Work & Travel: Já pensou em trabalhar nos Estados Unidos, ganhar em dólares e ainda viajar?

Mas o que é esse Work & Travel, Thaise?

Ganhar em dólares? QUEREMOS! E quando queremos?  Já! 

Para dar início à esse assunto e deixar uma pulga atrás da sua orelha (que papo de velha!), convidei a Tarsila, do blog Travelover e Youtube Tarsila Travelover (@tarsilatravel), que está indo para seu terceiro Work & Travel, aos 24 aninhos, para falar mais sobre isso.

Antes, o porque desse assunto:

Aos 32 anos eu vi que, apesar de ter feito muita coisa bacana e interessante – contrariando as previsões pessimistas de quem acha que nascer “pobre” e morrer “pobre” é sinal de honra e de que, algumas coisas são apenas para pessoas ricas de dinheiros – eu nunca fui muito “esperta” ou corajosa o suficiente para descobrir um mundo além das minhas quatro paredes.

Comecei a descobrir esse mundo novo mais tarde, por volta dos 28, 29 anos. Hoje vejo a importância de sermos incentivados a ir além da escola, da faculdade e do bate cartão empresa… Hoje, me arrependo de não ter tentado uma oportunidade como essa quando eu pude.

Parece exagero, mas gostaria que ao menos uma pessoa se inspirasse com essa e outras possibilidades que trarei aqui no blog, e percebesse que se pode fazer bem mais do que apenas aquilo nos é oferecido. Busque você algo novo!

Voltando ao assunto, vamos à conversa:

Thaise: Tarsila, vamos começar explicando o que é o Work & Travel, o que comem, onde vivem? rsrs
Tarsila: Ha Ha o Work & Travel é um programa remunerado, regulamentado pelo governo americano, que promove contato entre empregadores e possíveis empregados, para trabalharem temporariamente no país, nas férias da faculdade.

Thaise: Por que fazer um intercâmbio como o Work & Travel?
Tarsila: Um intercâmbio de trabalho como esse traz inúmeros benefícios: Desenvolvimento pessoal como responsabilidade, auto confiança, aprimoramento de língua inglesa, além do dinheiro ($$$$) e da experiência profissional estrangeira no currículo.

Thaise: Muitas pessoas querem saber como estudar ou trabalhar nos Estados Unidos. Você acredita que talvez essa seja a opção mais fácil?
Tarsila: Acredito que seja a opção de intercâmbio com melhor custo-benefício. Só não digo que é a mais fácil porque existem alguns pré-requisitos.

Thaise: Para quem é esse tipo de intercâmbio?
Tarsila: Todas as pessoas que tenham entre 18 e 28 anos, que estejam cursando alguma graduação e que já consigam se comunicar mesmo que com dificuldade, em inglês.

Thaise: Então, por onde começar?

Tarsila: Começa na hora em que você decide se esse tipo de intercâmbio é pra você. Ele exige muito, são muitas situações desafiadoras. Além da língua, você precisa se adaptar à uma cultura diferente, cuidar das suas próprias coisas, como onde morar e fazer suas refeições, organizar seu próprio dinheiro e trabalhar muito. Não é um trabalho “coxa” não, são, no mínimo, 32 horas por semana.

Thaise: Qual o investimento médio de um curso desse?

Tarsila: Bom, sem contar passagens aéreas e visto, o custo do programa é de USD 2000 e, as agências costumam facilitar o pagamento. Quanto antes você começar a pagar, mais tempo tem de se programar com as parcelas.

Thaise: Há algumas opções onde o inglês não seja tão necessário no primeiro momento?

Tarsila: Você precisa garantir o mínimo da comunicação, especialmente porque você precisa lidar, antes de ir, com a entrevista de emprego com a empresa e a do visto que são ambas em inglês. As agências recomendam que você tenha inglês intermediário e fazem um teste de inglês para checar sua aptidão, antes de fechar o programa.

Thaise: Você acha ideal fazer no início da faculdade ou deixar para o último ano?

Tarsila: Quanto antes melhor, porque assim, você pode pode tentar aproveitar e ir em todas as suas férias da faculdade, melhorando cada vez mais o inglês e também, seus horizontes. No fim do curso, as pessoas já estão mais voltadas a buscar oportunidades de trabalho na sua própria área.

Thaise: Tem descontos para quem vai pela segunda ou terceira vez?

Tarsila: Sim, a cada ano você pode conseguir um desconto no valor do programa.

Thaise: As vagas estão relacionadas aos cursos de graduação?

Tarsila: Não. Eu estudo Biologia, mas as vagas são para trabalhos operacionais – cozinheiro, atendente, recepcionista, caixa, garçom, entre outras.

Thaise: Qual o período mínimo de permanência?

Tarsila: Varia de 03 a 04 meses, sendo um mês de férias, o que eles chamam de ‘grace period’, onde você está proibido de trabalhar e, então, você tem esse mês para curtir o país. Mas também dá para fazer algumas viagens mais curtas durante o período do trabalho.

Thaise: Como escolher pra qual cidade ir e qual trabalho fazer?

Tarsila: Importante conversar com uma agência de intercâmbio, lá eles podem te passar uma lista de cidades, empregadores e vagas. Importante pensar no que você gosta e/ ou tem habilidade. Gosta de frio ou calor? Prefere público ou números?

Assim você consegue encaixar algum lugar e trabalho mais facilmente. Dentro de um mesmo local, há diversas funções que você pode exercer.

As vagas não estão relacionadas à sua formação. Importante também pensar quanto vai custar morar naquela cidade. O site Quanto custa viajar pode te ajudar nessa pesquisa.

