Lençóis Maranhenses: O que fazer em 4 dias nas dunas do Maranhão?

Os Lençóis Maranhenses são, sem dúvida, um dos destinos mais procurados e amados do Brasil e, com certeza, será um dos destinos tendência desse ano, portanto, se programe!

Ah e feliz ano novo, que seja um ano de tantas viagens que um blog seja pouco… E você? Planejou muitas já?

Dúvidas para planejar? Se liga nas dicas em 5 dicas para planejar as viagens em 2019

Primeiro post de 2019 é sobre um destino que habita a imaginação de muita gente e que parece caro, mas não precisa ser.

Eu resolvi visitá-lo porque as férias foram adiantadas, eu não tive tempo de programar o que eu realmente queria fazer e uma amiga me convidou. Resolvemos tudo em um mês! Como era baixa temporada, não tivemos problemas. Às vezes, não planejar pode ser muito bom, sabia?

É um lugar para ir com amigos, em casal, com a família e tem para todos os bolsos.

O atrativo principal é conhecer o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses (PNLM), que tem uma área de “apenas” 155 mil hectares, além das pequenas lagoas que ficam fora dele. Impossível dizer que é “só” isso… é como chamar o Atacama de “só” um deserto ou o Uyuni de “apenas” sal. O parque e toda a região é lindo, intriga imaginar como aquilo tudo foi formado, é incrível mergulhar em água doce em meio ao deserto.

Por onde começar?

São três cidades base: Barreirinhas, a mais famosa e com mais estrutura, Santo Amaro e Atins.

A primeira coisa é escolher a melhor época para a visita. Algumas lagoas têm água o ano todo, outras, apenas por um período – que, em geral, vai de Junho à Setembro. Você pode consultar a situação delas no site oficial.

Fizemos essa viagem no fim de Setembro/ 2018 e mais alguns poucos dias, já não veríamos muita água.

Vou compartilhar aqui o roteiro por dia e, na minha opinião, 4 dias inteiros foram suficientes (para o meu estilo de viagem). Lembrando que, por causa da oferta de voos até São Luís e do traslado entre a capital e as cidades, você “perde” um dia todo na ida e outro na volta. Logo, meu roteiro total teve 6 dias.

Como chegar?

De São Luís a opção é ir de van até uma das cidades, legalizada e com preço tabelado, além de ar condicionado, que o deixa na porta da sua hospedagem ou pode alugar um carro no aeroporto. Vale lembrar que a entrada no Parque só é permitida com guias locais. Não senti falta de carro.

A estrada até Barreirinhas não é o que podemos chamar de tapete, mas já vi piores. O trajeto leva, em média, 3h30m. Barreirinhas é a primeira cidade e a mais estruturada.

Sobre as outras cidades

Não conhecemos Santo Amaro, mas ouvimos que é uma cidade mais exclusiva e com um passeio à duas outras lagoas, que só podem ser acessadas por lá – melhor para quem vai entre Setembro e Abril.

Atins – Ah! Se eu soubesse teria ficado por lá. É uma Jericoacoara menor e mais roots, com pouquíssimas pessoas e, em geral, habitada por gringos construindo seus negócios nos quais brasileiros vão trabalhar. Achei muito charmosa! Fizemos um passeio até lá e conto mais abaixo.

Dia 1 – Passeio de Jeep até o Parque e visita à Atins (dia todo)

Nesse passeio, que contratamos na noite anterior, no meio da rua, fechamos um dia todo, com dois guias e um jeep só nosso. O trajeto é sempre com muita areia e vento!

Visitamos 2 lagoas: Tropical (a mais famosa) e 7 mulheres

A primeira lagoa é linda demais e olha que nem estava tão cheia. E o vento? Realmente chega a incomodar.

O gostoso é subir aquelas dunas enormes, descer rolando ou correndo e apreciar o entorno. A água tem uma temperatura muito deliciosa, não dá vontade de sair.

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Lagoa Tropical

Dali partimos para Atins,que fica à 20km. Meca do kitesurfe no Brasil, é o encontro do rio com o mar, onde venta pra Dilma nenhuma botar defeito e, com apenas um quiosque disponível que serve algumas bebidas e poucos petiscos.

O local não é muito apropriado para banho de mar/ rio ou sol, especialmente porque fica lotado de kitesurfistas dando show. Além de ser uma faixa de areia muito pequena. Mas é um bom point (ainda falam isso?! Ha Ha)

Uma empresa oferece aluguel de equipamento e aula – R$250/ hora.

O centrinho é bem pacato, minúsculo, mas algumas pousadas e restaurantes estão ficando incríveis – e só abrem à noite. Por isso, recomendo que durma pelo menos uma noite por lá. É a mais cara das três cidades e só carro 4×4 passa por ali.

Na volta, antes da última lagoa e do pôr do sol, fomos almoçar o famoso camarão do Seu Antônio: não vi nada demais, mas pelo menos a porção serviu as três. Não sei se foi a época ou o Seu Antônio não estava, mas achei um serviço mega preguiçoso e quase não tinha opção para almoçar. Almoço + bebida e uma cocada = R$ 40/ pessoa.

