… é divino.

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Certamente eu tirei uns minutos para deitar, fechar os olhos e me desligar por um momento.

Me apaixonei! Meu primeiro cânion… meu ano cheio de primeiras vezes já.

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Voltamos para o hotel gratos ao Carlos e à Bel, que nos levaram, foram super gentis e nos fizeram lembrar o porque viajamos. Foi um dia delicioso e custou vários nadas!

Gasto do dia: R$15 – lanche + bebida (jantar)

Mirante da Cachoeira do Corisco

Não teve! rs Pessoal resolveu acordar tarde, sabe? Fiquei brava, sim. Reclamei? Um pouco. Mas eu voltarei!

Enfim, fica essa dica para quem for – visite o Mirante. Você vê a queda de longe apenas, mas pelas fotos e relatos, vale a pena.

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Foto: Deskgram

Custo zero!

Em suma

Dicas para todas as atrações: leve lanchinhos, água, isotônico, use bota ou um bom tênis e lembre-se, você vai se molhar. Um boné também não é nada mal, apesar de que há muita sombra. REPELENTE é essencial!

Se você mora no Sudeste, Sul ou MS, vale muito a pena ir de carro. É um destino que ainda vai ser descoberto… aproveite enquanto ainda não foi.

Sem dúvidas, há mais o que conhecer na região, quatro dias é apenas um gostinho de tudo o que cada lugar pode oferecer.

Com medo do trânsito, pegamos a estrada cedo, mas nem precisava. Podíamos ter aproveitado mais a manhã. Se programe pra curtir tudo, deixa pra dormir quando morrer ou quando estiver em casa né?!

Mais fotos, vídeos e dicas dessa viagem, me segue lá no instagram @toindoatoaoficial

Espero que tenha gostado!

Dicas, sugestões de lugares novos e inexplorados, perguntas, deixe aí nos comentários 🙂

Bjão

Thaise

 

 

 

 

 

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Autor: Tô Indo à Toa - por Thaise Caires

Paulistana, curiosa e faço de tudo um pouco! Gosto de dar dicas e quiçá, compartilhar experiências sobre sair da rotina sem ter que viver a vida de outra pessoa. Viciada em café, dança e subir montanhas :) Compartilho tudo de viagens no meu Instagram @toindoatoaoficial. Segue lá!

7 pensamentos

  1. Thaise, que delicia esse lugar. Acredita que nunca tinha ouvido falar? Amei saber pq somos loucos por cachoeiras, trilhas, os programas que mais curtimos. Ainda mais sendo baratinho. Obrigada por compartilhar e parabéns pelo blog. Beijos

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