Thaise: Quais países oferecem esse tipo de intercâmbio?

Tarsila: Atualmente somente Estados Unidos (importante consultar as agências sobre outros países).

Thaise: Qual o visto exigido para esse programa?

Tarsila: Para esse programa é o J1 – que também é exigido para Au Pairs (babás). O valor hoje é USD 160, mesmo valor do visto comum de turista, mas com formulários diferentes. Dá uma lida no post abaixo e entenda mais sobre o visto.

https://travelover.com.br/blog/visto-j1

Thaise: E sobre a hospedagem?

Tarsila: Alguns empregadores oferecem o ‘housing’. Todos os ‘internacionais’ ficam nessa casa. Se não estiver disponível, as agências e/ou os empregadores auxiliam na busca por um.

Lembrando que os aluguéis são pagos pelo intercambista, com seu próprio salário durante o programa. Existe a opção de alugar um espaço privado, e também é possível trocar, caso haja interesse.

Thaise: E sobre os salários?

Tarsila: Os valores variam de USD 7 a 12/ hora. Importante que você veja isso no momento de fechar o programa. É bom lembrar que a conta entre o que você vai receber e o que você vai pagar de aluguel, por exemplo, é o que define o melhor negócio para você.

abundance bank banking banknotes

Foto por Pixabay em Pexels.com

Thaise: Como são pagos os salários?

Tarsila: Pode ser em pagamento direto na conta – e você tem direito a abrir uma conta em um banco americano e sem taxas. Antes de voltar pra casa, você saca seu dinheiro e traz de volta.

A parte boa de não fechar essa mesma conta é que, se eu for novamente para os EUA, posso mandar esses mesmos dólares para o banco onde tenho conta e não pagar o IOF (imposto sobre operações financeiras), porque o cartão já é americano.

Com o holerite, você pode sacar o seu dinheiro no banco, pessoalmente.

Thaise: Como escolher a melhor agência?

Tarsila: No site da Belta (http://www.belta.org.br/), que reúne as principais empresas de intercâmbio do Brasil, você encontra todas as agências cadastradas e seus programas.

Procure pessoas que tenham feito o programa e peça referências, isso ajuda muito. Tem que ter o melhor custo x benefício.

Thaise: E sobre aproveitar o local de trabalho de ‘graça’?

Tarsila: Existe a opção de curtir o local de trabalho de graça ou por valores menores do que os cobrados aos turistas. Sobre o snowboard, por exemplo, um esporte muito caro, eu aproveitava a estação de esqui em que trabalhava, de graça.

E as estações vizinhas por metade do preço ou menos. Um day-pass pode custar mais de USD 100. Dependendo de onde você trabalha, a economia com a diversão pode ser bem alta.

Thaise: Dicas para economizar na viagem?

Tarsila: Para começar, cozinhar. A hospedagem hoje significa 25% do orçamento dos viajantes brasileiros. Eu viajei, comprei, saia para jantar de vez em quando e mesmo assim, essa foi a forma que me fez economizar mais. Você é quem decide entre o ‘só se vive uma vez’ ou ‘prefiro investir e curtir mais depois’.

Thaise: Dá para economizar e trazer $$ de volta?

Tarsila: Sim. E muito!!! A questão é se organizar. O custo-benefício é incrível. Fiz um post no blog e um vídeo no YouTube, mostrando até o contracheque, para mostrar como vale a pena.

https://travelover.com.br/blog/work-experience-vale-a-pena

Thaise: Dica sobre escolha de lugares famosos?

Tarsila: O ideal é escolher um local que fique próximo ao local famoso do seu interesse. Se você tem interesse em conhecer NYC, por exemplo, onde o custo de vida da cidade é muito mais caro, você pode optar por trabalhar e se hospedar em uma cidade menor.

Deixa para curtir a cidade famosa nos dias de folga, os custos serão muito menores.

Thaise: É possível receber os impostos pagos de volta?

Tarsila: O contracheque mostra os valores pagos de cada imposto: um federal, um estadual e um municipal. Existem empresas que cobram para assessorar quem quer resgatar esses valores.

Eu descobri outra forma, muito mais barata, e em breve, vou lançar um guia de como resgatar 100% desse valor de volta, sem gastar muito.

Thaise: Gostaria de comentar mais algum detalhe, outra dica?

Tarsila: Sim, claro. O governo americano solicita que seja preenchido uma avaliação mensal, onde você explica as condições em que se encontra, o que tem feito em seu tempo livre, se está tudo correto com o empregador, hospedagem, se está bem de saúde, etc. Depois disso tudo é só aproveitar a viagem e os lucro$!

Agradeço muito à Tarsila por ter topado fazer essa live no Instagram e depois me ajudado a montar esse post. Essa conversa NÃO substitui uma visita à uma agência, nela, você pode tirar todas as suas dúvidas.

Outro detalhe importante: NÃO se esqueça do seguro viagem, com certeza as agências vão falar dele com você! É imprescindível ter um, especialmente nas terras do Trump.

Se quiser saber mais sobre seguro viagem, tem desconto disponível, é só clicar aqui: https://linktr.ee/toindoatoa

Se ainda ficou alguma dúvida, sugestão ou emojis, coloca aí nos comentários que eu ‘vou estar ficando feliz’.

Espero que tenha sido  inspirado com essa ideia!

Thaise 🙂

 

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3 comentários em “Work & Travel: Já pensou em trabalhar nos Estados Unidos, ganhar em dólares e ainda viajar?

  1. Gostei de mais do artigo! Tenho uma dúvida obre o período, no de 3 meses, eu trabalho 2 meses e fico 1 livre ou trabalho 2 meses e fico com 1 livre?

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