E por fim, ficamos horas na Lagoa das 7 mulheres, tomamos um banho maravilhoso, subimos dunas e vimos um dos pores do sol mais lindos de todas as viagens.

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Dica: todo mundo vai assistir o sol se por na Lagoa Tropical, que fica cheia. Nessa só tinha a gente 🙂 sunset mais do que exclusivo, né?!

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Tiramos fotos demais e saímos de lá quase no escuro. Atolamos no caminho de volta, sem luz! Quer dizer, sob a luz das estrelas… e que céu! Segunda atolada esse ano?! Má oeee! Ficam as experiências rsrs

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Valor por pessoa – R$120 (s/ almoço)

Depois de um banho na pousada, fomos jantar e achamos um restaurante nos fundos de uma casa, às margens do rio, quase vazio. Comemos um peixe bem gostoso com um suco de bacuri, típico da região, por R$ 30.

Dia 2 – Vassouras, Mandacaru e Praia de Caburé (dia todo)

No segundo dia, saímos do Parque e visitamos uma área de lagoa também, mas bem menor.

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Vassouras ou Pequenos Lençóis é tão encantador quanto as demais!

O barco busca no próprio hotel, por isso, escolha um que fique às margens do rio (se possível). O caminho todo é pelo rio, que aliás, merece ser apreciado. O rio é fonte de vida para a região, tem 120 km de extensão, águas calmas e muitos animais. No caminho vemos até pés de açaí – que delícia.

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Cerca de 40 minutos e chegamos à Vassouras. Há uma lagoa bem grande, uma duna alta e atrás dela um parque eólico – é a terceira vez que visito um!

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Tieta do agreste – editada no app Lightroom

Há um restaurante rústico no local e… macaquinhos. São vários deles, que são fofinhos mas, ladrões. Roubam tudo o que podem. Sou sempre contra mexer com os animais, não interajo, não dou comida, não ponho a mão. Acho que o fato de já estarmos ali, já é mudança demais na vida deles.

Depois seguimos para a vila de Mandacaru, cuja atração é o Farol de Preguiças. Eu amo faróis, então, com certeza eu subi. Ele não é muito alto, tem 35 m, mas é bacana para ver a praia, o rio e a vila no mesmo plano.

A entrada é gratuita, eles pedem apenas que assinemos o caderno de visitas. A vila tem várias lojinhas de souvenirs e lanches. A visita ali é rápida, logo seguimos para a Praia de Caburé.

O que eu gostei nessa praia é o sossego. Não tinha nem 20 pessoas nesse dia – do jeito que eu gosto. A areia é branquinha e o mar, nosso bom e velho Atlântico, bravo.

O almoço deve ser pedido com 1h de antecedência e há chuveiro de água doce e rede para os clientes. Um prato de peixe, arroz e suco bem simples – R$ 45.

Vimos algumas casinhas coloridas, de madeira, mas não deu para entender se eram dos moradores – imagino que ir e voltar até ali todo dia seja cansativo – ou se era para hóspedes.

Infelizmente, nesse dia, o guia nos tirou da praia às 15h, quando o combinado era às 16h. Tivemos que ir embora na melhor hora. Falamos com ele, mas não adiantou, ele nos disse que entendemos errado.

Na praia oferecem passeios de quadriciclo, que dá a volta na “ilha”. Custa R$ 80 e dura 30 min.

Esse tour custa R$ 80 e sai às 8h e retorna às 16h (é o que dizem).

Chegamos à tempo de pegar uma piscina na pousada, vendo o pôr do sol, como eu disse antes, à beira do rio.

À noite fomos à uma hamburgueria artesanal, a Rock ‘n’ Beer, cujo dono é francês, que serve lanches muitos bons e chopps artesanais, com preços maravilhosos. Sério! Muito justos.

Dia 3 – Lagoa Bonita (tarde/ noite)

Esse tour é o mais tradicional para quem visita a região, mas não por isso, o menos interessante. Foi o conjunto da obra mais lindo que eu vi lá!

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O nome é singular, mas são várias lagoas, cada um pode escolher uma e ter um sunset exclusivo.

Mas… o trajeto… só por Deus rs O caminho é feito em uma jardineira, balança muito, é areia – montes – por todo lado. Chacoalha demais, venta muito, então óculos e chapéu são muito úteis.

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Para chegar às lagoas, é necessário subir uma duna, um pouco inclinada e alta. Colocaram até uma corda para auxiliar quem precise. Acho que equivale à cinco semanas de exercício de panturrilha (brincadeira!). Com calma e paciência, todo mundo sobe.

O tour leva justamente para ver o pôr do sol, então, o bom é andar por ali, apreciar, tomar banho e curtir o fim do dia.

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Não se esqueça que tudo o que vai, volta. Quanto mais longe você for, mais vai demorar para voltar, não vai perder a carona ein?!

 

Esse tour também custa R$ 80.

Terminamos a noite em um restaurante muito gostoso, O Bambu, que serve de tudo, e comemos uma bela pizza e bebida, com direito à um forrozinho pé de serra – R$ 40.

Dia 4 – Piscina

Bom, pode ser que você não goste de ficar à toa em suas viagens, mas hoje em dia, penso como é bom. Tiramos o dia para descansar da andança e para bater papo na piscina. Saímos para almoçar na cidade, e acredite, encontramos apenas uma café aberto às 15h. Foi um achado, comemos um cuscuz com carne seca e manteiga de garrafa que oh, tava divino. E Divino, aliás, é o nome do café! Fica na Rua Prof. Viana, 62 e fecha às 23h.

Se você gosta de visitar os “cafezinhos” como eu, super recomendo. Bom gosto e preço muito bom. E finalmente, uma proprietária brasileira.

Na última noite, visitamos o restaurante Canoas, para um baita de um mix de frutos do mar, generoso. O prato serve três pessoas e custa R$ 180.

Outras dicas

Se eu tivesse interessada ou mais dias por lá, teria voado de monomotor sobre o Parque – eu costumo pagar por experiências – mas o fato de não estarem tão cheias me desanimou um pouco. O voo custa R$ 300 e dura 30 min.

Visitaria também outros pequenos lençóis, em Tutóia.

Voo

Os voos saindo de São Paulo custam, em média, R$ 700 (preços de 2018), considerando o período de lagoas cheias. Há preços mais altos em épocas de férias, como Julho.

Eu emiti passagem ida e volta, pela Latam, usando 18 mil pontos Multiplus. Poderia ter sido menos, se eu tivesse planejado.

Saiba mais sobre pontos Multiplus nesse artigo

Traslado

Pesquisei e vi que todos os preços são tabelados, então apenas me preocupei em procurar uma empresa séria (mas eu não me lembro qual, perdão!). Cada trecho custa R$60.

No aeroporto você encontra mapas com relação de diversos serviços e roteiros. Recomendo fechar o traslado antes, para evitar problemas.

Você também pode ir de ônibus, que sai da rodoviária. A viação Cisne Branco leva por R$ 51. Desvantagem: pouca oferta de horários.

Hospedagem

Ficamos na Pousada Beira Rio, fechamos lá mesmo. Acontece que havíamos reservado um hostel pelo Booking, porém, o local não era tão agradável para ficar. Na manhã seguinte, mudamos para esse.

Gostamos do local, mesmo simples, com café da manhã incluído e uma piscina pequena.

Na mesma rua dessa pousada, encontramos dois restaurantes, de comida caseira, e almoçamos por R$ 20.

A cidade não tem vida noturna, soubemos de algumas festas, mas normalmente fora do centrinho e frequentado pelos moradores. Então, para quem quiser, é só fazer amizades. Há alguns restaurantes com música ao vivo na Avenida Beira Rio.

Comemos um açaí (juçara) muito bom, sem xarope, com banana, granola e amendoim (!!!) por R$ 10. Não anotei o nome, mas fica em frente à duna, no centro da cidade. Sim, tem uma duna bem ali.

O que eu faria diferente?

Se eu não tivesse feito outra viagem antes dessa, estava de férias, eu teria ficado uns 3 dias em São Luís para conhecer. Teria também, dormido uma noite em Atins.

Definitivamente, eu faria a travessia ou trekking dos Lençóis, mas precisaria de mais alguns dias livres. Eu voltarei! Quem topa?

Dicas

Procure guias que deixam você levar o passeio e não o contrário. Percebemos que a maioria faz tudo correndo!

Você encontra muitas empresas no centro, só escolher uma. Fale com duas ou três e pechinche, se estiver em mais de duas pessoas.

Vale a pena visitar, porém, não ficaria mais do que cinco dias, mas é só minha opinião 🙂

Você pode, também, visitar Jericoacoara à partir de Atins. Uma viagem 2 em 1 não é nada má. A travessia é feita de barco.

Deixei stories dessa viagem nos destaques do instagram – @toindoatoa. Se gostar, indique para seus amigos que estão planejando visitar essa região. Deixe seu comentário abaixo, isso ajuda na divulgação do blog.

Espero vocês nas próximas histórias! Obrigada por ler até aqui!

Feliz 2019 de muitas viagens e graça de Deus para vocês.

Bjs

Thaise Caires

 

 

 

 

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15 comentários em “Lençóis Maranhenses: O que fazer em 4 dias nas dunas do Maranhão?

  1. Pingback: Praias de Ubatuba – 7 praias (lindas!) em um dia | Tô Indo a Toa | Blog de Viagem e Aventura - Por Thaise Caires

  2. Gostei principalmente da ideia de visitar Jeri. Amo viagem 2 em 1 haha. Lindas fotos!!!

    Curtido por 1 pessoa

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